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19/07/2017

E assim se "abarraca" um projecto de Siza:


16/06/2015

Terraços do Carmo: Obrigado, Arquitecto Siza!








Aqui temos uma obra exemplar. Uma ideia clara, com desenho simples, uma obra bem executada. E o Mestre Siza dá uma lição de maturidade e inteligência com o uso extensivo da calçada portuguesa... Obrigado, Arquitecto Siza! 
PS: Como não teriamos ficado bem mais bem servidos se o projecto da Praça do Comércio tivesse sido entregue a Siza...

11/06/2015

Nos Terraços do Carmo, nasceu “uma varanda” sobre Lisboa



In Público (10.6.2015)
Por Inês Boaventura

«Junto ao Convento do Carmo, onde antes estavam uns “barracões” da GNR, há um novo miradouro para conhecer.

Com a há muito aguardada inauguração dos Terraços do Carmo, Lisboa ganhou, além de uma ligação pedonal entre o Convento do Carmo e a Rua Garrett, “uma nova varanda sobre a cidade”. Para o presidente da câmara, são intervenções como esta que permitem recuperar a “autenticidade” da capital.

Com esta obra, inaugurada nesta quarta-feira, fica finalmente concluída a execução do plano pensado pelo arquitecto Siza Vieira para a zona do Chiado, na sequência do grande incêndio que aí ocorreu há quase 27 anos. “Uma versão ampliada e melhorada” do plano, notou o presidente da Câmara de Lisboa, já que não constava do projecto inicial a criação de “um novo miradouro” nos terraços junto ao convento.Isso mesmo foi também destacado pelo vereador do Urbanismo, que lembrou que a intenção inicial da empreitada agora concluída era promover a ligação entre a Rua Garrett e o Convento do Carmo. Só a partir de 2007, contou Manuel Salgado, é que foi ganhando forma a ideia de abrir “mais uma praça, mais um espaço público” nos terraços que até aí estavam ocupados com “barracões” da GNR. “Os Terraços do Carmo foram uma descoberta, não estavam previstos”, afirmou o autarca, constando que “surpreendentemente” esses terraços surgiam desenhados numa carta de 1850 de Filipe Folque, um político e militar. Manuel Salgado deixou ainda uma palavra de apreço a Siza Vieira, sublinhando que o arquitecto esboçou para o Chiado um plano “extremamente rigoroso, fundado na história”, com o qual “ensinou a intervir sobre a cidade existente”. No fundo, rematou, aquilo que obras como a dos Terraços do Carmo permitem é “a descoberta de uma cidade que estava escondida”. “O Chiado não é o mesmo de há 27 anos, mas parece que sempre foi assim”, disse por sua vez o arquitecto Carlos Castanheira, em nome da equipa responsável pelo projecto. Segundo o presidente da câmara, a obra inaugurada neste Dia de Portugal teve um custo de 2,1 milhões de euros, provenientes de “verbas próprias e do Turismo de Portugal”. Fernando Medina não esqueceu as “vicissitudes extraordinárias” que a empreitada teve, e que fizeram com que a sua conclusão derrapasse no tempo, nem os incómodos sofridos pelos lojistas da Rua do Carmo, que serão indemnizados.

Revitalização da Baixa
Aos Terraços do Carmo, cujo chão em calçada portuguesa é pontuado aqui e ali por pequenos relvados, é possível aceder através do largo com o mesmo nome. Para isso há que ultrapassar alguns lanços de escadas, pouco convidativos para visitantes com mobilidade reduzida. Também para chegar à Rua Garrett, num caminho que se faz por um espaço entre prédios e que desemboca no número 10, há vários degraus para vencer.Apesar de a inauguração do espaço ter já tido lugar, e de a placa da praxe ter sido descerrada perante dezenas de convidados, há trabalhos que ficaram por concluir. O elevador que fará o acesso à Rua do Carmo, através do interior de uma loja municipal, só deverá entrar em funcionamento daqui a um mês, de acordo com Manuel Salgado. Também a prometida instalação de uma cafetaria com esplanada no novo miradouro terá de esperar pelo lançamento de um concurso de concessão. “Isto é uma reinvenção permanente”, sublinhou o vereador do Urbanismo, constatando que há para fazer em Lisboa “muito trabalho, para muitas décadas e muitos executivos municipais”. A criação de um percurso dos Terraços do Carmo à Calçada do Duque, e por aí fora até ao Jardim Botânico, a abertura de um terraço no topo do Museu do Design e da Moda (MUDE) e a revitalização da Praça da Figueira são algumas das ideias que Manuel Salgado gostaria de ver concretizadas. Obras que se iriam juntar a “projectos estratégicos absolutamente essenciais para a revitalização da Baixa”, como a intervenção no Terreiro do Paço.
...»

