Mostrar mensagens com a etiqueta casa fernando pessoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casa fernando pessoa. Mostrar todas as mensagens
18/10/2011
AQUI VIVEU FERNANDO PESSOA: Av. Casal Ribeiro 1
Etiquetas:
Av. Casal Ribeiro,
casa fernando pessoa,
Fernando Pessoa
24/08/2011
Casa Fernando Pessoa sai da câmara para empresa cultural
In I online (24/8/2011)
«Sindicato critica e diz que EGEAC não tem dinheiro para mais. CML acredita que se ganha em eficiência
A Casa Fernando Pessoa e a divisão de museus, que pertenciam à Câmara Municipal de Lisboa (CML), vão passar a estar sob tutela da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).
A proposta, enquadrada na reestruturação orgânica da câmara, foi votada e aprovada em assembleia-geral em Fevereiro e deverá entrar em vigor até ao final deste ano. A medida não tem o acordo do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), que diz já ter manifestado a sua posição junto da câmara. "A EGEAC é uma empresa deficitária, vai ficar ainda mais dependente da câmara", diz ao i o dirigente do STML, Vítor Reis. O sindicalista dá como exemplo as obras no Padrão dos Descobrimentos, que estavam previstas para 2010 e não chegaram a ser feitas "porque não havia dinheiro".
Além da Casa Fernando Pessoa serão transferidos para a tutela da EGEAC quatro museus: o Museu da Cidade, o de Santo António, o do Teatro Romano e o Museu Bordalo Pinheiro. Isto implica que os trabalhadores destes espaços, mais de 100, também passem para a EGEAC, logo, refere Vítor Reis, a empresa "vai gastar mais em vencimentos".
Esta transferência é justificada "com a necessidade de ganhos de eficácia, visibilidade e eficiência", explica ao i o gabinete da vereadora da Cultura da CML, Catarina Vaz Pinto. A vereação acredita que esta mudança trará "melhorias ao nível da gestão dos equipamentos".
A empresa municipal tinha já sob a sua tutela dez equipamentos culturais, incluindo os museus do Fado e da Marioneta. O objectivo com a reestruturação é "juntá-los todos numa única entidade, de forma a criar uma rede municipal de museus", refere a vereação da Cultura.
No entanto, o STML considera que, por exemplo, "o museu da cidade exige muito a nível económico" e duvida que a empresa consiga suportar tais custos. Só no ano passado a EGEAC recebeu mais de 8 milhões de euros em subsídios da câmara para poder desenvolver as actividades planeadas.
Fica por esclarecer se vão ser mantidas as alíneas do plano de investimentos 2011-2014 referentes aos espaços transferidos. No plano publicado online pela CML estão previstos cerca de 1,8 milhões de euros para a conservação e a requalificação da Casa Fernando Pessoa e dos museus que até agora estiveram sob gestão da câmara. Somam-se a este valor mais 235 mil destinados à gestão dos equipamentos.
Patrícia Rebelo»
«Sindicato critica e diz que EGEAC não tem dinheiro para mais. CML acredita que se ganha em eficiência
A Casa Fernando Pessoa e a divisão de museus, que pertenciam à Câmara Municipal de Lisboa (CML), vão passar a estar sob tutela da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).
A proposta, enquadrada na reestruturação orgânica da câmara, foi votada e aprovada em assembleia-geral em Fevereiro e deverá entrar em vigor até ao final deste ano. A medida não tem o acordo do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), que diz já ter manifestado a sua posição junto da câmara. "A EGEAC é uma empresa deficitária, vai ficar ainda mais dependente da câmara", diz ao i o dirigente do STML, Vítor Reis. O sindicalista dá como exemplo as obras no Padrão dos Descobrimentos, que estavam previstas para 2010 e não chegaram a ser feitas "porque não havia dinheiro".
Além da Casa Fernando Pessoa serão transferidos para a tutela da EGEAC quatro museus: o Museu da Cidade, o de Santo António, o do Teatro Romano e o Museu Bordalo Pinheiro. Isto implica que os trabalhadores destes espaços, mais de 100, também passem para a EGEAC, logo, refere Vítor Reis, a empresa "vai gastar mais em vencimentos".
