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28/06/2018

Inversión en Lisboa (Rossio) - Saludos y pedido a Rafael Nadal


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Agradecemos a resposta de Rafa Nadal, e ainda bem que nada tem que ver com esta história. Infelizmente, o anúncio da ligação de Rafa ao fundo Mabel Capital foi veiculada em Portugal por vários órgãos de comunicação (ex. http://www.diarioimobiliario.pt/Actualidade/Tenista-Rafa-Nadal-e-Mabel-Capital-compram-4-predios-no-Rossio), o que nos levou a contactar o tenista espanhol.

Gracias, Rafa, y sigue disfrutando a todos nosotros con tu tenis fab :-)

25/03/2013

Mais uma vereação, é?



O estado inenarrável do quarteirão da Pastelaria Suíça, no Rossio, para o qual já se anunciaram mundos e fundos, se autorizou de mais e se fez de menos (fotos de Fernando Jorge). Mais uma vereação, é?

22/04/2010

PJ investiga estranho fogo no Rossio

In Diário de Notícias (22/4/2010)
por DANIEL LAM

«Inspectores estiveram ontem a recolher vestígios. Água dos bombeiros atingiu algumas lojas do piso térreo

Inspectores da Polícia Judiciária (PJ) estiveram ontem a recolher vestígios no prédio devoluto do Rossio, em Lisboa, que na noite anterior sofreu um incêndio na cobertura. O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL) ainda desconhece a origem das chamas, esperando que a PJ consiga desvendar o que aconteceu. A água usada para apagar o fogo atingiu algumas lojas do piso térreo, mas nenhuma encerrou.

O incêndio é considerado estranho por algumas pessoas contactadas pelo DN, pois o edifício está desocupado e nem tinha ninguém no interior. "Não se percebe o que terá ateado o fogo", referiram, lembrando que todo aquele quarteirão da pastelaria Suíça vai ser transformado em hotel (ver caixa).

Apesar de ter causado alguma preocupação, levando até o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, a acompanhar a acção dos bombeiros, o incêndio ficou circunscrito a uma pequena área da cobertura, onde deflagrou pouco antes das 23.15 de terça-feira e foi extinto às 00.03.

Oito viaturas e 38 homens do RSBL e meios dos Bombeiros Voluntários da Ajuda combateram as chamas na cobertura do número 116 da Praça D. Pedro IV (Rossio), situada por cima da Casa da Sorte, que - por sorte -, não sofreu qualquer dano, revelou ao DN o responsável por este estabelecimento, Victor Mateus.

Por medida de precaução, os bombeiros permaneceram no local, em fase de rescaldo, até às 06.18 de ontem, para detectar e combater eventuais reacendimentos.

As consequências da acção dos bombeiros ainda estavam ontem de manhã bem patentes na loja desportiva Guilty, na Praça da Figueira. O proprietário André Silva passa o tempo com um minissecador apontado ao quadro de electricidade. Tudo porque a água que serviu para apagar o incêndio atingiu aquela parte da loja. "Não foi muito. Foi só um bocado do chão e o quadro eléctrico. De resto, não deu prejuízos" disse ao DN.

O incêndio não teve consequências mais graves, porque, segundo relataram vários comerciantes, a acção dos bombeiros foi rápida e eficaz e o prédio ainda estava molhado da chuva.

Na Massimo Conti, uma loja com mais de 60 anos, no Rossio, ainda cheirava a fumo. Aqui o prejuízo foi maior. Camisolas, casacos e camisas da nova colecção Primavera-Verão e até móveis e uma bancada de apoio, ficaram danificados pela água.

Fernanda Mendes, gerente desta loja, confessou desconhecer ainda o valor total do prejuízo, mas espera que, "pelo menos, seja paga parte dos estragos".

Fernanda estava de férias, quando lhe ligaram, cerca das 02.00, a alertar sobre o incêndio. Teve que regressar para acompanhar de perto a situação. "Fiquei assustada, obviamente. Pensei que desta vez é que ficava sem loja. É uma vida de trabalho", contou.

