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18/02/2022

Sapataria A Deusa - Apelo ao PCML para fazer igual ao que já foi feito em casos similares

Exmo. Sr. Presidente da CML
Eng. Carlos Moedas


CC. AML, Vereadores da Cultura e Urbanismo, UACS e Agência LUSA

No seguimento das notícias vindas a público ontem, dia 16 de Fevereiro, do começo da execução de sentença de despejo do Tribunal sobre a sapataria “A Deusa”, classificada “Loja Com História”, somos a solicitar a V. Exa. o melhor empenho da Câmara Municipal de Lisboa no sentido de proceder neste caso como já fez no passado recente em relação a outras lojas também históricas, como foram os casos da “Tabacaria Martins”, da “Pérola do Rossio” ou da “Ginjinha Sem Rival”, por exemplo, ou seja:

Negociar com o senhorio - no caso um promotor imobiliário estrangeiro (Rossio Place) que pretende fazer abrir um hotel no edifício que alberga a sapataria “A Deusa”, servindo-se do seu espaço para ali criar um restaurante, o que poderá fazer perfeitamente noutra das outras lojas que detém no piso térreo do prédio - no sentido de este compreender que uma eventual aprovação do seu projecto de ampliação e alterações, proc. 590/EDI/2020, por parte da CML (o projecto encontra-se ainda em apreciação pelos serviços) deverá ter sempre como garantia a manutenção daquela sapataria histórica.

Recordamos a V. Exa. o destino triste do famoso correeiro “Vitorino de Sousa”, em 2009, último correeiro da rua homónima, que foi despejado pelo promotor do hotel que veio a ser construído no prédio que albergava aquela loja histórica, com o argumento de que o espaço era preciso para o restaurante de apoio ao hotel. Passados 13 anos sobre o seu encerramento é hoje notório que aquele hotel nada trouxe de relevo para a cidade, tendo esta perdido, isso sim e para sempre, aquela loja sem igual, que poderia ter sido incorporada perfeitamente no novo hotel, tivesse tido a CML o empenho que devia ter tido.

Felizmente, em 2017 e já com o Programa Lojas com História em funcionamento, foi possível salvar a “Tabacaria Martins”, in-extremis, graças ao empenho pessoal do então Vereador do pelouro.

É nesse sentido que, à semelhança do que fizemos então, solicitamos à CML que intervenha e salve a sapataria “A Deusa” (http://circulolojas.org/portfolio/sapataria-a-deusa ), uma loja que, independentemente do processo judicial que corre nos tribunais, merece ser resgatada para a cidade.

Na expectativa, apresentamos os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Nuno Caiado, Maria do Rosário Reiche, Teresa Silva Carvalho, Miguel Atanásio Carvalho, Pedro Jordão, Eurico de Barros, Beatriz Empis, Fátima Castanheira, Inês Beleza Barreiros, Filipe Teixeira, António Araújo, Jorge D. Lopes, Helena Espvall, Virgílio Marques, Marta Saraiva, Pedro Cassiano Neves, Rita Filipe Silva, Carlos Boavida, Fernando Jorge, Filipa Almeida

Fotos de Mariana Carvalho, Ana Celeste Glória

20/10/2020

A Minhota - Obras ilegais - Pedido de esclarecimentos à CML

Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo
Exma. Senhora Vereadora
Dra. Catarina Vaz Pinto


C.C. PCML, AML, JF e media

Decorrido mais de um ano (Julho de 2019) sobre o embargo decretado, e bem, pela Câmara Municipal de Lisboa às obras ilegais então promovidas pelo proprietário da loja histórica A Minhota, e verificada há dias a existência de indícios de novas obras,

E considerando que, como é do conhecimento de V. Exas., esta antiga leitaria é não só classificada “Loja com História”, como o seu exterior (montra em ferro e painel de azulejos publicitários) e interior (armários de madeira originais, fabulosas prateleiras em pedra, tectos de estuque e diversas raridades das leitarias do final do século XIX) são Património da cidade e por isso estão inscritos na Carta Municipal do Património (lote 45.72 (Antiga) Leitaria e Manteigaria “A Minhota”/Rua de São José, 138-140, Rua do Carrião, 70), não podendo ser alterados, conforme disposto no Regulamento do PDM;

Solicitamos a V. Exa. que nos esclareça sobre o respectivo ponto de situação, isto é, se o embargo se mantém, ou se existe projecto aprovado e licenciado pela CML?