23/09/2014

Câmara prepara intervenção urgente para estabilizar Terraços do Carmo


In O CORVO (23/9/2014)
POR SAMUEL ALEMÃO

«A chuva intensa destes dias não deve estar a ajudar nada. A aparente suspensão dos trabalhos de requalificação dos Terraços do Carmo, que assegurarão a ligação entre a Rua Garrett e o Largo do Carmo, através do denominado Pátio B, poderá estar a pôr em perigo a estabilidade dos terrenos e dos edifícios em redor do Convento do Carmo. Por isso, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para aprovar a adjudicação de uma empreitada urgente visando a garantia de estabilidade e segurança dos taludes e respectivas zonas, edifícios e monumentos adjacentes. Tudo porque o empreiteiro está em dificuldades financeiras.

A proposta subscrita pelo vereador com o pelouro das obras, Jorge Máximo, e a ser apresentada esta quarta-feira (24 de Setembro), durante a reunião púbica do executivo municipal, prevê a “execução de trabalhos estritamente necessários e urgentes de estabilização, contenção, reforço, infra-estruturas e impermeabilização, das zonas A e B dos Terraços do Carmo e sua área envolvente”. A intervenção, que terá um custo estimado de 1,680 milhões de euros e um prazo de execução de 180 dias, nasce da constatação do impasse a que os trabalhos chegaram e das consequências que tal situação poderá acarretar para o património.

As obras de requalificação dos Terraços do Carmo, cujo projecto é da autoria de Siza Vieira – e acaba por funcionar como o encerramento do grande plano de reabilitação concebido pelo arquitecto para a área atingida pelo incêndio do Chiado de Agosto de 1988 -, iniciaram-se no Verão do ano passado. Mas, pouco tempo depois, foram suspensas. Isto porque a última fase dos trabalhos arqueológicos naquele local– iniciados em 2008, pelo Centro de Arqueologia de Lisboa, sob alçada da CML – revelou, além de diversos corpos de uma necrópole, uma série de achados considerados de grande relevância e, sobretudo, permitiu pela primeira vez observar das fundações da cabeceira do convento. Tal obrigou à reformulação do projecto original de Siza.[...]»

10/09/2014

Obras nos Terraços do Carmo deviam ter acabado em Fevereiro mas estão “muito longe do seu término”

A Câmara de Lisboa quer aplicar uma multa ao empreiteiro por incumprimento do prazo e diz que há trabalhos “de resolução urgente, sob pena de se verificarem situações de perigo iminente”.