Esta transferência é justificada "com a necessidade de ganhos de eficácia, visibilidade e eficiência", explica ao i o gabinete da vereadora da Cultura da CML, Catarina Vaz Pinto. A vereação acredita que esta mudança trará "melhorias ao nível da gestão dos equipamentos".
A empresa municipal tinha já sob a sua tutela dez equipamentos culturais, incluindo os museus do Fado e da Marioneta. O objectivo com a reestruturação é "juntá-los todos numa única entidade, de forma a criar uma rede municipal de museus", refere a vereação da Cultura.
No entanto, o STML considera que, por exemplo, "o museu da cidade exige muito a nível económico" e duvida que a empresa consiga suportar tais custos. Só no ano passado a EGEAC recebeu mais de 8 milhões de euros em subsídios da câmara para poder desenvolver as actividades planeadas.
Fica por esclarecer se vão ser mantidas as alíneas do plano de investimentos 2011-2014 referentes aos espaços transferidos. No plano publicado online pela CML estão previstos cerca de 1,8 milhões de euros para a conservação e a requalificação da Casa Fernando Pessoa e dos museus que até agora estiveram sob gestão da câmara. Somam-se a este valor mais 235 mil destinados à gestão dos equipamentos.
Patrícia Rebelo»
Etiquetas:
casa fernando pessoa,
EGEAC,
empresas municipais
03/05/2011
Casas "Museu": Londres versus Lisboa
DENNIS SEVERS HOUSE
18 Folgate Street
ELTHAM PALACE
Court Yard, Eltham
LEIGHTON HOUSE MUSEUM
12 Holland Park road
APSLEY HOUSE - WELLINGTON MUSEUM
149 Piccadilly
JOHN SOANE'S MUSEUM
13 Lincoln's Inn Fields
Fotos: Nem só as casas extraordinárias, ou de heróis, são acarinhadas e protegidas em Londres. Casa onde viveu Frank Bridge em Kensinghton, Londres. Apesar de se tratar de um simples e vulgar imóvel vitoriano, o facto de ter sido morada de um músico importante está devidamente assinalado com uma placa (colocada pelo organismo do Estado equivalente ao nosso IGESPAR). Por toda a cidade de Londres vemos centenas de edifícios com estas carismáticas placas redondas azuis que celebram o facto de ali, no passado, ter vivido alguém a quem devemos muito. Porque é que o nosso IGESPAR não inicia um simples projecto destes? É mais fácil lavar as mãos como Pilatos e continuar a empurrar a responsabilidade da salvaguarda do património cultural para as autarquias com a desculpa de que isto e aquilo «não apresenta valor nacional»?
16/09/2009
Casa Fernando Pessoa transforma-se em poema
In Sol Online
«A Casa Fernando Pessoa (CFP) transforma-se hoje num poema, por dentro e por fora, com várias versões de uma ode de Ricardo Reis impressas na fachada exterior e nas paredes do edifício lisboeta
A inauguração da casa-poema será acompanhada de animação de rua, ao longo do dia, e às 19h30, actores da Tenda - Palhaços do Mundo dirão poemas de Pessoa das janelas da casa do poeta para a rua, indicou a CFP em comunicado.
Às 21h30, na rua (Coelho da Rocha, em Campo de Ourique), realiza-se um espectáculo musical pelo Flak Ensemble.
Seguir-se-á, pelas 22:30, a representação da peça de teatro 'Todos os Casados do Mundo são Mal-Casados', com dramaturgia da escritora Inês Pedrosa, directora da CFP, a partir de textos de Ovídio e Fernando Pessoa, encenada e interpretada por Diogo Dória.
Lusa / SOL»
...
Independentemente de sempre ter achado que aquela não devia ser a casa de Pessoa, e da única coisa que restou do prédio ser a ... escada, o certo é que a programação da Casa tem sido boa. Esta coisa dos escritos nas paredes, enfim, são coisas, podia ser pior.
«A Casa Fernando Pessoa (CFP) transforma-se hoje num poema, por dentro e por fora, com várias versões de uma ode de Ricardo Reis impressas na fachada exterior e nas paredes do edifício lisboeta
A inauguração da casa-poema será acompanhada de animação de rua, ao longo do dia, e às 19h30, actores da Tenda - Palhaços do Mundo dirão poemas de Pessoa das janelas da casa do poeta para a rua, indicou a CFP em comunicado.
