Mostrar mensagens com a etiqueta Siza Vieira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Siza Vieira. Mostrar todas as mensagens

25/09/2015

Mas que lindeza que vai pelo Carmo, e as acessibilidades, pá?... e não é que se ilumina tudo menos o ... Monumento?


16/06/2015

Terraços do Carmo: Obrigado, Arquitecto Siza!








Aqui temos uma obra exemplar. Uma ideia clara, com desenho simples, uma obra bem executada. E o Mestre Siza dá uma lição de maturidade e inteligência com o uso extensivo da calçada portuguesa... Obrigado, Arquitecto Siza! 
PS: Como não teriamos ficado bem mais bem servidos se o projecto da Praça do Comércio tivesse sido entregue a Siza...

05/08/2010

Calçada medieval em perigo no Carmo

Chegado por e-mail:

«Ex.º Senhor
Dr. António Costa,
M.I. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa


ASSUNTO: Ligação pedonal do elevador ao Largo do Carmo


Tendo sido recentemente encontrada por uma equipa de arqueólogos do Museu da Cidade a calçada medieval de acesso ao Largo do Carmo, em excelente estado de conservação, bem como os alicerces da fachada da antiga Igreja do Carmo, hoje Museu Arqueológico do Carmo, a Direcção desta Associação vem solicitar a V.ª Ex.ª se digne tomar as medidas que se afigurem necessárias para a sua preservação e ainda mandar fazer uma reapreciação urgente do projecto de ligação pedonal entre o elevador de Santa Justa e o Largo do Carmo, nos termos do previsto no parecer oportunamente emitido pelo IGESPAR sobre o referido projecto.

Estando já a ser instalado um telheiro encostado à fachada sul da antiga Igreja do Carmo, classificada como Monumento Nacional por decreto de 6 de Junho de 19010, a Direcção desta Associação permite-se ainda chamar a atenção para a necessidade de compatibilizar esse telheiro, que em nosso entender é perfeitamente desnecessário, com a dignidade daquele Monumento Nacional, e de acautelar a segurança do Museu Arqueológico do Carmo, pois o mesmo facilitará o escalamento e a eventual intrusão.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da Direcção

José Morais Arnaud»

24/04/2009

Ligação entre a rua e o largo do Carmo conclui plano do Chiado

In Público (24/4/2009)
Luís Filipe Sebastião

«Obras vão assegurar percurso pedonal entre a Baixa e o quartel da GNR, através de escadas e rampas e elevador público no edifício Leonel


Os trabalhos para a ligação pedonal entre a rua e o largo do Carmo, em Lisboa, com a criação de um espaço público nos "terraços" do quartel da GNR, devem avançar durante os próximos dois meses. O projecto do arquitecto Álvaro Siza Vieira, aprovado por unanimidade do executivo lisboeta, levará à conclusão do plano de recuperação da zona sinistrada do incêndio do Chiado, em Agosto de 1988.

De acordo com a proposta apresentada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, na reunião privada de câmara de quarta-feira, a ligação pedonal do pátio B (no miolo do quarteirão delimitado pelas ruas do Carmo e Garrett e Calçada do Sacramento) ao Largo do Carmo constitui uma prioridade do actual executivo, por se considerar "estruturante e estratégico" para a revitalização da Baixa-Chiado. A iniciativa camarária, financiada através das contrapartidas do Casino Lisboa, representa um investimento da ordem dos 2,5 milhões de euros.
A proposta, frisa o documento de Manuel Salgado, toma em conta o parecer favorável do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), "condicionado à salvaguarda das questões estruturais e arqueológicas", e de uma equipa consultiva da autarquia, composta por reconhecidos especialistas, que também se pronunciará sobre os projectos de especialidades. Uma nota do gabinete do autarca acrescenta que sondagens de reconhecimento já realizadas permitiram "prever a existência de vestígios arqueológicos que importa salvaguardar e integrar", o que levou Siza Vieira a recomendar o faseamento da intervenção.
A primeira fase consistirá na ligação em rampa e escadas do pátio B ao patamar da porta sul da igreja do Convento do Carmo; arranjo do patamar correspondente ao campo de jogos da antiga Escola Veiga Beirão; tratamento do arruamento na Travessa D. Pedro de Menezes, entre a porta sul da igreja e o Largo do Carmo; remodelação do pátio a poente à porta da igreja, actual Museu de Arqueologia, e demolição de várias construções existentes nos terraços do quartel da GNR, "de fraca qualidade arquitectónica", ocupadas com uma tipografia e camaratas da guarda. Estas demolições deverão arrancar "a curto prazo", nos termos do concurso lançado pela câmara.