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Pedro Jordão, Virgílio Marques, Gustavo da Cunha, Beatriz Empis, Miguel de Sepúlveda Velloso, Helena Espvall, Pedro Fonseca, Filipe Teixeira, Rui Pedro Martins, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Rui Pedro Barbosa, João Oliveira Leonardo, Jean Teixeira, Jorge Pinto, Pedro de Souza, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Henrique Chaves, Ana Alves de Sousa, António Araújo e Pedro Machado


Fotos: Fernando Jorge (1 e 2), Time Out (3, 2018) e O Corvo (4 e 5, 2017)

25/06/2020

Projecto de hotel no edifício da Confeitaria Nacional/Ourivesaria Barbosa Esteves/pedido de chumbo liminar à CML


Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Vereador
Eng. Ricardo Veludo,
Exma. Senhora Vereadora
Catarina Vaz Pinto


C.C. AML, JF e media

Serve o presente para solicitarmos a V. Exas. e aos Serviços que tutelam, para que não hesitem em reprovar liminarmente o projecto de alterações, com demolição de interiores, designado por “Hotel Betesga”, promovido pela firma Rottshire, S.A. e previsto para o edifício da Praça da Figueira/Rua da Betesga, abrangendo praticamente um quarteirão uma vez que o edifício se prolonga pelas ruas da Prata e dos Correeiros.

Com efeito, a eventual aprovação pela CML implicará não só a demolição praticamente integral dos interiores deste imponente edifício de génese pombalina, com melhoramentos de qualidade no século XIX (planta de 1899, em anexo, foto 1, in Arquivo Municipal), designadamente a destruição dos estuques e das compartimentações de todos os seus pisos, genuíno, a destruição de uma das abóbadas pombalinas para abertura de elevador de serviço, nas traseiras, e a destruição do saguão e dos respectivos passadiços.

Como terá severas consequências em duas lojas de elevadíssimo valor patrimonial situadas no rés-do-chão, ambas protegidas pela Carta do Património anexa ao Plano Director Municipal de Lisboa e ambas Em Vias de Classificação como de Interesse Público, pela Direcção-Geral do Património Cultural: a Ourivesaria Barbosa Esteves (Rua da Prata, nº 293-297) e a Confeitaria Nacional, sendo esta última classificada Loja com História!

Com efeito, o projecto prevê a demolição integral de todo o interior do edifício com excepção da caixa de escada e de parte das estruturas das lojas referidas, seja no piso térreo seja em cave. Contudo, mesmo aí, por exemplo, o piso e a escada interior da Ourivesaria Barbosa Esteves serão destruídos, criada outra escada em consequência de supostas exigências feitas pela CML no sentido de proibir acessos ao futuro hotel pela Rua da Prata, obrigando a tê-los pela Rua dos Correeiros!

Tudo quanto hoje existe em ambas as lojas será desmantelado e supostamente recolocado na mesma, mas todos já sabemos o que isso significou em operações semelhantes, como no caso da Ourivesaria Silva (Praça Luís de Camões) e da Barbearia Campos (Largo do Chiado). Haverá reforço da estrutura do edifício, betonização dos pisos que irá afectar os espaços supostamente intocáveis das lojas históricas em apreço.

Consideramos caricato que a única preocupação dos autores deste projecto se resuma à preservação das lareiras pombalinas (que irão receber as casas de banho do futuro hotel…), e que, por exemplo, se queira destruir o lindíssimo tecto Arte Nova da Cervejaria Moderna (Rua dos Correeiros, nº 226), elencado na referida Carta do Património, cujo restauro recente, curiosamente, foi acompanhado pelos serviços da CML! (foto 2)

Como curioso é o facto de o futuro hotel prever a sua sala de refeições para o 1º piso da Confeitaria Nacional, abrindo-se para o efeito nova escadaria!