"Só quando cheguei cá de manhã é que vi o que tinha ficado danificado", acrescenta. Agora tem de aguardar que o representante do senhorio lhe dê respostas quanto às responsabilidades pelos danos na loja. O seu estabelecimento, que está resguardado pelo seguro, não teve de encerrar e manteve-se ontem a funcionar.

Os comerciantes com estabelecimentos situados no piso térreo deste prédio, que tem acessos para o Rossio e para a Praça da Figueira, sublinharam estar constantemente preocupados com infiltrações de água. Sempre que chove, ficam com receio que a água atinja as suas lojas.

Num edifício onde não há tecto nem chão, é fácil a água escorrer até aos estabelecimentos comerciais. "Eles agora é que colocaram umas placas para isolar o telhado, que não existe. Assim, a água já não deverá vir cá para baixo" explicou Fernanda Mendes. Na sua opinião, "isto já deveria ter sido feito há dez anos". A comerciante receia que o futuro hotel implique o desaparecimento da sua loja, obrigando-a a sair dali. »


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Investiga e investiga muito bem.

09/04/2009

Aprovada transformação de quarteirão da pastelaria Suíça em hotel






In Lusa

«A Câmara de Lisboa aprovou hoje o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suiça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas.

O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou que o projecto irá dar um "grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade". O quarteirão encontrava-se "há muito abandonado", sobretudo ao nível dos pisos superiores, referiu.

O projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), acrescentou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

O movimento Cidadãos por Lisboa votou contra o projecto, porque prevê o acesso a estacionamento pelo Rossio e pela Praça da Figueira, bem como locais para tomada a largada de passageiros, em ambos os locais, justicou a vereadora Helena Roseta. Helena Roseta criticou ainda que a transformação do quarteirão em hotel não leve em conta a preservação da antiga "manteigaria União", uma "jóia" de valor patrimonial.

O vereador comunista Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente.

Como o hotel terá duas frentes - uma para Rossio e outra para a Praça da Figueira - Ruben de Carvalho questionou apenas a inexistência de uma "saída de serviço" da unidade hoteleira.»


Fotos: FJ


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Há que dizê-lo: este projecto melhorou bastante em relação ao projecto anterior. Mas ainda mantém algumas coisas más, sendo que para mim as piores são mesmo o que farão em relação às mansardas de Mardel (removê-las por soluções 'contemporâneas'? recuperá-las com a mesmíssima traça e com telha igual?) e com a fachada, mobiliário e pinturas da antiga Manteigaria Martins & Rebelo, na Rua do Amparo.

O que é hoje uma papelaria foi até há 30 anos uma das antigas manteigarias mais bonitas da Lisboa. Em qualquer cidade gerida por pessoas com bom gosto, e com empresários hoteleiros e restauração com bom gosto, o que resta da manteigaria (não só a belíssima fachada que dá para a Rua do Amparo e para a Praça da Figueira, mas sobretudo os interiores, feitos de mobiliário de época em estado perfeito e tectos pintados) seria preservada e incorporada como mais-valia, que de facto é, para o futuro hotel, ou como sala de época no âmbito da ampliação que se prevê da Pastelaria Suíça (cujo recente 'new look' alterou radicalmente a sua imagem interior, mas que teima em levar uns preços tão altos que só mesmo turistas incautos é que os suportam, face à qualidade do serviço, mas enfim, isso são outras histórias).

Mas não. A CML não só ignora o valor desta antiga manteigaria, nem sequer a incluindo no Inventário Municipal (porquê?), como apenas aconselha o promotor a manter o mobiliário e a decoração em vez de EXIGIR. Mais, adianta mesmo que se for desmantelada, porderá ir para o Museu da Cidade (está na moda, agora, esse procedimento).

Está pois na mão do promotor, o futuro deste património. Mais uma vez, tal como com o último dos correeiros e muitas outras lojas históricas, a CML é cega e permissiva.

Em qualquer cidade italiana ou francesa, é comum ver-se espaços como este adaptados a salões de chá, chocolaterias, etc., que fazem parte de um roteiro de verdadeiro 'charme'. Em Lisboa, escasseiam. E não acredito que este promotor saiba o que tem em mãos. Se a CML abdica do seu papel, e se o IGESPAR, objectivamente, já era, que nos restará fazer?