Às 21h30, na rua (Coelho da Rocha, em Campo de Ourique), realiza-se um espectáculo musical pelo Flak Ensemble.
Seguir-se-á, pelas 22:30, a representação da peça de teatro 'Todos os Casados do Mundo são Mal-Casados', com dramaturgia da escritora Inês Pedrosa, directora da CFP, a partir de textos de Ovídio e Fernando Pessoa, encenada e interpretada por Diogo Dória.
Lusa / SOL»
...
Independentemente de sempre ter achado que aquela não devia ser a casa de Pessoa, e da única coisa que restou do prédio ser a ... escada, o certo é que a programação da Casa tem sido boa. Esta coisa dos escritos nas paredes, enfim, são coisas, podia ser pior.
25/06/2008
Se CML tem dinheiro para a Experimenta não pode deixar de comprar espólio de Pessoa
In Público (25/6/2008)
Ana Henriques
«Directora da Casa Fernando Pessoa considera o espólio do escritor bem mais prioritário do que algumas iniciativas camarárias recentes
Se a Câmara de Lisboa teve 280 mil euros para subsidiar a Experimenta Design, não pode deixar de comprar os livros de Fernando Pessoa que vão a leilão em Outubro. É desta forma que a directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, comenta uma proposta do grupo de vereadores de Helena Roseta para que a autarquia adquira os livros da biblioteca do escritor que os seus sobrinhos vão levar à praça.
Foi no final dos anos 60 que o município comprou o lote de 1200 volumes - alguns dos quais anotados e com dedicatórias - que então se pensava que constituíam a totalidade da biblioteca, e que haviam, já em 1993, de dar origem à Casa Fernando Pessoa, juntamente com alguns objectos pessoais e móveis. Veio afinal a descobrir-se que ainda existem mais. São 140 os livros e revistas que vão agora a leilão, além de correspondência e outros papéis, e que poderão completar a biblioteca da casa dedicada ao poeta. "É raríssimo conseguir-se a biblioteca completa de um escritor", observa Inês Pedrosa. Depois ironiza: "Considero Pessoa ligeiramente mais prioritário que a Experimenta Design". E as enormes dificuldades financeiras da câmara? A responsável da Casa Fernando Pessoa responde com nova comparação: "Se houve 290 mil euros para encher a cidade das esculturas efémeras de Robert Indiana", compostas por letras e números gigantes, "não me passa pela cabeça que não haja dinheiro para este espólio".
Se a autarquia não puder, de todo em todo, pagar agora a totalidade do valor que vier a ser estabelecido no leilão, "terá de fazer um acordo com o Estado", que deverá por seu turno "comprar os papéis de Pessoa que também vão a leilão e depositá-los na Biblioteca Nacional". Neles se incluem o dossier Pessoa-Crowley, que reúne todos os papéis relativos ao encontro do poeta português com o ocultista inglês Aleister Crowley, em 1930.
Além da compra dos livros - uma proposta da autoria da primeira directora da Casa Pessoa, a agora vereadora dos Cidadãos por Lisboa Manuela Júdice -, Helena Roseta leva à reunião de câmara de hoje a questão do ruído provocado pelo Eixo Norte-Sul, "que afecta um grande número de moradores, nomeadamente no Bairro de Telheiras, Avenida Lusíada, Parque dos Príncipes e Quinta dos Barros". E se o novo troço desta artéria já conta com barreiras sonoras, o mesmo não acontece com o troço mais antigo.
Helena Roseta recorda que, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde, o ruído mata mais na Europa do que a poluição do ar, sendo que o tráfego automóvel pode provocar ataques de coração e hipertensão. E Portugal é o terceiro país europeu mais afectado pelo problema. Por isso, a autarquia deve, após elaborar um estudo de ruído na zona, "actuar junto das entidades responsáveis pela mitigação do ruído proveniente das infra-estruturas de transportes, para que seja aplicada a legislação vigente". As últimas medições davam conta de que os níveis de poluição sonora e atmosférica nesta zona eram superiores ao permitido.