Pelo exposto, e porque continuamos a crer que o Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina não pode ser resumido à mera preservação de fachadas, solicitamos o chumbo liminar deste projecto.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Ana Celeste Glória, Alexandre Marques da Cruz, José Morais Arnaud, Andrea de Monti, Miguel de Atanásio Carvalho, Filipe Teixeira, Pedro de Sousa, Sofia de Vasconcelos Casimiro, Rui Martins, Nuno de Castro Paiva, João B. Teixeira, Helena Espvall, Alexandra Maia Mendonça, Pedro Cassiano Neves, Gonçalo Cornélio da Silva, Henrique Chaves, António Araújo, Maria do Rosário Reiche, João Oliveira Leonardo, Pedro Machado, Pedro Jordão, Irene Santos, Fátima Castanheira, Maria José Stock e Madalena Martins

29/10/2019

Vamos despedir-nos da Casa Pereira? Dia 31 de Out. 5ª Feira às 15h (*)


Vamos despedir-nos da Casa Pereira!

Na próxima 5ª Feira, dia 31 de Outubro, às 15h, apareça na Rua Garrett, nº 38 e tente convencer esta loja histórica a não encerrar no final do ano.

Não custa nada tentar.

E aproveite e compre um dos seus artigos que lhe deram fama: café, chá, amêndoas, chocolates, bolachas, compotas, bebidas espirituosas.

Foto © Artur Lourenço

Evento Facebook (organização Círculo das Lojas de Carácter e Tradição de Lisboa): https://www.facebook.com/events/992838707727230/

Este evento foi antecipado para as 15h em virtude de a Casa Pereira, hoje, excepcionalmente, encerrar por volta das 16h.

21/02/2019

O Café Nicola está Em Vias de Classificação, finalmente!


«Abertura do procedimento de classificação do Café Nicola, piso térreo, incluindo o património móvel integrado, na Praça D. Pedro IV, 24 e 25 e na Rua Primeiro de Dezembro, 14 a 20...»
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/119847772/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=119847739
(fotos: CML)

23/08/2018

Projecto de alterações em edificado pombalino da Rua da Conceição - alerta à CML


Exmo. Senhor
Vereador Manuel Salgado


C.C. PCML, AML, DGPC, JF Santa Maria Maior e media

No seguimento da recente entrada nos serviços de urbanismo da CML do proc. nº 1322/EDI/2018, referente a projecto de ampliação e alterações (profundas) no edifício da Rua da Conceição, nº79-91, que é um dos últimos blocos do “Cartulário Pombalino” da Baixa;

Considerando que o bloco em causa mantém tectos de madeira originais, escadas e portas de acesso aos fogos, também muito originais, e possui 4 lojas históricas da cidade de Lisboa, a saber Retrosaria Arqui Chique, Perfumaria Alceste, Retrosaria Nardo e Retrosaria Bijou, estando 3 delas já classificadas pelo “Lojas com História”;

E considerando que este edificado, com excepção das lojas referidas, que se mantêm abertas ao público resistindo às mais variadas contrariedades, se mantém deliberadamente ao abandono desde há muitos anos sem que tenha havido obras mínimas de conservação, ou intimação de facto por parte da CML para que tal acontecesse,

Solicitamos a melhor atenção de V. Exa. para a necessidade de os v/serviços reprovarem todo o projecto de alterações que consubstancie, como o presente, a não preservação dos elementos patrimoniais referidos, a alteração da morfologia e das coberturas existentes ou a não manutenção das 4 lojas históricas referidas, e que seja assim dado bom seguimento à apreciação já produzida pela estrutura consultiva do PDM no sentido da sua liminar reprovação.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Miguel de Sepúlveda Velloso, Luís Mascarenhas Gaivão, António Araújo, Miguel Atanásio Carvalho, Júlio Amorim, Helena Espvall, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Rui Martins, Fátima Castanheira, Maria do Rosário Reiche, Henrique Chaves, Fernando Jorge, José Maria Amador e Guilherme Pereira

28/06/2018

Inversión en Lisboa (Rossio) - Saludos y pedido a Rafael Nadal


...

