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01/02/2012

A Reabilitação “comandada” à distância por Portas de Garagens Automáticas … por António Sérgio Rosa de Carvalho.



Como Colossais Goelas - Monstruosas Aberturas - Gargantuais Mandibulas Mecanizadas …

A “Reabilitação Urbana” segundo o Vereador do Urbanismo da C.M.L. Arquitecto Manuel salgado ‘resume-se a “isto” …
E “isto” - e tamanhas escavações - passa-se na Rua de S.José , Antiga e Histórica Rua de Lisboa, com importante Património Arquitectónico de conjunto , limitadora do antigo Vale Verde ( onde foi posteriormente construída a Av. da Liberdade ) … e precisamente , construída sobre o leito da Ribeira do Vale Verde …

Tendo como único princípio orientador o slogan :
" E se formos muito exigentes com a pedrinha e com o azulejo não conseguimos reabilitar nada".( Manuel Salgado em plena Reunião pública na C.M.L.)…. Mas muito activo no desenvolvimento de legislação abrangente e propositadamente vaga e obscuramente implicíta , no que respeita a Salvaguarda do Património …
… assim se vai preparando o terreno , para todos os empreendimentos e construtoras ‘em pânico’ com a crise, sem preparação cultural e técnica, ávidas de “abocanharem” esta fatia …




16 comentários:

Anónimo disse...

Durante anos e anos a Rua de São José foi considerada "as traseiras" da Avenida. Muitos construtores compraram edifícios na Rua de São José apenas para os destruirem transforando em estacionamento dos edifícios que construiam na Avenida. É uma tristeza ver uma das ruas mais antigas de Lisboa ter este destino!

Julio Amorim disse...

Uma Lisboa embrutecida com a cooperação das autoridades que a deviam proteger....

Carlos Leite de Sousa disse...

Caro António Sérgio

Discordo em parte consigo, mas vou tentar ser conciso naquilo que obrigaria a uma longa explicação.
Por motivos profissionais passei algum tempo na passada sexta-feira a noite, na zona do Principe Real, São Bento e Lapa, precisamente zonas onde têm sido recuperados prédios para habitação unifamiliar, com a criação de espaço para estacionar no piso térreo. Durante estas horas foi intenso o trafego de automóveis à procura de lugar para estacionar, sendo que a maioria parecia-me de moradores.
Embora conheça bem aquelas zonas, fico sempre agradavelmente surpreendido com a quantidade de pequenos edificios que têm sido aproveitados, como disse, para habitação unifamiliar. Penso que é bastante positivo para estas zonas, para a cidade, e para manter a traça arquitectonica, que tão bonita é. Como não há bela sem senão, a quase totalidade destas familias investe uma soma consideravel para ter o máximo de conforto possível. E isso inclui precisamnete não ter de andar ao final do dia às voltas à procura de lugar. Se proibissem esta alteração das fachadas, provavelmente não haveria a quantidade consideravel de aproveitamentos de imóveis que está a haver naquelas zonas. Obvio que o ideal seria manter a fachada exactamente como é de origem, mas isso pressuponha uma mudança de paradigma em relação ao automóvel que demora 2 ou 3 gerações a consolidar. E aqui coloco a questão. É melhor permitir este género de aproveitamento e ter estes belos edificios habitados, ou é melhor exigir manter a traça original na totalidade e esperar que o mercado tenha clientes que se interessem pelo imóvel nessas condições. Lisboa é uma cidade com milhares de imóveis devolutos ou em péssimo estado. Julgo que é melhor renovar o aproveitamento destes imóveis com familias que apreciam as zonas mais antigas mesmo que isso implique criar garagens, do que esperar uma mudança de paradigma em relação ao automóvel. Aproveito para o convidar exactamente a passear demoradamente por estas zonas que referenciei e depois me dizer de sua justuça. Espero ter conseguido explicar o meu ponto de vista.
Agora, não deixo de concordar plenamente em relação ao trabalho medíocre do actual vereador do urbanismo, no que não difere muito dos seus antecessores.

Anónimo disse...

Parece-me é que aquelas garagens, com aquela largura, são obviamente destinadas a autocarros (e dos grandes), mas não previram a altura correspondente, pelo que irão lá bater... eu ia a dizer com o que têm na testa...mas direi antes com o tejadilho.

Xico205 disse...

Toda a razão Carlos Leite Sousa. Aprovo o comentario a 100%.

Filipe Melo Sousa disse...

A única coisa medonha nestas fotos são os ladrilhos arabescos foleiros nas fachadas dos prédios. Já era altura de erradicar este tique de terceiro-mundismo em Lisboa.

Anónimo disse...

Caro Carlos Leite de Sousa, venha passear pela rua de São José. Vai perceber que as garagens que esventraram completamente os prédios antigos servem de estacionamento aos novos edifícios que foram e vão sendo construídos na Avenida da Liberdade! É essa a função que a CML atribuiu a esta rua, uma das mais antigas e interessantes de Lisboa!

Anónimo disse...

O sr. Filipe nunca desilude: os LADRILHOS são colocados no pavimento!!!

Carlos Leite de Sousa disse...

A rua de São José é um caso grave ao nível do urbanismo. Pior do que a questão estética das garagens, é o que sucede no seu interior, nomeadamente as constantes inundações provocadas pelo curso de água subterrâneo que estas garagens vieram "importunar". O risco de inundação nesta rua é considerado "Vulnerabilidade Forte" segundo o departamento de Protecção Civil da Câmara Municipal de Lisboa.

Anónimo disse...

Algém sabe o que diz o PUALZE a este respeito?

Anónimo disse...

http://grupoamigosigrejasjose.blogspot.com/2011/10/rua-de-sao-jose-entrada-de-garagem-em.html

Anónimo disse...

vejo uma garagem e uma loja na última foto como aberrações a combater....

Xico205 disse...

Há ruas que são tão estreitas que os carros têm que entrar e sair da garagem na obliqua por isso é preciso entradas largas. Outras dá para ver que a entrada do prédio é tambem recuada daí a entrada tão grande. Uma coisa que se vê à primeira vista.

Anónimo disse...

A prova de que esta autarquia e os seus técnicos não estão aptos a compreender como se faz e se deve fazer recuperação. Estamos a transformar a cidade numa amalgama hibrida desconexa, desconectada, descaracterizada.
Muita incompetência!
Como arquitecto só posso lamentar a ausência de concelhos e boas práticas, como está nos seus estatutos com entidade de interesse publico como provedor da arquitectura não deveria permitir este tipo de alterações.
Quanto maior for a "boca da garagem" menos automoveis poderam estacionar na rua, no fundo são alguns moradores do prédio a impor a sua vontade a toda uma comunidade. Não está certo esta é uma atitude totalitária inaceitável.

Filipe Melo Sousa disse...

looooooooool. esta agora foi o cúmulo. aqueles que pagam para ter garagens e libertam o espaço aos outros que n pagam são uns malandros. ele há "arquitectos" fantásticos

Xico205 disse...

Realmente a intervenção do arquitecto anónimo é ridicula. Uma garagem que guarda para aí 20 carros e ele queixa-se que roubou um lugar de estacionamento na rua! Tem tanta lógica como proibir-se a passagem de autocarros numa cidade porque eles poluem muito mais que um carro ligeiro.