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12/10/2018

Que bela porcaria!


A CML é extraordinária. E investidores como estes, é do que mais se precisa neste país que ainda é Europa. Parabéns, Vereador MS o seu gosto é de fino recorte! P.S. Para quem não saiba, esta moradia (e não é palacete) é das poucas coisas que restam com resquícios Arte Nova. Dava uma excelente sede de empresa de prestígio, dava um excelente clube, mas qual quê, assim é mais lindo. Triste país, credo. A foto desta trampa está aqui: https://www.dinheirovivo.pt/economia/grupo-brasileiro-aposta-em-lisboa-palacete-devoluto-sera-predio-de-seis-andares/ (alerta de Helena Espvall)

29/08/2018

Rua Barata Salgueiro, 21 - Pedido de esclarecimentos sobre Aviso de Demolição


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


CC. PCML, AML, JF, DGPC e media

Constatando o aviso prévio colocado recentemente no edifício da Rua Barata Salgueiro, nº 21, referente ao processo 547/EDI/2017, no qual se dá conta da aprovação da demolição do mesmo (ver fotos 1 a 3 em anexo), somos a solicitar esclarecimentos a V. Exa. sobre se a demolição anunciada é total ou parcial.

Lembramos que em Dezembro de 2009 a CML chumbou, e bem, o pedido de alterações e ampliação com demolição de interiores então apresentado, processo nº 261/EDI/2008 (fotos 4 e 5), sobre este imóvel então propriedade do grupo BES, por sinal um projecto que mantinha a estética e linguagem do pré-existente, o que ainda levanta mais estranheza pela demolição agora anunciada.

E relembramos a importância de se salvaguardar a fachada principal deste imóvel característico do Bairro Barata Salgueiro, assim como o vestíbulo (sofreu bastante por ter sido vandalizado mas ainda é passível de recuperação) e a porta de entrada.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos,


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Aguiar, Luís Serpa, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Júlio Amorim, Fátima Castanheira, Miguel de Sepúlveda Velloso, António Araújo, Rui Martins, Miguel Atanásio Carvalho, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Bruno Rocha Ferreira, Maria do Rosário Reiche, Jorge Santos Silva, Martim Galamba, Pedro Ribeiro, Eurico de Barros, Beatriz Empis, Helena Espvall, Fernando Jorge e Guilherme Pereira

17/11/2017

Uau, vai ficar mais harmonioso ainda, aprove-se a descaracterização de um Monumento de Interesse Público (ou será privado?)


«I. Ampliação vertical dos vãos existentes no embasamento ao nível do piso -1 / frente da Av. da Liberdade, destinando-se o vão correspondente à cota mais baixa do passeio, designadamente, a porta de acesso ao interior do piso através de escadas interiores;
II. Abertura de 3 vãos centrais que, tal como o vão resultante à direita, se destinam a montras, com largura limitada à largura dos vãos dos pisos superiores;
A solução preconizada em projecto salienta a intervenção como ‘reversível’, uma vez que ‘os blocos de lioz serão removidos e armazenados dentro da parcela, possibilitando a sua recolocação (no futuro) na sua disposição original, à semelhança dos blocos da fachada lateral Sul, incluindo o troço da cornija pontualmente prevista remover junto da mansarda (v. MDJ, p.12; Pormenores do Alçado Nascente e Lateral Sul, Des. Arq.03.010; Arq. 02.014) Assumindo a sua modernidade, os novos vãos envidraçados (4 montras) terão caixilho em aço inox, não visível do exterior.
III. Ampliação do ‘novo volume’ a executar em estrutura metálica e vidro - escada e elevador – enquadrado junto da fachada lateral/Sul, em mais um piso, tendo por objetivo o melhoramento das condições de circulação e permitir o acesso, da totalidade dos pisos, ao jardim/Poente;»

08/11/2017

Av. Liberdade, 193 (MIP) - Queixa à Provedoria de Justiça

Exmº. Senhor Provedor de Justiça
Prof. Doutor José de Faria Costa


C.c. PCML, DGPC, AML, ICOMOS e media

Considerando que o imóvel sito na Avenida da Liberdade, nº 193, é Monumento de Interesse Público (Portaria nº 740-D/2012), e que em Maio deste ano foi colocado na sua vedação o aviso de obra cuja cópia anexamos, anunciando a aprovação, por despacho, de projecto de demolição parcial do mesmo;

Solicitámos nesse mesmo mês esclarecimentos à Direcção-Geral do Património Cultural e à CML quanto ao teor daquele projecto.