Agradecemos a resposta de Rafa Nadal, e ainda bem que nada tem que ver com esta história. Infelizmente, o anúncio da ligação de Rafa ao fundo Mabel Capital foi veiculada em Portugal por vários órgãos de comunicação (ex. http://www.diarioimobiliario.pt/Actualidade/Tenista-Rafa-Nadal-e-Mabel-Capital-compram-4-predios-no-Rossio), o que nos levou a contactar o tenista espanhol.

Gracias, Rafa, y sigue disfrutando a todos nosotros con tu tenis fab :-)

10/10/2017

E a Confeitaria Nacional também:


Boa notícia:
Abertura do procedimento de classificação da Loja Confeitaria Nacional, piso térreo, incluindo o património móvel integrado, na Praça da Figueira, 18 A a D, e na Rua dos Correeiros, 238, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho e distrito de Lisboa (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/108275633/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=108275602)

Foto de Artur Lourenço​

02/08/2017

13/07/2017

As lojas tradicionais que (ainda) existem em Lisboa reunidas em colecção de postais


POR O CORVO, Samuel Alemão (13 JULHO, 2017)

«O crescimento acelerado do turismo e as alterações verificadas, nos últimos anos, no mercado imobiliário e na legislação que sob ele incide têm-se apresentado como desafios enormes para muitos dos mais antigos estabelecimentos comerciais de Lisboa. O fecho de dezenas de lojas com décadas de existência – e algumas mesmo centenárias – veio fazer tocar as campainhas de alerta para o alegado perigo de descaracterização acelerada da cidade. A Câmara Municipal de Lisboa tem mesmo sido acusada, por alguns, de pactuar com tal dinâmica negativa, sobretudo por ausência de resposta capaz e atempada na protecção dos estabelecimentos mais icónicos da cidade. Críticas que, prevê-se, se deverão reduzir substancialmente com a existência de um novo enquadramento legal, entrado em vigor a 24 de junho, conjugado com o projecto municipal Lojas com História.

Lançado pela autarquia em Fevereiro de 2015, com o objectivo de distribuir e apoiar as mais icónicas casas comerciais da capital, o Lojas com História apenas agora deverá começar a ter eficácia pretendida. Algo permitido pelo novo Regime de Reconhecimento e Protecção de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local, que outorga aos municípios a responsabilidade de os classificar e apoiar através de uma protecção especial no arrendamento urbano e em caso de obras. Em Lisboa, e depois do novo enquadramento legal nacional, a câmara reconfirmou, a 28 de junho, o estatuto de excepção de 82 lojas às quais já havia sido reconhecido um valor excepcional, em julho do ano passado e fevereiro deste ano. E muitas delas fazem parte do conjunto já abrangido pelo Círculo de Lojas de Tradição e Carácter de Lisboa, uma iniciativa do grupo cívico Fórum Cidadania LX.

Surgido no começo de 2015, o Círculo tem feito campanha pela preservação destes estabelecimentos, alertando para a necessidade de serem tomadas medidas de protecção, denunciando os casos de encerramentos e promovendo a imagem das lojas tradicionais. É neste contexto que se insere a nova colecção de postais por si promovida, em conjunto com a editora Althum, lançada a 7 de julho, na Ourivesaria Sarmento, na Rua do Ouro. A primeira de duas edições previstas abrange 56 estabelecimentos, divididos em três maços de postais, com cada um destes a representar uma loja, todas fotografadas por Artur Lourenço, dinamizador do blog Diário de Lisboa (lisboadiarios.blogspot.pt). O Corvo publica aqui uma amostra desta primeira edição, que confirma a imensa riqueza do comércio tradicional da cidade – testemunho de uma herança cultural, por muitos apreciada, apesar das naturais alterações dos padrões de consumo.