Foi a única portuguesa a ocupar o cargo de primeiro-ministro, nos longínquos anos de 1979/80, e também a única mulher candidata à Presidência da República, cinco anos mais tarde. Falecida em 2004, Maria de Lourdes Pintasilgo vai dar nome a uma rua de Lisboa, graças às lutas que desenvolveu em prol da solidariedade social e na defesa do aprofundamento da democracia participativa. Será no Alto do Lumiar, e terá como vizinho outra notável figura: o defensor dos direitos dos negros Martin Luther King, que dará nome a uma rua ao lado.»
Ana Henriques
«Directora da Casa Fernando Pessoa considera o espólio do escritor bem mais prioritário do que algumas iniciativas camarárias recentes
Se a Câmara de Lisboa teve 280 mil euros para subsidiar a Experimenta Design, não pode deixar de comprar os livros de Fernando Pessoa que vão a leilão em Outubro. É desta forma que a directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, comenta uma proposta do grupo de vereadores de Helena Roseta para que a autarquia adquira os livros da biblioteca do escritor que os seus sobrinhos vão levar à praça.
Foi no final dos anos 60 que o município comprou o lote de 1200 volumes - alguns dos quais anotados e com dedicatórias - que então se pensava que constituíam a totalidade da biblioteca, e que haviam, já em 1993, de dar origem à Casa Fernando Pessoa, juntamente com alguns objectos pessoais e móveis. Veio afinal a descobrir-se que ainda existem mais. São 140 os livros e revistas que vão agora a leilão, além de correspondência e outros papéis, e que poderão completar a biblioteca da casa dedicada ao poeta. "É raríssimo conseguir-se a biblioteca completa de um escritor", observa Inês Pedrosa. Depois ironiza: "Considero Pessoa ligeiramente mais prioritário que a Experimenta Design". E as enormes dificuldades financeiras da câmara? A responsável da Casa Fernando Pessoa responde com nova comparação: "Se houve 290 mil euros para encher a cidade das esculturas efémeras de Robert Indiana", compostas por letras e números gigantes, "não me passa pela cabeça que não haja dinheiro para este espólio".
Se a autarquia não puder, de todo em todo, pagar agora a totalidade do valor que vier a ser estabelecido no leilão, "terá de fazer um acordo com o Estado", que deverá por seu turno "comprar os papéis de Pessoa que também vão a leilão e depositá-los na Biblioteca Nacional". Neles se incluem o dossier Pessoa-Crowley, que reúne todos os papéis relativos ao encontro do poeta português com o ocultista inglês Aleister Crowley, em 1930.
Além da compra dos livros - uma proposta da autoria da primeira directora da Casa Pessoa, a agora vereadora dos Cidadãos por Lisboa Manuela Júdice -, Helena Roseta leva à reunião de câmara de hoje a questão do ruído provocado pelo Eixo Norte-Sul, "que afecta um grande número de moradores, nomeadamente no Bairro de Telheiras, Avenida Lusíada, Parque dos Príncipes e Quinta dos Barros". E se o novo troço desta artéria já conta com barreiras sonoras, o mesmo não acontece com o troço mais antigo.
Helena Roseta recorda que, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde, o ruído mata mais na Europa do que a poluição do ar, sendo que o tráfego automóvel pode provocar ataques de coração e hipertensão. E Portugal é o terceiro país europeu mais afectado pelo problema. Por isso, a autarquia deve, após elaborar um estudo de ruído na zona, "actuar junto das entidades responsáveis pela mitigação do ruído proveniente das infra-estruturas de transportes, para que seja aplicada a legislação vigente". As últimas medições davam conta de que os níveis de poluição sonora e atmosférica nesta zona eram superiores ao permitido.
Foi a única portuguesa a ocupar o cargo de primeiro-ministro, nos longínquos anos de 1979/80, e também a única mulher candidata à Presidência da República, cinco anos mais tarde. Falecida em 2004, Maria de Lourdes Pintasilgo vai dar nome a uma rua de Lisboa, graças às lutas que desenvolveu em prol da solidariedade social e na defesa do aprofundamento da democracia participativa. Será no Alto do Lumiar, e terá como vizinho outra notável figura: o defensor dos direitos dos negros Martin Luther King, que dará nome a uma rua ao lado.»