Considerando que até ao momento não nos foi dada nenhuma resposta, nem tampouco foi publicitada qualquer notícia acerca da extensão das obras que, manifestamente, são de alterações e ampliação;

Solicitamos a melhor ajuda de Vossa Excelência e dos serviços dessa Instituição, no sentido de se apurar qual a natureza das obras em causa e se as mesmas são compatíveis e de acordo com o regime de protecção daquele palacete.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos


Lisboa, 31 de Outubro de 2017

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, João Miguel Mesquita, Maria de Morais, Luís Mascarenhas Gaivão, Paulo Guilherme Figueiredo, Jorge Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, Rui Pedro Barbosa, Gonçalo Cornélio da Silva, Virgílio Marques, Fátima Castanheira, Fernando Silva Grade, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, Pedro Ribeiro, Beatriz Empis, Pedro Formozinho Sanchez, José Maria Amador e Miguel de Sepúlveda Velloso

...

Resposta da DGPC (7.11.2017)

«- Casa Apalaçada e Jardim, Av. da Liberdade n.º 191-193 (IIP, classificada em 2012, nos termos da Portaria 740-D/2012 de 24 de dezembro)

Em 22.10.2015 foi feita uma visita conjunta ao imóvel (DGPC, equipa projetista e promotor) visando a sua adaptação a espaço comercial;

Em 07.12.2015 foi realizada uma reunião de acompanhamento do projeto (Memorando Inf. 2988/DSPAA/2015);

Em 29.01.2016 o PIP foi aprovado pela Sr.ª Diretora-Geral, Arq.ª Paula Araújo da Silva, condicionado nos termos dos pareceres de arqueologia (acompanhamento arqueológico de todas as afetações de subsolo) e de arquitectura, nomeadamente, nos termos do despacho de 27.01.16 do Chefe de Divisão da DSPAA; “Considerando que a proposta poderá dotar o imóvel classificado de uma nova funcionalidade, proponho Aprovação Condicionada nos termos dos pareceres de arqueologia e de arquitectura, nomeadamente quanto à revisão da proposta (em fase de projeto base) no que diz respeito; (i) às dimensões do alargamento dos vãos laterais propostos para o embasamento do edifício (não sendo de aceitar a proposta para o vão central), por forma a respeitar a estereotomia do revestimento em pedra existente, (ii) assim como preservar, numa versão maximalista, a compartimentação original, admitindo-se apenas os desmontes estritamente necessários do ponto de vista funcional e que não comprometam a autenticidade da matriz espacial dos interiores do imóvel, situação que deverá ser aferida de forma cautelosa em nova visita a agendar ao local.
À consideração superior”. (Inf. 0132/DSPAA/2016);

Em 02.08.2016 o Projeto Base foi aprovado pela Sr.ª Diretora-Geral, Arq.ª Paula Araújo da Silva, condicionado nos termos do parecer de arqueologia (acompanhamento arqueológico de todas as afetações de subsolo) assim como à apresentação de Relatório Final em conformidade c/ o D.L. 140/2009. - (Inf. 1917/DSPAA/2016);

Em 19.6.2017 o Projeto de Execução foi aprovado pelo Sr. Subdiretor-Geral, Arq. João Carlos dos Santos, condicionado ao respeito pela “estereotomia existente ao nível das padieiras” para os novos vãos previstos para o embasamento do edifício, assim como nos termos dos pareceres de arqueologia (acompanhamento arqueológico de todas as afetações de subsolo) e de arquitectura (entrega de relatórios intercalares e final dos trabalhos, nos termos do DL 140/2009). - (Inf. 1641/DSPAA/2017);

Em 10.7.2017 o Projeto de arranjos exteriores do logradouro obteve o despacho desfavorável por parte do Sr. Subdiretor-Geral, Arq. João Carlos dos Santos, por insuficiente instrução processual. - (Inf. 1997/DSPAA/2017);