Por Inês Boaventura, Público de 10 Setembro 2014 | Foto de Nuno Ferreira Santos



Apresentadas, ainda durante o primeiro mandato de António Costa, como um dos projectos-âncora para a revitalização da Baixa-Chiado, as obras de requalificação dos Terraços do Carmo e de ligação entre a Rua Garrett e o Largo do Carmo através do Pátio B sofreram mais um revés: devido ao incumprimento do prazo estabelecido para a conclusão dos trabalhos, a Câmara de Lisboa prepara-se para resolver o contrato de empreitada e aplicar uma multa de cerca de 88 mil euros à empresa contratada para o efeito.
Isso mesmo consta de uma proposta do vereador das Obras, que deverá ser discutida esta quarta-feira. Nela Jorge Máximo sublinha que esta empreitada, adjudicada à empresa Construções Europa Ar-Lindo por um montante de 2,046 milhões de euros, deveria ter ficado concluída até 9 de Fevereiro de 2014. O autarca acrescenta que entretanto tinham já sido concedidas duas prorrogações de prazo, o que adiou para 27 de Junho a data prevista do fim dos trabalhos.
“Pese embora o prazo adicional concedido pela CML para a execução da obra, uma vez atingida a data limite para a sua conclusão, a taxa de execução financeira da empreitada encontrava-se, ainda, próxima dos 20% do valor da adjudicação inicial”, diz-se na proposta, na qual se defende o indeferimento de um terceiro pedido de prorrogação de prazo entretanto efectuado pelo empreiteiro.
Segundo a autarquia, a empresa em causa “tem vindo a informar os serviços de fiscalização das graves dificuldades financeiras com que se tem deparado e que culminaram com a sua sujeição a um Plano para Revitalização da Empresa”. Na proposta camarária sublinha-se que essa situação de “debilidade financeira teve como resultado uma significativa diminuição da carga de mão-de-obra afecta à empreitada, situação que provocou um decréscimo acentuado no ritmo de execução dos trabalhos”.
“A obra encontra-se ainda muito longe do seu término”, conclui Jorge Máximo, sustentando que o contrato da empreitada deve ser resolvido e que ao empreiteiro deve ser aplicada uma multa de 88.822,94 euros. O vereador propõe ainda que a autarquia tome posse administrativa da obra e que, “ao abrigo da urgência imperiosa”, se celebre um contrato por ajuste directo para a realização dos “trabalhos estritamente necessários à eliminação do perigo” hoje existente no local.
Segundo um parecer técnico da Direcção Municipal de Projectos e Obras, estão em causa “questões associadas à garantia de estabilidade e segurança dos taludes e respectivas zonas, edifícios e monumentos adjacentes”, bem como “os efeitos nocivos da interrupção da obra sobre a salvaguarda do património”. Nesse parecer diz-se ainda que o proprietário de algumas lojas sob a muralha do Carmo já comunicou “a existência de várias patologias detectadas em paredes e tectos dos seus espaços, pelo que se torna difícil de calcular as consequências e os danos que possam advir com a interrupção dos trabalhos”.
“É opinião dos técnicos do Município de Lisboa que a situação em que se encontra a obra carece de resolução urgente, sob pena de se verificarem situações de perigo iminente”, resume-se na proposta que vai ser discutida na reunião da Câmara de Lisboa desta quarta-feira. Assim sendo, propõe-se a contratação, por ajuste directo, de uma empresa para a “execução de trabalhos estritamente necessários e urgentes de estabilização, contenção, reforço, infra-estruturas e impermeabilização”, por um valor de 1,680 milhões de euros e um prazo de 180 dias.
De fora desse contrato ficarão “todos os trabalhos que ainda se encontram por executar e que se consideram como não essenciais à salvaguarda da segurança no local”. Sobre esses nada mais é dito na proposta da Câmara de Lisboa, não sendo avançada qualquer data previsível para o fim de uma intervenção que António Costa chegou a afirmar quedeveria estar pronta no fim de 2009


05/08/2010

Calçada medieval em perigo no Carmo

Chegado por e-mail:

«Ex.º Senhor
Dr. António Costa,
M.I. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa


ASSUNTO: Ligação pedonal do elevador ao Largo do Carmo


Tendo sido recentemente encontrada por uma equipa de arqueólogos do Museu da Cidade a calçada medieval de acesso ao Largo do Carmo, em excelente estado de conservação, bem como os alicerces da fachada da antiga Igreja do Carmo, hoje Museu Arqueológico do Carmo, a Direcção desta Associação vem solicitar a V.ª Ex.ª se digne tomar as medidas que se afigurem necessárias para a sua preservação e ainda mandar fazer uma reapreciação urgente do projecto de ligação pedonal entre o elevador de Santa Justa e o Largo do Carmo, nos termos do previsto no parecer oportunamente emitido pelo IGESPAR sobre o referido projecto.

