In Jornal de Notícias (6/7/2010)
«O comboio que faz a travessia da ponte sobre o Tejo, com paragem em 14 estações das margens Sul e Norte, continua a crescer face às alternativas do barco, do autocarro e do automóvel particular, revela um inquérito realizado pela Fertagus, ontem divulgado.
Segundo os resultados do inquérito de satisfação de clientes, realizado pela empresa concessionária da gestão e exploração da linha ferroviária que inclui a travessia da Ponte 25 de Abril, “em termos de satisfação global, o serviço da Fertagus alcança uma nota de 4,5 numa escala de 1 a 5 pontos”.
Segundo uma nota de imprensa, este estudo revela ainda que os clientes da ferrovia preferem, como transporte alternativo ao comboio, o barco (25%), o carro (20%) e o autocarro (12%).
No entanto, em comparação com inquéritos de anos anteriores, são menos os que optam pelo carro, “sendo o congestionamento na ponte (50%) e o preço do combustível (38%) os principais motivos apontados”, acrescenta.
A maioria dos inquiridos considera que a travessia ferroviária do Tejo contribuiu para uma melhoria efectiva da sua qualidade de vida, referindo “a diminuição do stresse (40%), o aumento do tempo livre (31%) e uma maior flexibilidade (36%)”.
Ao nível de caracterização sócio-demográfica, segundo o inquérito, mantém-se estável o perfil dos utilizadores do comboio da ponte nos últimos dez anos, embora se tenha registado um reforço dos utentes do sexo masculino (46%) e um ligeiro acréscimo de profissões médias inferiores (17%).
O inquérito anual realizado pela empresa para avaliar os níveis de satisfação e o perfil dos seus clientes foi realizado junto de uma amostra de 1104 mulheres e de 930 homens.
Lembre-se que a Fertagus é responsável por cerca de 85 mil deslocações diárias e, ao fim de dez anos de operação, continua a crescer. Cerca de 26% dos clientes que hoje viajam no comboio, utilizavam no passado o automóvel na travessia do Tejo, conforme revela a empresa. »
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