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10/04/2013

Cenário dantesco em Alcântara-Mar






Chegado por e-mail:

«Caros condidadãos do Fórum Cidadania Lx

Quando atravessei as galerias da estação de Alcântara-Mar, nem quis acreditar ao estado a que chegou a estação, que é o principal ponto de transferência, entre a linha de cintura e a linha de Cascais, sendo atravessada diariamente por centenas de pessoas.

Isto revela, que os administradores da CP e/ou da Refer, por certo, não andam nos comboios suburbanos da cidade, andando sim, em opíparas viaturas automóveis pagas pela administração destas empresas públicas.

Bem, relato o que vi:

- grafitos em todo o lado, não havendo a mais pequena área sem que tenha sido vandalizada
- escadas rolantes todas desativadas (não sei como fazem as pessoas com mobilidade reduzida)
- bilheteiras eletrónicas avariadas
- bilheteiras "físicas" desativadas e vandalizadas
- esteiras de cabos elétricos completamente enferrujadas
- cabos elétricos embebidos em água
- paredes (além de vandalizadas) com o reboco e tinta a cair de podre
- enormes poças de água na base das escadas rolantes
- estabelecimentos comerciais vandalizados (o café tem um anúncio a referir aos clientes que fechou por questões óbvias de segurança e higiene)
- casas de banho (obviamente) fechadas
- espaço para contadores de água, a fazer de caixotes do lixo
- poças de água no chão monumentais, devido a graves infiltrações e humidade
- lâmpadas partidas a desativadas
- bilheteiras do primeiro piso fechadas para "almoço"

As pessoas, com quem falei, dizem-me que a situação perdura há alguns anos, e que têm havido acidentes graves, com pessoas de terceira idade.

Bem sei que a culpa não pode ser unicamente imputada à CP ou Refer, pois isto é obra da mais nojenta estirpe de vândalos urbanos, mas poderia também haver mais zelo por parte da CP/Refer na segurança destes locais, até porque, veja-se bem, encontrei sistemas de vídeo vigilância.

De referir ainda, que poderá haver também responsabilidades por parte da autarquia de Lisboa, pois esta galeria serve também de acesso pedonal, para quem quer atravessar a linha de Cascais, da zona de Alcântara para a doca de Santos.

Sendo eu assíduo defensor dos transportes públicos, deixo a pergunta: com uma estação destas só os heróis e os pobres, é que se atrevem a ter vontade de andar de transportes públicos!

Atentamente

João Pimentel Ferreira»

02/12/2011

Gare do Oriente soma 87 milhões de prejuízos em 15 anos

In Diário Económico (2/12/2011)
Nuno Miguel Silva


«Tribunal de Contas alertou para a urgência de sanear a empresa ainda controlada por Parque Expo, Refer e Metro.

A Gare Intermodal de Lisboa (GIL), responsável pela gestão da Gare do Oriente, acumula prejuízos de cerca de 87 milhões de euros desde a sua criação, em 21 de Setembro de 1994. Esta é uma das principais conclusões da auditoria do Tribunal de Contas (TC) a 14 empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE), divulgada esta semana.

Só no período a que se reporta a auditoria da instituição presidida por Guilherme d'Oliveira Martins (entre 2006 e 2009), a GIL absorveu mais de 38 milhões de euros de esforço financeiro do Estado: 32 milhões de comparticipações financeiras; dois milhões de euros de dotações de capital e 4,5 milhões de euros de suprimentos dos accionistas.

Face a esta situação deficitária, o TC sublinha que, no final do período de análise (2009), "no caso da GIL, o capital social estava integralmente consumido por força dos resultados (negativos) transitados e acumulados, por montantes que em muito já ultrapassavam o capital social".

Daí que a instituição liderada por Guilherme d'Oliveira Martins recomende, em relação à GIL - como, aliás, em relação a outras empresas do SEE -, que se deva "acautelar o adequado saneamento financeiro das suas empresas, tendo em vista o cumprimento da exigência do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais, em especial naquelas em que os capitais próprios se devam manter nos níveis exigidos". Esse artigo em particular define que o capital próprio de uma empresa não pode ser igual ou inferior a metade do seu capital social.»

27/11/2010

Moradores querem novo acesso à Estação de Santa Apolónia para evitar rua insegura

Os passeios estreitos e com obstáculos, a iluminação deficiente e a inexistência de passadeiras fazem da Rua dos Caminhos de Ferro, em Lisboa, uma artéria insegura para os peões. Mas é através dela que centenas de pessoas chegam diariamente à estação e ao metro de Santa Apolónia, o que levou à criação de um movimento na Internet defendendo uma entrada directa para a estação.

Segundo Basílio Vieira, que reside na zona há dois anos, a fachada da estação virada a Norte tem mais de 900 metros de extensão e 13 portas, das quais está aberta ao público apenas uma, quase junto à entrada principal. Na prática isto significa que para apanhar um comboio, o metro ou um dos autocarros que circulam na Av. Infante D. Henrique a única hipótese para muitos é utilizar a Rua dos Caminhos de Ferro.