Estando já a ser instalado um telheiro encostado à fachada sul da antiga Igreja do Carmo, classificada como Monumento Nacional por decreto de 6 de Junho de 19010, a Direcção desta Associação permite-se ainda chamar a atenção para a necessidade de compatibilizar esse telheiro, que em nosso entender é perfeitamente desnecessário, com a dignidade daquele Monumento Nacional, e de acautelar a segurança do Museu Arqueológico do Carmo, pois o mesmo facilitará o escalamento e a eventual intrusão.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da Direcção

José Morais Arnaud»

04/08/2010

Terraços do Carmo com projecto após o Verão

In Jornal de Notícias (31/7/2010)
Telma Roque


«O projecto prévio dos futuros terraços do Carmo, na zona do Chiado, em Lisboa, deverá estar pronto após o Verão, integrando já um sistema de drenagem de águas que evite as infiltrações que afectaram vários lojistas da Rua do Carmo no período das chuvas.

Não é um projecto fácil, mas Siza Vieira já projectou a recuperação do Chiado após o grande incêndio de 1988, e o que tem agora pela frente é apenas um pequeno quarteirão, justamente o pedaço que faltava para apagar de vez com as marcas da devastação.

Siza Vieira confessou ao JN que recebeu esta semana por parte da Câmara a informação de que a ligação entre o Largo e a Rua do Carmo está em condições de avançar para concurso.

O projecto, há muito que está pronto e aprovado. Teve apenas que sofrer “acertos” para integrar vestígios arqueológicos que surgiram em resultado de escavações. A segunda etapa da empreitada, que contempla a construção dos terraços do Carmo, ou jardim suspenso, está ainda a ser projectada, mas o primeiro esboço deverá ser apresentado à Câmara logo após o Verão.

Carlos Castanheira, que faz parte da equipa de arquitectos que está a trabalhar no projecto, sublinha que nada será feito sem ter em conta a dinâmica do escoamento das águas. Porém, reconhece que é um trabalho penoso. “Não há registos. Estamos a falar de coisas muito antigas e temos que procurar saber como é que as águas pluviais funcionam”, explica, acrescentando que os arquitectos estão a trabalhar numa zona de escarpa que integra uma muralha que tem 11 metros de profundidade e que foi “furada” ao longo dos anos no subsolo.

Na área onde vão nascer os terraços do Carmo, a Câmara efectuou apenas demolições e fez sondagens arqueológicas. Após as infiltrações que causaram danos em seis lojas da Rua do Carmo durante o Inverno, o espaço foi impermeabilizado e procedeu-se a uma drenagem provisória. “Tal como está não haverá problemas para os lojistas”, garantiu Nunes da Silva, vereador do pelouro das Obras.

As marcas das infiltrações e dos prejuízos causados nas lojas – duas delas propriedade da Câmara e outras quatro da Direcção-geral do Tesouro – continuam bem visíveis, mesmo a partir da rua. Na Joalharia do Carmo, por exemplo, a montra ostenta dois grandes buracos causados pelas águas. Nunes da Silva assegura que a autarquia assumirá os prejuízos nas lojas de que é proprietária, mas quando avançar a construção dos terraços do Carmo.»

...

E já agora, convinha que se fizesse do espaço libertado uma coisa com gosto, bom gosto, ao ar livre, e que desse resposta a um desígnio muito antigo do Museu do Carmo: uma cafetaria e um espaço onde pudessem organizar palestras. A ver vamos.

12/07/2010

«Bellavista» afirmam eles...!



Parece que as queixas já são muitas as queixas e que a própria Junta de Freguesia já requereu por várias vezes à Polícia Municipal que agisse em conformidade, mas nada. Este pizzaria devia ser de vão-de-escada e nunca devia ter tido permissão para estar onde está, muito menos conspurcar as paredes do Carmo com publicidade e o patamar da entrada do Elevador de Santa Justa, de forma ostensiva, obstruindo o miradouro com plantas e cadeiras, e tendo o descaramento, ainda, de ter cantor com colunas de som durante todo o dia. Trata-se de um "remate" pimba no passadiço do elevador, corredor por excelência do turismo que demanda a nossa cidade. Uma vergonha!

26/02/2010

Câmara de Lisboa mostrou "abertura" para resolver infiltrações em lojas da Rua do Carmo


In Público (26/2/2010)
Por Ana Rita Faria

«Comerciantes do Chiado aguardam por peritagem da autarquia para apurar responsabilidades

As cinco lojas da Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, que estão a ser afectadas por infiltrações e fissuras terão de aguardar pelo próximo mês para saber quem vai pagar os estragos. De acordo com a Associação de Valorização do Chiado, a peritagem que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a realizar vai determinar a responsabilidade sobre os custos das obras nos estabelecimentos.