Etiquetas:
casa fernando pessoa,
Cidadãos por Lisboa
11/06/2008
Uma morada de Fernando Pessoa condenada?

Aqui fica uma cronologia e um alerta na véspera dos 120 anos do nascimento do poeta:
A 13 de Junho de 1888 nasceu o Poeta Fernando Pessoa no 4º andar do número 5 do Largo de São Carlos. Mas ao longo da sua vida o poeta viria a ter diversas moradas na capital. Uma delas foi o 1º andar de um prédio no Bairro da Estefânia: o gaveto da Av. Casal Ribeiro, 1 / R. Almirante Barroso, 2.
Este elegante edifício de habitação colectiva de '1900' marca enfaticamente um gaveto de grande impacto urbano para o Largo da Estefânia. Como era característico naquela época, as fachadas são enriquecidas com frisos de azulejos Arte Nova e varandas de cantaria guarnecidas de gradeamentos em ferro forjado que se curvam graciosamente onde os dois arruamentos de encontram.
O imóvel desempenhou a sua função com dignidade até ao final do séc. XX altura em que, por falta de obras de conservação geral, começou a mostrar sinais de envelhecimento precoce. O prédio entra no séc. XXI já completamente abandonado e devoluto. Logo no ano de 2001 deu entrada na CML um 'Pedido de Demolição' (Nº 811/PGU/2001). O novo proprietário, receando talvez protestos da sociedade civil, nunca publicitou no local o pedido de demolição como a lei o obriga (facto que se manterá até ao dia de hoje).
A demolição não teve luz verde da CML porque várias instituições e cidadãos da cidade se movimentaram em defesa do valor patrimonial do edifício, tanto pela arquitectura como por ser uma das moradas do poeta Fernando Pessoa. Em 2003 a historiadora Drª Marina Tavares Dias e a Directora da Casa Fernando Pessoa, Drª Clara Ferreira Alves, manifestaram-se publicamente contra a demolição. A Directora da Casa Fernando Pessoa fez um pedido ao Presidente da CML para que não autorizasse a demolição. Este processo terminaria com o Dr Santana Lopes, a prometer que o edifício não seria demolido. No ano seguinte a CML iniciava o estudo de eventual classificação do imóvel.
Entretanto, desde 2003 que 'mãos invisíveis' cuidaram de partir vidraças, caixilharias, abrir janelas, portas, dar livre acesso a tudo e a todos que contribuísse para uma rápida degradação. Durante meses a Cáfe, empresa proprietária, manteve as portas abertas do imóvel. Assim, desde a água das chuvas, aos sem-abrigo e até aos ladrões de azulejos Arte Nova, todos ajudaram a destruir este testemunho patrimonial bem no centro da capital.
Com o passar do tempo, a história cai num aparente esquecimento. Aproveitando o momento, e com o imóvel mais degradado, a empresa Cáfe volta a tentar a sua sorte e submete novo 'Pedido de Demolição' no dia 12 de Setembro de 2006 (Nº 1627/EDI/2006).
Mas o cúmulo do desleixo e do vandalismo seria atingido no dia 24 de Fevereiro de 2007. Numa das varandas do 3º andar do prédio, vários munícipes observaram nesse dia um homem, em posição de equilíbrio perigoso, pilhando os azulejos Arte Nova da fachada. Um prédio onde viveu o poeta Fernando Pessoa estava a ser vítima de um roubo em plena luz do dia. Eram 15:20 quando finalmente um munícipe telefonou para a polícia a denunciar o furto.
Depois do vergonhoso roubo, divulgado em vários jornais, a CML intimou o proprietário a fechar finalmente todos os vãos do piso térreo do imóvel. Mas a 13 de Março de 2007 a Cáfe sustentava numa entrevista que a demolição do prédio onde viveu o poeta em 1915 seria uma 'mais-valia para a cidade na renovação do tecido urbano' (Público).
Alguns meses depois este prédio, juntamente com outros ameaçados de demolição no eixo da Av. Almirante Reis, voltaria a ser objecto de atenção, desta vez num dos canais de televisão (SIC).