"A acessibilidade actual da Estação de Santa Apolónia é propícia a acidentes por obrigar os utentes a percorrer 150 metros de uma rua com passeios de largura inferior a 50 centímetros", diz-se no site st-apolonia.org. Como alternativa, Basílio Vieira, o impulsionador do movimento, propõe uma solução que diz ser "a mais óbvia, com pouca dificuldade de execução e sem impacto negativo na circulação automóvel": a abertura de uma porta na Rua da Bica do Sapato [continuação da R. dos Caminhos de ferrro], no tal muro de 900 metros.

"Há muita gente que se queixa disto há muitos anos. Não havia era ninguém que se levantasse e fizesse algo", explica este morador que fez chegar a entidades como as juntas de freguesia, Câmara de Lisboa, Refer e CP a proposta da criar uma "entrada Norte". A ideia já deu origem a uma petição (que ontem tinha 170 assinaturas) e tem uma página no Facebook com mais de 200 seguidores.

O presidente da junta de Santa Engrácia concorda com a necessidade de abrir um novo acesso, por considerar que a situação actual é de facto "perigosa" e não favorece a mobilidade dos peões. José Joaquim Pires falou com a Refer sobre o assunto e garante que houve "receptividade", embora o representante da empresa lhe tenha dito que a solução mais viável seria abrir uma porta actualmente fechada (e que fica "para aí cem metros" mais distante da estação do que o local onde os moradores propõem uma nova entrada, que alguém já desenhou na parede). A Refer não respondeu às perguntas do PÚBLICO.
In Público

17/09/2010

LISBOA: VIGÍLIA EM DEFESA DA LINHA DO TUA

No próximo dia 18 de Setembro irá decorrer em Lisboa uma Vigília em defesa da Linha doTua. Esta iniciativa, enquadrada na “Semana Europeia da Mobilidade”, visa reafirmar perante o poder central o direito das populações transmontanas à mobilidade e o importante contributo que esta linha férrea, cujo valor patrimonial de excepção é inegável, deu desde asua inauguração há 123 anos atrás, para essa mesma mobilidade e para o desenvolvimento do Vale do Tua.

Num momento em que pesa sobre a Linha do Tua a ameaça de submersão, é, mais que nunca, fundamental fazer ouvir a voz das populações do Vale do Tua, dos transmontanos, de todos os que têm defendido esta Linha, de todos os que defendem o direito à mobilidadecomo uma componente essencial do desenvolvimento e da modernidade, de todos os que consideram o caminho-de-ferro como um transporte amigo do ambiente e ainda de todos os que defendem que os valores patrimoniais deste país devem ser preservados e contribuir para o seu desenvolvimento.

A Vigília terá lugar no Sábado 18 de Setembro, entre as 18 e as 24 horas, no Largo Luís de Camões, em Lisboa (caso não haja nada a impedir, senão será no Rossio). Durante a Vigília haverá diversas animações de carácter cultural. A Linha do Tua conta com todos.

O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
A Associação dos Amigos do Vale do Rio
Partido Ecologista “Os Verdes”

09/11/2009

Incêndio em edifício que Refer tem devoluto há anos

In Público (9/11/2009)

«As labaredas tomaram ontem conta dos últimos pisos do edifício apalaçado que a Rede Ferroviária Nacional (Refer) mantém devoluto nas imediações do Museu do Azulejo, em Lisboa, há vários anos.

Situado na Travessa do Recolhimento Lázaro Leitão, o antigo infantário da CP encontrava-se desactivado desde 2002 ou 2003, de acordo com informações da empresa responsável pelas infra-estruturas ferroviárias nacionais - cuja porta-voz não conseguiu, por ontem ser domingo, obter informações sobre o destino que vai ser dado ao imóvel. De acordo com a mesma fonte oficial, o incêndio terá deflagrado ao nível do sótão, ignorando-se a sua origem. "Provocou alguns estragos, mas não afectou a estrutura do edifício", explicou. Uma moradora da mesma rua conta que o local era frequentado por toxicodependentes, algo que a porta-voz da Refer nega: "As portas estavam fechadas e não havia sinais de intrusão. O edifício estava fechado, não abandonado." Os bombeiros - num total de 25 elementos e seis viaturas - foram chamados às 18h40, tendo demorado mais de uma hora a combater as chamas. A.H.»

09/10/2008

Seis milhões de euros despejados na sucata

Lisboa. Passagem superior pedonal de Alcântara desmontada Custou seis milhões de euros e serviu durante quase duas décadas para ligar as estações de comboios de Alcântara-Terra e Alcântara-Mar, em Lisboa, mas está agora transformada num monte de sucata depositado nas instalações da REFER - Rede Ferroviária Nacional - na Avenida de Ceuta. "A estrutura foi especificamente concebida para aquele projecto e não pode ser reutilizada noutro espaço", explicou fonte da empresa.

A passagem superior pedonal de Alcântara foi desmontada em finais de Setembro e agora os utentes terão de esperar mais quatro anos por uma alternativa. O projecto "Nova Alcântara", anunciado em Março pelo Governo de José Sócrates prevê, entre outras obras, que até 2012 esteja concluído o enterramento da Linha de Cintura e a construção de uma única estação - Alcântara Rio - com acesso subterrâneo.