As infiltrações e fissuras nas lojas parecem ter sido provocadas pela construção de um jardim suspenso junto ao Convento do Carmo, um projecto que integra o plano de reabilitação do Chiado e cujas obras estão, portanto, a cargo da CML.

"A peritagem vai mostrar de onde vêm as infiltrações, se é mesmo das obras dos Terraços do Carmo", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação de Valorização do Chiado, Vítor Pereira da Silva, depois de se ter reunido, ontem à tarde, com o presidente da CML, António Costa. O mesmo representante acrescenta, contudo, que "está fora de questão a câmara ou outra entidade não assumir as responsabilidades", sublinhando que a autarquia evidenciou "abertura" e "boa vontade" no sentido da resolução do problema.

O vereador das infra-estruturas e obras municipais, Nunes da Silva, tinha já informado que o relatório que autarquia está a preparar sobre as infiltrações das lojas estará pronto no final da próxima semana.

Duas das lojas afectadas são propriedade da Câmara de Lisboa, enquanto as restantes pertencem à Direcção-Geral do Tesouro. Além de uma livraria e de uma sapataria, foram também atingidas por infiltrações uma loja de tecidos, uma joalharia e uma loja da estilista Ana Salazar. Alguns lojistas já ameaçaram avançar para tribunal com um pedido de embargo das obras do jardim suspenso, se a CML não resolver o problema»

...

Boas notícias, o título.

20/02/2010

Câmara responsabiliza lojistas por infiltrações na Rua do Carmo

In Público (20/2/2010)


«As obras em curso, diz o vereador Nunes da Silva, "puseram a nu" problemas decorrentes de alterações introduzidas na canalização das águas pluviais

As maiores infiltrações nas lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, devem-se a obras que os lojistas foram fazendo nos últimos anos e que danificaram o sistema de drenagem dos edifícios, revelou o vereador Fernando Nunes da Silva.

O vereador das Infra-Estruturas e Obras Municipais afirmou que as conclusões do relatório que a Câmara de Lisboa está a ultimar apontam para essa situação, sublinhando que as obras de demolição nos terraços do Carmo "puseram a nu" problemas que já existiam. "Quando se fizeram as montras e as lojas, alteraram-se e nalguns casos danificaram-se de forma irremediável os tubos de queda de canalização das águas pluviais, o que fez com que a água que se avolumava nos terraços do Carmo passe agora para as montras das lojas", explicou Nunes da Silva, citado pela agência Lusa.

O autarca lembrou ainda que, nalguns casos, as lojas atingiram tal profundidade que ultrapassaram o limite da muralha e "estão por baixo das ruínas do Convento". "Na zona entre o que era o edifício antigo e os novos prolongamentos o material é diferente, a carga nas abóbadas é diferente e, nessa zona de junção, há fissuras que resultam da diferença do material, de pequenos tremores de terra e eventualmente de pequenas cedências dos terrenos", disse. "Não é por acaso que um dos lojistas menos afectados foi o que fez uma segunda abóbada e entre as duas deixou uma caleira e uma condução de água", explicou o autarca.

"É preciso sublinhar que a maior parte das infiltrações não tem nada a ver com as obras que a Câmara de Lisboa está a fazer", afirmou o vereador, acrescentando que a autarquia vai ter que suportar custos acrescidos em todo o projecto quando "reconstruir o sistema de drenagem dos terraços do Carmo".

As infiltrações e fissuras afectam sobretudo seis lojas da Rua do Carmo e, segundo o vereador, nesta artéria a autarquia apenas é proprietária de um estabelecimento, sendo os restantes da Direcção-Geral do Tesouro.»

...