"Solução de autor"
A segunda fase, que depende dos resultados das escavações arqueológicas e dos vestígios que sejam de preservar no local, compreenderá o arranjo exterior dos terraços do Carmo, com a criação de um espaço público em articulação entre o Museu de Arqueologia e o futuro Museu da GNR a criar no quartel do Carmo. "Só se vai manter o antigo picadeiro que está a ser usado como ginásio", explicou ao PÚBLICO o arquitecto Carlos Castanheira, da equipa projectista, salientando que a zona pública a criar nos terraços, com vistas sobre a cidade, terá acesso assegurado pelo Largo do Carmo e pela rua por baixo do passadiço do elevador de Santa Justa.
O colaborador de Siza Vieira esclareceu que, para além das rampas e escadas que permitirão vencer o desnível entre a rua e o largo do Carmo, estão previstos percursos específicos para o acesso de deficientes motores entre os espaços públicos e os equipamentos. Em caso de necessidade, funcionará também um elevador de uso público já existente no edifício Leonel, a par do histórico elevador explorado pela Carris.
A vereadora Helena Roseta adiantou que a proposta foi aprovada por unanimidade "por se tratar de uma solução de autor" que respeita o património classificado existente. Todavia, a arquitecta preferia que o projecto fosse colocado em discussão pública, mas acabou por o aprovar uma vez que possui pareceres favoráveis de várias entidades.
Siza Vieira, nos 20 anos sobre o incêndio do Chiado, salientou que ainda faltava um projecto na recuperação da zona»

...


«Edifício da igreja do Carmo ficará com a cota original
Movimento cívico lamenta abandono de "acessos pedonais mecânicos"


O anteprojecto para a ligação do pátio interior do Chiado ao Largo do Carmo mereceu um parecer muito crítico da Associação dos Arqueólogos Portugueses por causa dos impactes sobre o Museu Arqueológico do Carmo.
O presidente da associação, José Morais Arnaud, criticava quer as dificuldades criadas ao funcionamento do museu, quer os constrangimentos para os visitantes. O arqueólogo lamentava a "pista de skate" ao lado da porta de armas da GNR, mas recusa a solução de trocar a situação actual por "um verdadeiro ringue de patinagem, rodeado por um varandim metálico", que considera "inaceitável" em termos funcionais, mas principalmente pela estética, por introduzir um elemento estranho "na leitura da fachada do único monumento gótico da cidade que sobreviveu ao terramoto de 1755".
O parecer, além de alertar para os previsíveis impactes dos trabalhos sobre os inúmeros enterramentos humanos em redor da igreja e estruturas arquitectónicas, propôs o abandono do projecto e que as verbas servissem para reabilitar o monumento, nomeadamente "na consolidação do único arcobotante que resta da antiga igreja, o qual ameaça ruína, pondo em risco a segurança dos transeuntes". Em alternativa, defende que as alterações ao projecto incluam a "manutenção da actual escadaria, a toda a largura do monumento, no lado oeste e em parte do lado sul". Nesse sentido, preconiza a remoção da rampa existente. Sobre os terraços do Carmo, Morais Arnaud preferia que fossem usados para infra-estruturas de apoio ao museu.
O fórum Cidadania Lisboa também se manifestou contra a instalação de "um corrimão em U, em chapa galvanizada", em frente à igreja do Carmo, e lamentou que a opção pelas rampas e escadas em detrimento "de acessos pedonais mecânicos". "Não há qualquer gradeamento", assegura o arquitecto Carlos Castanheira, adiantando que a área em frente do museu beneficiará da retirada da actual estrutura, com recuperação da escadaria, e que "a igreja do Carmo será reposta na cota original com alguns ajustes e adaptações" decorrentes da rede viária existente. L.F.S»