Mas de nada parecem ter valido os destaques nos Media e os alertas de várias instituições e munícipes. Porque na manhã de 23 de Outubro de 2007 a empresa proprietária inicia a demolição da cobertura do imóvel contra tudo e todos. Esta operação urbanística não estava licenciada pelo que se tratou de uma ilegalidade que foi nesse mesmo dia denunciada por elementos do Forum Cidadania LX. Quando alguns dias depois a demolição ilegal foi travada já todo o telhado estava convenientemente ausente.
O facto de um imóvel desta qualidade arquitectónica, e com uma ligação à vida de Fernando Pessoa, estar em ruína representa uma vergonha para a cidade que celebra precisamente hoje os 120 anos do nascimento do poeta.
Acabamos de apelar à Câmara Municipal de Lisboa que faça respeitar o PDM e o património da cidade. Recordamos que a obra de Fernando Pessoa atrai a Lisboa muitos turistas culturais.
A apatia da parte da CML acabará por ser cúmplice do projecto de demolição da empresa Cáfe.
Depois de tanta chuva, depois de tanto vandalismo, depois de tanto desprezo da parte da empresa Cáfe, e numa altura em que o pedido de demolição se mantém em 'apreciação', qual será o veredicto final para esta antiga morada de Fernando Pessoa?
Vivemos cada vez mais numa capital marcada por demolições, por milhares de imóveis abandonados, por ruínas. A intensificação destes cenários indicia apenas um futuro muito incerto para a identidade cultural da nossa cidade. Estamos a pôr em causa a competitividade de Lisboa.
A história do número 1 da Av. Casal Ribeiro é portanto um paradigma da Lisboa de hoje. Uma capital que celebra o nascimento de um dos seus maiores poetas enquanto uma das suas moradas parece estar condenada à morte.
Será que mais uma vez a incultura, o desinteresse, as fraquezas do planemento urbano e a especulação imobiliária irão vencer?
Com os nossos melhores cumprimentos,
Fernando Jorge, Paulo Ferrero, Júlio Amorim e Virgílio Marques
Etiquetas:
Av. Casal Ribeiro,
casa fernando pessoa,
Lx Deprimente
12/02/2008
Inês Pedrosa traz festa das letras à Casa Pessoa
In Diário de Notícias (12/2/2008)
ISABEL LUCAS
«A nova directora toma posse na próxima sexta-feira, dia 15
No dia 9 de Abril vai arrancar na Casa Fernando Pessoa o primeiro festival de letras de Lisboa, uma iniciativa inspirada no festival literário de Ouro Preto, no Brasil, e que Inês Pedrosa ajudou a trazer para a capital portuguesa. Esta será a primeira grande iniciativa a ter assinatura da nova directora da Casa Fernando Pessoa num ano em que a programação já estava definida pelo seu antecessor, o escritor Francisco José Viegas que dirigiu o edifício da Rua Coelho da Rocha nos últimos dois anos e agora sai para a direcção da revista Ler, cujo regresso está agendado para o próximo mês de Maio. (...)»
Boas notícias para a Casa Fernando Pessoa. Aguardemos.
ISABEL LUCAS
«A nova directora toma posse na próxima sexta-feira, dia 15
No dia 9 de Abril vai arrancar na Casa Fernando Pessoa o primeiro festival de letras de Lisboa, uma iniciativa inspirada no festival literário de Ouro Preto, no Brasil, e que Inês Pedrosa ajudou a trazer para a capital portuguesa. Esta será a primeira grande iniciativa a ter assinatura da nova directora da Casa Fernando Pessoa num ano em que a programação já estava definida pelo seu antecessor, o escritor Francisco José Viegas que dirigiu o edifício da Rua Coelho da Rocha nos últimos dois anos e agora sai para a direcção da revista Ler, cujo regresso está agendado para o próximo mês de Maio. (...)»
Boas notícias para a Casa Fernando Pessoa. Aguardemos.
15/01/2008
O Copo - Casa Fernando Pessoa
Lisboa no seu melhor.
Uma original enfatização de poesias, Casa Fernando Pessoa.
faço minhas as palavras deste post: O copo - blog nascer do sol
Subscrever:
Mensagens (Atom)