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19/07/2017
15/07/2016
25/09/2015
16/06/2015
Terraços do Carmo: Obrigado, Arquitecto Siza!
Aqui temos uma obra exemplar. Uma ideia clara, com desenho simples, uma obra bem executada. E o Mestre Siza dá uma lição de maturidade e inteligência com o uso extensivo da calçada portuguesa... Obrigado, Arquitecto Siza!
PS: Como não teriamos ficado bem mais bem servidos se o projecto da Praça do Comércio tivesse sido entregue a Siza...
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11/06/2015
Nos Terraços do Carmo, nasceu “uma varanda” sobre Lisboa
In Público (10.6.2015)
Por Inês Boaventura
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Terraços do Carmo
08/06/2015
23/09/2014
Câmara prepara intervenção urgente para estabilizar Terraços do Carmo
In O CORVO (23/9/2014)
POR SAMUEL ALEMÃO
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10/09/2014
Obras nos Terraços do Carmo deviam ter acabado em Fevereiro mas estão “muito longe do seu término”
A Câmara de Lisboa quer aplicar uma multa ao empreiteiro por
incumprimento do prazo e diz que há trabalhos “de resolução urgente, sob pena
de se verificarem situações de perigo iminente”.
Por
Inês Boaventura, Público de 10 Setembro 2014 | Foto de Nuno Ferreira Santos
Apresentadas, ainda durante o primeiro mandato de António Costa,
como um dos projectos-âncora para a revitalização da Baixa-Chiado, as obras de
requalificação dos Terraços do Carmo e de ligação entre a Rua Garrett e o Largo
do Carmo através do Pátio B sofreram mais um revés: devido ao incumprimento do
prazo estabelecido para a conclusão dos trabalhos, a Câmara de Lisboa
prepara-se para resolver o contrato de empreitada e aplicar uma multa de cerca
de 88 mil euros à empresa contratada para o efeito.
Isso
mesmo consta de uma proposta do vereador das Obras, que deverá ser discutida
esta quarta-feira. Nela Jorge Máximo sublinha que esta empreitada, adjudicada à
empresa Construções Europa Ar-Lindo por um montante de 2,046 milhões de euros,
deveria ter ficado concluída até 9 de Fevereiro de 2014. O autarca acrescenta
que entretanto tinham já sido concedidas duas prorrogações de prazo, o que
adiou para 27 de Junho a data prevista do fim dos trabalhos.
“Pese embora o prazo adicional concedido pela CML para a
execução da obra, uma vez atingida a data limite para a sua conclusão, a taxa
de execução financeira da empreitada encontrava-se, ainda, próxima dos 20% do
valor da adjudicação inicial”, diz-se na proposta, na qual se defende o
indeferimento de um terceiro pedido de prorrogação de prazo entretanto
efectuado pelo empreiteiro.
Segundo a autarquia, a empresa em causa “tem vindo a informar os
serviços de fiscalização das graves dificuldades financeiras com que se tem
deparado e que culminaram com a sua sujeição a um Plano para Revitalização da
Empresa”. Na proposta camarária sublinha-se que essa situação de “debilidade
financeira teve como resultado uma significativa diminuição da carga de
mão-de-obra afecta à empreitada, situação que provocou um decréscimo acentuado
no ritmo de execução dos trabalhos”.
“A obra encontra-se ainda muito longe do seu término”, conclui
Jorge Máximo, sustentando que o contrato da empreitada deve ser resolvido e que
ao empreiteiro deve ser aplicada uma multa de 88.822,94 euros. O vereador
propõe ainda que a autarquia tome posse administrativa da obra e que, “ao
abrigo da urgência imperiosa”, se celebre um contrato por ajuste directo para a
realização dos “trabalhos estritamente necessários à eliminação do perigo” hoje
existente no local.
Segundo um parecer técnico da Direcção Municipal de Projectos e
Obras, estão em causa “questões associadas à garantia de estabilidade e
segurança dos taludes e respectivas zonas, edifícios e monumentos adjacentes”,
bem como “os efeitos nocivos da interrupção da obra sobre a salvaguarda do
património”. Nesse parecer diz-se ainda que o proprietário de algumas lojas sob
a muralha do Carmo já comunicou “a existência de várias patologias detectadas
em paredes e tectos dos seus espaços, pelo que se torna difícil de calcular as
consequências e os danos que possam advir com a interrupção dos trabalhos”.
“É opinião dos técnicos do Município de Lisboa que a situação em
que se encontra a obra carece de resolução urgente, sob pena de se verificarem
situações de perigo iminente”, resume-se na proposta que vai ser discutida na
reunião da Câmara de Lisboa desta quarta-feira. Assim sendo, propõe-se a
contratação, por ajuste directo, de uma empresa para a “execução de trabalhos
estritamente necessários e urgentes de estabilização, contenção, reforço,
infra-estruturas e impermeabilização”, por um valor de 1,680 milhões de euros e
um prazo de 180 dias.
De fora desse contrato ficarão “todos os trabalhos que ainda se
encontram por executar e que se consideram como não essenciais à salvaguarda da
segurança no local”. Sobre esses nada mais é dito na proposta da Câmara de
Lisboa, não sendo avançada qualquer data previsível para o fim de uma intervenção que António Costa chegou a afirmar quedeveria estar pronta no fim de 2009.