Fotografias: Artur Lourenço
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11/05/2017

Está finalmente de pé a primeira linha de defesa das Lojas com História de Lisboa



In Público (10.5.2017)
Por João Pedro Pincha

«Câmara lançou uma página com vídeos, fotografias, descrições e mapas dos espaços comerciais mais emblemáticos da cidade. E abriu as candidaturas ao programa que promete proteger e valorizar esses estabelecimentos.

A montra toda em ferro verde é um chamariz na esquina do prédio forrado a azulejos amarelos, mas é preciso entrar para descobrir o tesouro mais valioso. No interior destacam-se os azulejos Bordalo Pinheiro, os estuques, as pinturas vegetalistas nos pilares e os espelhos. Mas o sucesso e longevidade da Panificação Mecânica, em Campo de Ourique, talvez se deva a um segredo maior: o pequeno pastel de nata, bola de Berlim ou palmier que os empregados oferecem quando se bebe uma bica. É um mimo que distingue a Panificação Mecânica de outras pastelarias e padarias da Rua Silva Carvalho e da cidade. E, também por isso, foi incluída no primeiro lote de Lojas com História, a distinção que a Câmara Municipal de Lisboa criou para proteger e valorizar o comércio emblemático da cidade.[...] Será possível realizar ambas as acções através de um site especificamente criado para o efeito e que foi lançado… esta quarta-feira. “Este site vai valorizar as Lojas com História”, começa por dizer ao PÚBLICO o vereador da Economia e Inovação da câmara, Duarte Cordeiro. “Permite-nos valorizar a comunidade de lojas e dar-lhes os mecanismos que já estão disponíveis”, acrescenta.

A página –lojascomhistoria.pt – tem um mapa com as 82 lojas já distinguidas, descrições pormenorizadas de cada uma, vídeos e fotografias de apresentação. Está em português e inglês e, para Duarte Cordeiro, “permite a todos os públicos, nacionais e estrangeiros, conhecer a história e os produtos de cada loja”. A questão dos produtos é relevante, pois estes “são espaços comerciais” que vivem do negócio que realizam, sublinha o vereador, que considera que o site servirá não só para divulgar a história dos locais como “para ajudar à viabilidade económica” dos mesmos. Duarte Cordeiro diz mesmo que “a valorização destas lojas pode ser atractiva para outras marcas”, que talvez se interessem por parcerias com os estabelecimentos históricos. Na lista das 82 lojas que já pertencem ao clube encontram-se nomes sonantes, como A Brasileira, a Barbearia Campos, a Casa Frazão ou o Hospital das Bonecas. Mas há também alguns espaços mais discretos e que, ainda assim, têm presença perene e marcante na vida de um bairro ou da cidade. “Já temos os autocolantes, estamos em processo de criação das placas” que as lojas vão poder colocar nas montras, explica Duarte Cordeiro. O próximo passo será adaptar o Lojas com História à legislação recentemente aprovada sobre esta matéria pelo Parlamento e que se aplicará a todo o território nacional. Duarte Cordeiro não estima grandes dificuldades. “Lisboa já está bem posicionada”, diz.»

06/04/2017

Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade:


In TSF (5.4.2107)

«Lojas históricas com protecção parlamentar

A comissão parlamentar de Habitação aprovou a criação de um regime de reconhecimento e proteção de lojas históricas. Este regime implica alterações ao arrendamento urbano e ao regime de obras em prédios arrendados, que também foram aprovadas.

Após as votações indiciárias no grupo de trabalho parlamentar da Habitação e a retificação por unanimidade na comissão parlamentar de Habitação, o diploma das lojas históricas e os projetos para alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e o Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados (RJOPA) vai subir a plenário na sexta-feira para votação final global.

Elaborado com base num projeto do PS, o Regime de Reconhecimento e Proteção de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local definiu como critérios gerais "a longevidade reconhecida, assente no exercício da atividade suscetível de reconhecimento há, pelo menos, 25 anos" e a existência de património material ou de património imaterial.