Em 30.8.2017 o Projeto de arranjos exteriores foi aprovado pelo Sr. Subdiretor-Geral, Arq. João Carlos dos Santos, condicionado nos termos dos pareceres de arqueologia (acompanhamento arqueológico de todas as afetações de subsolo) e de arquitectura paisagista (entrega do projeto de recuperação do Jardim elaborado por técnico de arquitectura paisagista). - (Inf. 2583/DSPAA/2017);

Melhores cumprimentos
Carlos Bessa
Arquiteto
Chefe da Divisão de Salvaguarda do Património Arquitetónico e Arqueológico / DSPAA»

26/06/2017

Mais um hotel? Ou serão as tais Galeria Lafayette de novo?


Ora bem, ora bem, lá vem mudança de uso para o Palácio Nunes Sequeira, sede da EPAL...traduzido por miúdos, lá vem mais um hotel para esta cidade de paquetes.

«Proposta n.º 437/2017 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado) Aprovar o projeto de versão final da Alteração Simplificada do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), para efeitos de envio à Assembleia Municipal para aprovação, nos termos da proposta;»

23/01/2017

Finalmente, temos a Avenida de volta à CML!


Saúdo o regresso da Avenida à tutela da CML. O lago já está a funcionar como quando nesta foto a p/b (Eduardo Portugal, in Arquivo da CML) e já só falta porem os outros lagos como este, em foto de Artur Pastor (in Arquivo Municipal de Lisboa)

02/09/2015

Obras de Alterações em Prédio Thomaz Quartin/Prémio Valmor/ZEP Av. Liberdade/pedido de esclarecimentos à DGPC


Exmo. Senhor
Director-Geral do Património Cultural


C.c. CML, SEC, AML, JF e media (c/queixa à Provedoria de Justiça)

No seguimento da recente afixação de aviso de licenciamento de projecto de alterações (Processo nº 686/EDI/2014) no prédio da Rua Alexandre Herculano, nº 25, mais conhecido por Casa António Thomaz Quartin, edifício da autoria do Arq. Miguel Ventura Terra (1909), Prémio Valmor e incluído na ZEP da Avenida da Liberdade, classificada Conjunto de Interesse Público;

Solicitamos esclarecimentos sobre a aprovação do projecto em apreço por parte desses Serviços, o qual, a ser executado na íntegra, implicará:

· A construção de uma coluna em betão para introdução de um elevador;
· O desaparecimento das escadas dos apartamentos duplex originais;
· O abrir e fechar de vários vãos no interior do edifício;
· O desaparecimento das cozinhas de época;
· O desaparecimento dos tectos dos vestíbulos;
· O desaparecimento dos tectos ornamentados;
· A supressão de portas e molduras;

Numa palavra, a alteração e destruição física de valores que levaram à classificação e protecção deste bem cultural, deste edifício notável e praticamente intacto.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silvas, Miguel de Sepúlveda Velloso, Júlio Amorim, Fernando Jorge, Virgílio Marques, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo e Beatriz Empis

Fotos: Iñaki Carrera Y Araujo e SIPA/IHRU/ex-DGEMN

11/04/2014

Tesouros do baú de Pedro J. #2


Agora que está em discussão pública a alteração ao PUALZE, é curioso ver e ler artigo Expresso «Liberdade à moda do Porto» (1992) de Miguel Portas e outros, sobre a Avenida da Liberdade, disponível (PDF) em 8 partes, tb em https://sites.google.com/site/cidadanialxdocs/tesouros-do-bau-de-pedro-j.

08/02/2013

Que faz ali aquele ar-condicionado?!!!

O belo quiosque Tivoli foi, ao que parece, restaurado. Sendo assim, QUE FAZ ALI AQUELE AR-CONDICIONADO?!

Att. CML

Fotos: VM

26/09/2011

Avenida da Liberdade








Chegado por e-mail:

«Algo correu mal com as medidas de Feng Shui aplicadas na Avenida da Liberdade....