Independentemente das obras que ao longo dos anos os proprietários das lojas agora afectadas foram fazendo, ilegalmente ou não, a verdade é que tal terá sido permitido (ignorado, no mínimo) pelos sucessivos executivos camarários; a verdade é que só agora, com as obras que decorrem nos chamados "terraços do Carmo", é que a coisa ficou a nú e aquelas lojas-símbolo daquela rua estão em perigo. Ou seja, a menos que uma grande coincidência e as bruxas existam, a CML tem que intervir... aliás, se já tivesse implementado a proposta CPL de acção-piloto de incentivos (financeiros, formativos, etc.), aprovada no mandato anterior talvez agora fosse mais fácil intervir...

19/02/2010

Há cogumelos na Rua do Carmo

In Diário de Notícias (19/2/2010)
por ISALTINA PADRÃO

«Obras em futura esplanada 'metem água' em lojas. Material está a danificar-se e nascem cogumelos

"Apareçam para a semana. Talvez já tenhamos bifinhos com champignons." É assim que, ironicamente, o DN é convidado a visitar a Sapataria Aerosoles, uma das seis lojas da Rua do Carmo, em Lisboa que está a ser afectada pelas infiltrações resultantes das obras de construção do jardim suspenso junto ao Convento do Carmo.

Com a brincadeira, a funcionária remete-nos para um assunto bem sério. É que a água que desde Setembro de 2009 (início das obras) se vem infiltrando nos estabelecimentos já levou ao aparecimento de pequenos cogumelos no tecto da sapataria onde os buracos nas paredes e na cobertura até deixam entrar ratos e baratas. "Há pouco tempo dei um cocktail aqui e apareceu um rato debaixo de um prato", contou a filha dos proprietários, Maria João Miranda, lamentando os vários pares de sapatos que ficaram danificados.

Do mesmo se queixam Paulo Mateus e Mário Santos, os responsáveis pela sapataria Anabella C., onde "o material em camurça está a ficar com humidade e há muitas biqueiras a descolar". Aqui todos os dias são retirados cerca de 20 litros de água do armazém onde se encontram à volta de mil pares de sapatos. A primeira coisa que um dos responsáveis de loja faz quando chega é apanhar pedaços de tecto que caem durante a noite e inspeccionar os sapatos, um a um.

"Esta situação está a fazer-nos perder clientes. Antes demorávamos dois minutos a procurar um par de sapatos em armazém agora levamos muito mais porque há que coordenar a gambiarra com a procura do sapato", queixa-se.

De perda de clientes a loja de Ana Salazar não sofre, mas que o estabelecimento está com "um ar decadente", descreve a encarregada de loja. Teresa Duarte aponta para os enormes buracos no tecto e as vitrinas que não se podem abrir "porque a madeira inchou". Mostra a água a escorrer pelas paredes e as montras com pedaços de revestimento levantados.

Na vitrina da loja, tudo que é pele vai ficando manchado, os metais oxidam e os tecidos absorvem a humidade que todas as manhãs embacia os vidros.

O mesmo se passa na Joalharia do Carmo onde todos os dias são limpas as pratas e onde o que mais dói à colaboradora Maria Leonor Alvim é a degradação dos móveis de madeira do estilo Arte Nova. Na Luvaria Ulisses, a clientela não pára de entrar apesar da fachada e de uma montra estarem a degradar-se. A boutique Carmus foi a menos afectada mas o sócio gerente Mário Gouveia diz que o caso foi entregue ao advogado.

Os lojistas queixaram-se à autarquia logo no início, mas lamentam que até agora nada tenha sido feito, a não ser "visitas de técnicos para observar a situação". Vão reunir-se na próxima quinta-feira com assessores da CML. O DN tentou contactar a câmara, mas não foi possível.»

Câmara de Lisboa vai reunir-se com lojistas da Rua do Carmo

In Público (19/2/2010)
Por Vanessa Jorge

«Obra de Siza Vieira nos terraços do Chiado não dá descanso aos comerciantes da Baixa

Ao entrar-se numa das lojas mais antigas do Chiado, não se dá atenção às peças que tem para venda, mas sim à água a cair para garrafas de sumo que servem de improviso para não destruir a montra. A Luvaria Ulisses é uma das afectadas pelas obras dos Terraços do Carmo. Para além de fissuras e infiltrações que causam curtos-circuitos, há "o barulho constante", que "é incomodativo", diz o sócio-gerente da loja, Carlos Carvalho.

