30/10/2008

Mais de meio milhão em rendas

A Câmara de Lisboa gasta mais de meio milhão de euros/ano no aluguer de edifícios, 240 mil euros dos quais em espaços para recursos humanos e serviços de apoio aos órgãos municipais, quando tem mais de 300 prédios devolutos.

De acordo com dados da autarquia a que a Lusa teve acesso, só com o aluguer do edifício da Rua Castilho onde estão instalados a Direcção Municipal de Recursos Humanos e o Departamento de Gestão de Recursos Humanos a Câmara paga por ano 182.164 euros.

Ao todo são 10 contratos de arrendamento nos nºs 213, 213A e 213B da Rua Castilho, renegociados este ano.

O de valor mais elevado custa por ano 79.600 euros (6.634 euros/mês) e refere-se aos 7º, 8º e 9º andares do edifício que a Câmara para à PTJH - Compra e Venda de Imóveis, Lda.

Além desta renda, a autarquia paga a outras nove todos os meses para ter instalados os serviços de recursos humanos e que variam entre os 150 e os 1.946 euros.

Já pelas instalações na Praça do Município onde estava o antigo Departamento de Apoio à Presidência, extinto com este executivo e que foi integrado no Departamento de Apoio aos Órgãos Municipais, a autarquia paga por ano mais de 60 mil euros (5.037,34 euros/mês).

Nas Grandes Opções do Plano para 2008-2011 está prevista uma redução para metade, até 2009, das despesas de arrendamento de espaços para instalação de serviços camarários.

Questionado pela Lusa sobre quanto gasta a autarquia por ano com o arrendamento dos espaços onde estão instalados alguns dos serviços e de que forma a redução desta despesa vai ser feita, o vereador das Finanças, Cardoso da Silva, remeteu para ontem à tarde mais esclarecimentos. Até à hora do fecho desta edição não foi possível apurar se tais esclarecimentos foram ou não prestados.

Há 60 mil edifícios em Lisboa, 6.300 dos quais estão classificados pela autarquia como "em muito mau estado" e destes 4.600 estão devolutos. De acordo com dados do departamento de Urbanismo, dos prédios devolutos identificados em Lisboa, 322 pertencem ao município e 60 a instituições públicas.

Fonte do gabinete do vereador das Finanças, Cardoso da Silva, reconheceu à Lusa que "nem sempre é fácil adaptar os espaços devolutos", afirmando, no entanto, que não basta "dizer que há 300 prédios devolutos". "É preciso fazer obras de adaptação a vários níveis e isso não é fácil", afirmou, explicando que o processo de mudança "não se faz de um dia para o outro".

"É preciso fazer o projecto, o concurso público e estas coisas demoram tempo", acrescentou.

In JN

1 comentário:

Luís disse...

Existe alguma coisa que se faça em Lisboa em relação à qual a cidadania-lx é a favor?