(fotografias tiradas a 22 de Setembro de 2011)

Afonso Cortez-Pinto»

31/12/2010

Crise dos "pequenos" ao lado dos novos luxos

In Jornal de Notícias (31/12/2010)
Por Cristiano Pereira


«A escassos metros do glamour da avenida, lojas tradicionais agonizam

Nas ruas paralelas à Avenida da Liberdade, em Lisboa, o comércio local já viveu dias melhores. Os pequenos comerciantes queixam-se das quebras no negócio. A culpa é da crise e da desertificação de uma zona que há décadas atrás "era um autêntico mercado".

Algumas das lojas mais luxuosas de Lisboa como a Prada, a Louis Vuitton, a Prada, ou a Dolce and Gabbana, entre outras, estão ali na Avenida da Liberdade, a escassos metros. Mas nas ruas de Santa Marta e de São José, os comerciantes vivem em sobressalto com a quebra no negócio que se acentua.

Todos os comerciantes ouvidos pelo JN recordam, com saudade, os tempos em que as vendas se faziam a um outro ritmo. "Isto foi muito jeitoso mas simplesmente saiu daqui muita gente", explica Alfredo Gonçalves, de 69 anos, dono da loja de têxteis Anisa. Na sua óptica, o volume de negócios começou a diminuir quando uma série de empresas optaram por sair daquela zona, levando os trabalhadores "que eram bons clientes". "Agora", lamenta, "só se vê gente jovem que já vem viciada nas grandes áreas comerciais como a Zara ou a Mango".

Escassos metros ao lado, Carlos Santos, de 52 anos, da mercearia Bijou De Santa Marta, recorda que quando ali chegou, há 38 anos, "o ambiente era muito diferente e havia muito mais gente". Depois, surgiram as cadeias de supermercados que começaram a prejudicar-lhe o negócio. "Os clientes chegam e compram-me duas cebolas ou meio quilo de batatas só porque se esqueceram de comprar num supermercado", relatou. "Os jovens não têm o hábito de vir à mercearia", garante.

Viver a balões de soro

"Estamos a viver a balões de soro", destaca, por seu turno, Maria de Lurdes, de 65 anos, dona da "Provelho", uma loja de antiguidades que tem sofrido com "a falta de poder de compra da população".

"Esta casa tem mais de 120 anos e eu trabalho aqui há 53", conta, com orgulho, o merceeiro José Manuel Oliveira. "Agora o negócio está mesmo mau", desabafa, referindo que só ali continua porque não consegue ficar parado em casa e porque "agora, com a crise, ninguém pega nestas casas a não ser os chineses que por aí andam".

Uns metros mais abaixo, a antiga loja de instrumentos Machado (que abriu em 1912) continua em funcionamento, ainda que com o nome do proprietário que a detém desde a década de 60. Vítor Silva lembra-se dos tempos em que a loja "era o prédio inteiro". Depois "começaram a fechar lojas". Agora, "as pessoas cada vez passam menos". "Até os Sheiks vinham cá comprar guitarras", recorda, com insdisfarçável nostalgia.»

17/07/2010

Câmara acusada de prejudicar finanças municipais em benefício de promotores

In Público (17/7/2010)
Por Ana Henriques

«Ampliação da sede do BES na Avenida da Liberdade envolta em polémica. "Câmara não pode desperdiçar oportunidades de cobrança", diz vereador

A decisão da Câmara de Lisboa de deixar de cobrar aos promotores imobiliários, em certos casos, contrapartidas que até aqui lhes exigia está no cerne de uma polémica que tem como principal protagonista o Banco Espírito Santo (BES). A maioria socialista que governa a autarquia é acusada por vereadores dos partidos de direita de prejudicar as finanças municipais em benefício dos promotores.

Em causa estão as chamadas "cedências" ou "compensações urbanísticas". Cada vez que um promotor imobiliário vê aprovadas obras de grande dimensão fica sujeito a compensar o município onde as faz pelo acréscimo de betão com dinheiro ou terrenos para espaços verdes, estradas e escolas. As dúvidas que se levantaram na autarquia a respeito do que seria legítimo pedir ao BES em troca da aprovação do projecto de ampliação da sua sede, no quarteirão entre a Avenida da Liberdade e a Rua Rosa Araújo, levaram os socialistas a fixar uma nova interpretação da lei que será agora extensível a todos os casos idênticos. Uma decisão que, na opinião do vereador António Carlos Monteiro (CDS-PP), foi tomada à medida dos projectos imobiliários à espera de aprovação na Câmara de Lisboa. É o caso da ampliação da sede do banco.