A culpa, diz, é das obras em curso, mas para os lojistas não é a construção de um jardim suspenso junto ao convento do Carmo e a ligação do percurso pedonal do Pátio B ao Largo do Carmo e aos terraços do quartel da GNR que irá trazer mais clientes. As esperanças dos comerciantes residem numa reunião com a câmara, agendada para a próxima semana. "Não estamos contra a obra, mas sim contra quem não a sabe fazer", assegura uma das comerciantes.

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, considera que as infiltrações, consequência da obra imaginada por Siza Vieira, traduzem uma situação "grave". Os arquitectos camarários já foram ver as lojas. "Não sabem de onde vem tanta água", diz uma colaboradora da Joalharia Carmo. O pronto-a-vestir Carmus é o único que se pode sentir mais descansado, pois teve "90 por cento de melhorias" com a colocação de um tubo de escoamento, diz o sócio-gerente da loja.»

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Até que enfim. Foi preciso o Presidente de CML intervir.

18/02/2010

Problema dos lojistas da Rua do Carmo "é grave", diz António Costa

In Público (18/2/2010)
Por Ana Henriques


«A situação das lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, afectadas com fissuras e infiltrações por causa da construção de um jardim suspenso por cima delas, numa zona exterior do quartel do Carmo até aqui ocupada pela GNR, "é grave", admitiu ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

"Tudo indica que em resultado da empreitada se criaram fissuras que permitiram as infiltrações para os andares inferiores", referiu oontem o autarca, que aguarda que a direcção municipal de projectos e obras chegue a uma conclusão sobre a origem do problema, uma vez que se trata de uma obra camarária destinada a revitalizar a Baixa. Uma das seis lojas afectadas é a da designer de moda Ana Salazar, que pondera a hipótese de recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos, caso o problema não seja resolvido de outra forma. A emblemática e quase centenária Luvaria Ulisses é outro dos estabelecimentos que foram atingidos pelas infiltrações. As madeiras que revestiam a pequena loja abriram fendas devido à água.»

...

Reforçando até o oportuníssimo post anterior, eu diria que é gravíssimo, não só pelo património em risco como pelo nível de ligeireza (para não dizer incompetência) com que este projecto está a ser acompanhado a nível técnico. É incompreensível que este projecto, dado o local da obra, esteja a dar problemas desta natureza. Não se entende.

C.M.L. ameaça interiores históricos do comércio tradicional






Caros Amigos (as)


Algo de extremamente grave se está a passar na intervenção para a construção do famoso terraço-jardim na Rua do Carmo.

Depois de até agora este Executivo da C.M.L. ter demonstrado total indiferença pela Protecção, Preservação e Estímulo dos Estabelecimentos de Comércio Tradicional com Valor Patrimonial (Interiores) e Tradição Histórica (e com o importantissimo Valor Turístico inerente) ... não tendo desenvolvido qualquer estratégia através do seu instrumento de Urbanismo Comercial, tornou-se agora na principal e directa ameaça para o troço da Rua do Carmo, onde se encontram estabelecimentos com a importância da Luvaria Ulisses, da Ourivesaria do Carmo, do estabelecimento da Ana Salazar (cujo interior original já tinha sido destruído por projecto arquitectónico insensível) mas que ainda mantém a sua magnifica fachada.

O facto destes estabelecimentos se encontrarem no Inventário Municipal do Património, não chega e pelos vistos não serve de nada.

Eu próprio, verifiquei isto, quando há uns anos, através da C.M.L. e do Núcleo de Estudos do Património, tentei uma classificação mais "forte" dos interiores da Ourivesaria Aliança (fotos abaixo), e recebi como resposta do então IPPAR que cabia a esta instituição a sua classificação (!?!)

Leiam o meu texto "As Lojas tradicionais da Baixa, desafios presentes e futuros" aqui.


Saudações Lisboetas e Preocupadas, António Sérgio Rosa de Carvalho






Texto editado

17/02/2010

Os terraços sob o Carmo:


Estas são as obras



Atente-se no pormenor do telão "qualidade", e no maple, indício da futura esplanada



Enquanto isso, no pórtico lateral do Carmo é a desgraça que se vê!