Neste âmbito, as lojas históricas vão beneficiar de proteção prevista no NRAU e no RJOPA, assim como no acesso a programas de apoio municipais ou nacionais.

De acordo com o diploma aprovado, os contratos de arrendamento de estabelecimentos e entidades históricas "não podem ser submetidos ao NRAU pelo prazo de cinco anos a contar da entrada em vigor da presente lei, salvo acordo entre as partes" e os que já tenham transitado para o NRAU nos termos da lei então aplicável, "não podem os senhorios opor-se à renovação do novo contrato celebrado à luz do NRAU, por um período adicional de cinco anos".

Em relação à proteção prevista no RJOPA, a denúncia do contrato para demolição em caso de estabelecimento ou entidade histórica diz que "caso a situação de ruína resulte de ação ou omissão culposa por parte do proprietário, o valor da indemnização é de dez anos de renda".

O reconhecimento de estabelecimentos e entidades históricas "é da competência da câmara municipal, ouvida a junta de freguesia em cuja circunscrição se localize o estabelecimento ou entidade a reconhecer".

Com base num projeto de lei do PCP, a principal alteração introduzida ao NRAU foi a prorrogação por oito anos [mais três anos aos cinco anos estabelecidos inicialmente] do período transitório de atualização das rendas antigas.

Neste âmbito, o período transitório de atualização das rendas dos contratos anteriores a 1990 vai prolongar-se até 2020 e aplica-se a todos os arrendatários com Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC) inferior a cinco Retribuições Mínimas Nacionais Anuais (RMNA) - 38.990 euros -, independentemente da idade.

Em vigor desde 2012, o NRAU estabeleceu que as rendas anteriores a 1990 seriam atualizadas, permitindo aumentar as rendas mais antigas através de um processo de negociação entre senhorio e inquilino ou com base em 1/15 do valor patrimonial fiscal do imóvel.

Com base no diploma aprovado, o senhorio só pode promover a transição do contrato para o NRAU "findo o prazo de oito anos".

Após os oito anos do período transitório, "no silêncio ou na falta de acordo das partes acerca do tipo ou da duração do contrato, este considera-se celebrado com prazo certo, pelo período de cinco anos".

No caso dos arrendatários com idade igual ou superior a 65 anos ou com deficiência igual ou superior a 60% e em que o RABC do agregado familiar é inferior a cinco RMNA, os deputados aprovaram por maioria a proposta do PCP para prorrogar por 10 anos o prazo de aplicação do NRAU.

Em relação ao RJOPA, o diploma aprovado define como obras de remodelação ou restauro profundos as empreitadas cujo "custo da obra a realizar no locado, incluindo imposto sobre valor acrescentado, corresponda, pelo menos, a 25% do seu valor patrimonial tributário constante da matriz do locado ou proporcionalmente calculado, se este valor não disser exclusivamente respeito ao locado".

Sobre a denúncia do contrato, a desocupação tem lugar no prazo de 60 dias contados da receção da confirmação e os arrendatários tem direito a uma indemnização que "deve ser paga 50% após a efetivação da denúncia e o restante no ato da entrega do locado, sob pena de ineficácia".»

...

Notícia óptima!!! Curiosamente, a loja que dá foto à notícia, a Ourivesaria Silva, a única loja em Lx em estilo Império (até antes das obras da Coporgest, em todo o prédio), estava ontem a ser totalmente desmantelada, qdo sempre se pensou que voltaria a abrir enquanto tal, uma vez que todos os armários tinham sido restaurados, as montras preservadas... que se terá passado? Arrependeram-se? Ou resolveram estragar o dia em que a se anuncia a protecção às Lojas Históricas??? Céus.