Como o regulamento que, em Lisboa, fixa em que circunstâncias as contrapartidas são exigíveis só entrou em vigor em 2009, o presidente da autarquia, António Costa, tem defendido que ele não se aplica ao projecto do BES, que deu entrada nos serviços camarários antes disso. Não faz sentido que a câmara convença os promotores imobiliários a alterar os seus projectos iniciais - como foi o caso - para depois lhes cobrar compensações urbanísticas que passaram entretanto a ser exigidas, alega. Já o vereador do CDS-PP entende que as compensações são devidas, uma vez que o projecto em causa é muito diferente do inicialmente apresentado pelo banco. O vereador Victor Gonçalves (PSD) pensa o mesmo: "Só porque existe um projecto do BES altera-se o regulamento sem mais nem menos? A câmara tem pouco recursos e não pode desperdiçar oportunidades de cobrança." O autarca recorda ainda que o vereador do Urbanismo começou por defender que o regulamento se aplicava ao caso do BES, para depois mudar de opinião.»

16/01/2009

Mais travestis para a CML aprovar?


Rua Rosa Araújo, Nº 14-16


Mais um atentado à martirizada Rosa Araújo. Este projecto compreende o esventramento do edíficio, esta ampliação 'travesti' de 3 pisos e mais 3 pisos subterrâneos. Uma vergonha! A Estrutura Consultiva PDM serve para quê?


Avenida da Liberdade, Nº 91-117


Trata-se do projecto de arquitectura do pedido de alterações e ampliação para o belíssimo prédio de esquina Avenida Liberdade/Rua da Alegria, que, na prática, verá ser-lhe ampliado o sótão e criado um novo piso numa 'linguagem arquitectónica contemporânea' como diz a arquitecta da DGCultura depois de tecer os mais variados (e justos) encómios ao prédio. Incompreensível. Trata-se de mais uma ampliação ela tb incompreensível em edifício contemporâneo à abertura da Avenida da Liberdade, o que só por si devia implicar um estatuto de 'intocável'. Projectista: Carrilho da Graça (tudo dito?)

21/03/2008

Crimes consentidos





Sazonalmente, os discursos oficiais inflamam-se com teorias gerais sobre salvaguarda e preservação de património, a sua importância estratégica, a necessidade de ele ser vivido, etc., etc. Não raras vezes, confundem conceitos de intervenção, mas soa sempre bem falar de património, desde que, depois, ele não dê muito trabalho. É por isso que a prática continua a ser a melhor medida-padrão para avaliar da bondade do discurso.

Há várias semanas que o imóvel acima, situado bem no centro da cidade e abandonado há largos anos, se encontra sinalizado com fitas da Polícia Municipal e do Regimento de Sapadores Bombeiros, indicando risco de derrocada e/ou, no caso também, de queda dos materais de contenção montados na fachada. Emparedado em parte, o edifício mostra bem o que pretende efectivamente dele o proprietário: no último piso, a toda a linha, lá está a clássica janela deixada aberta ou com vidros partidos que, conjugada com as telhas fora do lugar, tanto tem feito pela renovação da cidade.

Quando as Avenidas Novas nasceram, o nome que lhes foi dado não surgiu apenas porque elas eram “novas”. Surgiu por contraposição à Avenida Velha, do Passeio Público galante e cortês que mais tarde daria origem à Avenida da Liberdade. Chamar-lhe Avenida Velha significava então um reconhecimento da sua nobreza – nobreza que morreu nos nossos dias, no exacto momento em que não se soube respeitá-la como ela era. Negando a evidência, os discursos oficiais mantêm que a Avenida da Liberdade é a mais nobre artéria da capital. É, pois, com a maior das naturalidades que o seu n.º 238, com fachada de tardoz virada para a Rua Rodrigues Sampaio, 91 (última imagem), está hoje assim.