Mas José Godinho, presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, gostaria que o plano fosse mais ambicioso e contemplasse também o soterramento da linha de Cascais até à zona da Avenida Infante Santo. "Seria a melhor solução para libertar aquela área dos comboios."

O que já não tem solução, esclarece José Godinho, é a travessia pedonal que, ao longo de 17 anos, assegurou a ligação entre as duas estações de comboios: "A estrutura foi inaugurada em Setembro de 1991 e custou na altura 1,2 milhões de contos [seis milhões de euros] pagos pelo Estado. Desde o início defendi que esta seria uma obra inútil."

Os elevados custos de vigilância e de manutenção foram as principais razões para o autarca prever o fracasso do projecto: "Após a inauguração da obra, a REFER contava gastar 41 mil contos [205 mil euros] por mês para manter e vigiar o espaço, mas ao final de três anos desistiu--se de assegurar o policiamento permanente." A estrutura deixou de ser utilizada e acabou por degradar-se.
In DN

05/05/2008

Lisboa, 05 Mai (Lusa) - A Refer "vai fazer uma estação ferroviária na Quinta do Jacinto" para servir os utentes de Alcântara da linha da margem sul, apurou a Lusa junto da empresa.

A Quinta do Jacinto situa-se no início da encosta da Avenida de Ceuta e confina com a ferrovia usada pela Fertagus na travessia do Tejo, existindo já no local "uma estação sem paragem só utilizada em casos de emergência".

Segundo fonte da Refer, "falta acabar as infraestruturas existentes, em `stand by` desde que em 1995 se iniciou o projecto da ligação ferroviária pela ponte 25 de Abril".

A mesma fonte especificou que "tudo está dependente do ordenamento do local" e que a futura estação "vai agora avançar com o novo Plano de Urbanização de Alcântara", e no futuro "servirá todos os operadores ferroviários", seja Fertagus, CP ou outros.

A reconversão da primeira paragem ferroviária para quem vem da margem sul, servirá a zona de Alcântara, poupando "aos utentes e à população" local a deslocação à estação de Campolide a mais de um quilómetro".

O novo Plano de Urbanização de Alcântara foi alargado às encostas da Avenida de Ceuta, por proposta do vereador da CDU, Ruben de Carvalho, numa área que vai desde a linha férrea de Cascais, passando pelos terrenos da antiga fábrica Sidul, abarcando depois a Quinta do Jacinto (à direita para quem sobe de Alcântara para a Ponte 25 de Abril), Páteo do Cabrinha até à ETAR, incluindo a encosta do Casal Ventoso.

O Plano só deverá estar pronto "na melhor das hipóteses dentro de dois ou três anos", disse uma fonte próxima do vereador da CDU.

O Plano está "a ser elaborado e vai ter em conta o nó rodo-ferroviário e as implicações da Ribeira de Alcântara que, desagua no rio Tejo por baixo da linha férrea de Cascais, num túnel com mais de 20 metros de diâmetro", acrescentou a mesma fonte.

AV.

In RTP.PT

18/04/2008

Antiga estação poderia servir para terminal de cruzeiros

In Público (18/4/2008)
Luís Filipe Sebastião

«O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, aproveitou a ocasião para relançar um debate que disse já ter sido suscitado há dez anos, mas que não teve qualquer eco. O autarca defendeu que a transformação da Gare do Oriente na futura estação central de Lisboa, com articulação da alta velocidade ao novo aeroporto e ao serviço ferroviário convencional, incluindo o metro, devia servir para "repensar [se se deve manter] o ramal de Santa Apolónia".
A desactivação da servidão ferroviária na zona envolvente de Santa Apolónia podia, segundo o autarca da capital, dar outros usos aos terrenos, a estabelecer no âmbito de um plano de urbanização. "A Refer podia fazer bom dinheiro", notou António Costa, acrescentando que a cidade também pode retirar proveito da alteração urbanística, pois as zonas de habitação teriam que contemplar áreas públicas e para equipamentos.
A gare, de acordo com o autarca, podia ser adaptada para terminal de cruzeiros, um projecto que a autarquia considera como uma necessidade, mas que vê com apreensão devido aos planos da construção de grandes edifícios de apoio na zona portuária à beira do rio. Quanto à eventual desactivação da estação, Costa não receia que possa representar sérios prejuízos para os utentes, uma vez que a estação do Oriente, enquanto intermodal, deverá assegurar uma rápida ligação do Parque das Nações ao centro da cidade. Nomeadamente através do metro, com futuros prolongamentos e a ligação já em construção entre São Sebastião, Saldanha e Gare do Oriente.»

Dinheiro, ou melhor, como arrecadar dinheiro para os cofres das autarquias e das empresas públicas, parece ser a única preocupação de índole de 'planeamento urbano', de quem de direito. Há dias era como 'compensação' pela descarga de milhares de carros na parte oriental da cidade, por via da TTT, agora é 'a Refer podia fazer bom dinheiro'. Haverá mau dinheiro? Certamente, aquele que os cidadãos pagam com os seus impostos e as suas variadíssimas contribuições para o estado da nação.