15/12/2008

SIZA no CNC: «20 anos do Incêndio do Chiado»

Debate «20 anos do incêndio do Chiado» que se realizou no dia 15 de Dezembro, às 18h30 no Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro. O Arquitecto Álvaro Siza Vieira, após introdução sobre as circunstâncias que o levaram a dirigir o plano de reconstrução, respondeu a perguntas colocadas pelo público. Algumas ideias e reflexões saídas das 2 horas de conversa:

Plano de reconstrução: «A Baixa-Chiado é um grande edifício»
«O Plano da Baixa era um plano de vanguarda para a época. Era preciso reconhecer a força vanguardista da proposta arquitectonica pombalina.» «Para a arquitectura moderna há tanto território, não é preciso sacrificar a cidade histórica.»

«Recusei-me a ceder às pressões para a construção de parques de estacionamento em cada um dos 18 edifícios afectados pelo incêndio. Para além de ser pouco viável (pois os lotes de cada prédio eram pequenos e só as rampas ocupariam imenso espaço) isso teria destruído a vivência que se queria para as ruas com comércio tradicional [de facto, seria um absurdo ter entradas de garagem de poucos em poucos metros, a interromper a vivência pedonal das ruas]

«Houve também muitas pressões para fazer um mini-centro comercial em cada prédio. Foi só depois de muitos debates e argumentação que os proprietários se convenceram que não era essa a vocação do Chiado. As pessoas vão ao Chiado por causa das lojas com entrada directa da rua - é essa permeabilidade que era importante preservar na reconstrução. Mas houve cedências - há um desses espaços na Rua do Carmo mas pelo que sei aquilo não funciona. As pessoas não se sentem atarídas por aqueles espaços pequenos em cave sem ligação à rua. O tempo deu-nos razão.»

«As janelas estão aí para serem copiadas»
«É impossível manter a expressão elegante das caixilharias originais das janelas com a introdução do vidro duplo. O vidro duplo exige caixilharias muito grossas. A solução que encontramos foi manter no exterior as janelas originais em madeira e vidro simples - iguais às que estão aí - e por dentro instalamos uma segunda janela para obter o conforto ambiental.»

«As ruas de sentido único prejudicam as cidades»
«Acaba por ser uma moda. Há cidades e vilas de província que já implementaram o sistema de ruas de sentido único e no entanto não têm qualquer problema de congestionamento.» «Pessoalmente não acredito que, a médio e longo prazo, traga algo de bom às cidades.»

Animação: «As cidades também precisam de dormir»
[Exactamente! Começa a ser uma paranoia estar sempre a falar de "animação" - que em muitos casos mais não quer dizer que "comercialização do espaço público e monumentos, de que são exemplos lamentáveis a presença da TMN na Praça do Comércio]

Ficamos também a saber que o Arquitecto Siza já entregou à CML o projecto de execução para a zona envolvente ao Convento do Carmo. Deste projecto faz parte, para além da conclusão da ligação pedonal entre a Rua Garrett e o Largo do Carmo (pelo interior do quarteirão), a criação de um novo jardim e miradouro na antiga cerca do convento. Informou também que a CML garantiu que há dinheiro para avançar com o projecto. Aguardemos...

Foto: estado actual da envolvente do Convento do Carmo / Elevador de Santa Justa, 20 anos depois do incêndio!