17/02/2017

Pastelaria Alcôa na Casa da Sorte (Chiado) - destruição do legado de Conceição Silva

Exma. Senhora
D. Paula Alves


CC. PCML, VPCML, VCVP, AML, DGPC e media

Lamentamos profundamente que uma marca conceituada como a v/Alcôa tenha optado pela destruição deliberada do interior da antiga Casa da Sorte, ao Chiado, em vez de adaptar a comercialização de pastéis de nata ao espaço, como seria expectável, preservando e redignificando todo o interior daquela loja concebida como “obra total”, em 1962, pelo arq. Conceição Silva. Em vez disso optaram por destruí-lo irremediavelmente.

Apesar das v/declarações em contrário (https://www.publico.pt/2015/01/12/local/noticia/alcoa-vai-ocupar-antiga-casa-da-sorte-e-promete-preservar-patrimonio-1681930), de que tudo seria preservado e que o resultado final da obra de adaptação do espaço à v/actividade ficaria ainda mais genuíno do que no projecto de origem (!) de Conceição Silva, o que se verifica com a abertura da pastelaria é que apenas restam os painéis azulejares polícromos de mestre Querubim Lapa (talvez porque a sua eventual remoção ou mutilação fosse ainda mais escandalosa), tudo o mais é outra coisa que não o projecto de origem de Conceição Silva, como facilmente se comprova.

Recordamos, caso não saibam, que Conceição Silva foi, para além de insigne arquitecto, um dos maiores expoentes da concepção e decoração de espaços comerciais em Lisboa, designadamente na Baixa e Chiado, onde desenhou autênticas “obras totais”, como era o caso desta da Casa da Sorte, na Rua Garrett. Assim, aquele arquitecto concebeu tudo o que ali existia, menos os azulejos: mobiliário, revestimentos de paredes, balcões, iluminação, revestimentos de tectos, chão. Foi isso que existia antes desta obra, e que embora em mau estado, era facilmente restaurável e adaptável às funções da v/actividade. Foi isso que foi arrancado e partido como se fosse apenas lixo.

Igualmente lamentável é o facto das entidades com responsabilidades na preservação do património da cidade (CML e DGPC) tenham acordado já tarde para este problema, e que a loja apenas constasse do inconsequente inventário do Património Municipal anexo ao PDM e se tivesse aberto um procedimento de classificação da loja já com o seu interior destruído (!).

Compreendemos a oportunidade que daí decorreu mas não a aceitamos, mais a mais existindo na cidade bons e recentes exemplos de adaptação cuidada e conhecedora de espaços com história a negócios actuais, na sua esmagadora maioria envolvendo promotores jovens, algo que reconhecidamente não é apanágio desta nova pastelaria, cujo visual, estimável, é apenas contemporâneo.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Inês Beleza Barreiros, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Miguel Atanázio Carvalho, Maria de Morais, Paulo Guilherme Figueiredo, Cristiana Rodrigues, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Pedro Henrique Aparício, Jorge Pinto, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Beatriz Empis e António Araújo

Fotos: Rita Gomes Ferrão

Fotos: Fernando Jorge

15/06/2016

FAKE LISBON: Largo do Chiado e Barbearia Campos



Aqui vemos o antigo local do estabelecimento oitocentista da Barbearia Campos reduzida agora a um cubo de betão armado (cortesia da Cooporgest, CML e DGPC) onde se vai colar mobiliário, e pessoas, numa tentativa pueril de se recriar um ambiente histórico que na verdade foi destruido e portanto é irreversivel. Parece que a Barbearia Campos de autentico terá apenas os seus dedicados funcionários e alguns móveis originais. Parece que a Barbearia Campos acabará secundarizada, uma mera decoracão ou curiosidade, para beneficio da McDonalds mesmo ao lado. A capital Lisboa a soar cada vez mais a falso e tudo em nome de um certo modelo de "turismo"? 

29/04/2016

Enquanto a CML entrou em "loop" com o Lojas com História, as lojas históricas de Lisboa vão-se a um ritmo alucinante:


Adeus, confirmado, à Casa Pessoa, por confirmar mas parece que realmente é definitivo, à Sapataria A Deusa, e, talvez, dizem que, à Retrosaria Brilhante:

Foto: Pedro R.


Foto: blog Cais do Olhar


Foto: CML