26/08/2013
Siza Viera conta como foi o projecto de recuperação do Chiado
...
Espero que Siza Vieira tenha chamado a atenção do PCML nesta visita para o escândalo que é a ocupação abusiva do passadiço do elevador de Santa Justa e do respectivo miradouro exactamente sobre os futuros 'terraços do Carmo' pela pseudo-trattoria que por ali está.
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13/04/2011
05/08/2010
Calçada medieval em perigo no Carmo
Chegado por e-mail:
«Ex.º Senhor
Dr. António Costa,
M.I. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
ASSUNTO: Ligação pedonal do elevador ao Largo do Carmo
Tendo sido recentemente encontrada por uma equipa de arqueólogos do Museu da Cidade a calçada medieval de acesso ao Largo do Carmo, em excelente estado de conservação, bem como os alicerces da fachada da antiga Igreja do Carmo, hoje Museu Arqueológico do Carmo, a Direcção desta Associação vem solicitar a V.ª Ex.ª se digne tomar as medidas que se afigurem necessárias para a sua preservação e ainda mandar fazer uma reapreciação urgente do projecto de ligação pedonal entre o elevador de Santa Justa e o Largo do Carmo, nos termos do previsto no parecer oportunamente emitido pelo IGESPAR sobre o referido projecto.
Estando já a ser instalado um telheiro encostado à fachada sul da antiga Igreja do Carmo, classificada como Monumento Nacional por decreto de 6 de Junho de 19010, a Direcção desta Associação permite-se ainda chamar a atenção para a necessidade de compatibilizar esse telheiro, que em nosso entender é perfeitamente desnecessário, com a dignidade daquele Monumento Nacional, e de acautelar a segurança do Museu Arqueológico do Carmo, pois o mesmo facilitará o escalamento e a eventual intrusão.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da Direcção
José Morais Arnaud»
«Ex.º Senhor
Dr. António Costa,
M.I. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
ASSUNTO: Ligação pedonal do elevador ao Largo do Carmo
Tendo sido recentemente encontrada por uma equipa de arqueólogos do Museu da Cidade a calçada medieval de acesso ao Largo do Carmo, em excelente estado de conservação, bem como os alicerces da fachada da antiga Igreja do Carmo, hoje Museu Arqueológico do Carmo, a Direcção desta Associação vem solicitar a V.ª Ex.ª se digne tomar as medidas que se afigurem necessárias para a sua preservação e ainda mandar fazer uma reapreciação urgente do projecto de ligação pedonal entre o elevador de Santa Justa e o Largo do Carmo, nos termos do previsto no parecer oportunamente emitido pelo IGESPAR sobre o referido projecto.
Estando já a ser instalado um telheiro encostado à fachada sul da antiga Igreja do Carmo, classificada como Monumento Nacional por decreto de 6 de Junho de 19010, a Direcção desta Associação permite-se ainda chamar a atenção para a necessidade de compatibilizar esse telheiro, que em nosso entender é perfeitamente desnecessário, com a dignidade daquele Monumento Nacional, e de acautelar a segurança do Museu Arqueológico do Carmo, pois o mesmo facilitará o escalamento e a eventual intrusão.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da Direcção
José Morais Arnaud»
04/08/2010
Terraços do Carmo com projecto após o Verão
In Jornal de Notícias (31/7/2010)
Telma Roque
«O projecto prévio dos futuros terraços do Carmo, na zona do Chiado, em Lisboa, deverá estar pronto após o Verão, integrando já um sistema de drenagem de águas que evite as infiltrações que afectaram vários lojistas da Rua do Carmo no período das chuvas.
Não é um projecto fácil, mas Siza Vieira já projectou a recuperação do Chiado após o grande incêndio de 1988, e o que tem agora pela frente é apenas um pequeno quarteirão, justamente o pedaço que faltava para apagar de vez com as marcas da devastação.
Siza Vieira confessou ao JN que recebeu esta semana por parte da Câmara a informação de que a ligação entre o Largo e a Rua do Carmo está em condições de avançar para concurso.
O projecto, há muito que está pronto e aprovado. Teve apenas que sofrer “acertos” para integrar vestígios arqueológicos que surgiram em resultado de escavações. A segunda etapa da empreitada, que contempla a construção dos terraços do Carmo, ou jardim suspenso, está ainda a ser projectada, mas o primeiro esboço deverá ser apresentado à Câmara logo após o Verão.
Carlos Castanheira, que faz parte da equipa de arquitectos que está a trabalhar no projecto, sublinha que nada será feito sem ter em conta a dinâmica do escoamento das águas. Porém, reconhece que é um trabalho penoso. “Não há registos. Estamos a falar de coisas muito antigas e temos que procurar saber como é que as águas pluviais funcionam”, explica, acrescentando que os arquitectos estão a trabalhar numa zona de escarpa que integra uma muralha que tem 11 metros de profundidade e que foi “furada” ao longo dos anos no subsolo.
Na área onde vão nascer os terraços do Carmo, a Câmara efectuou apenas demolições e fez sondagens arqueológicas. Após as infiltrações que causaram danos em seis lojas da Rua do Carmo durante o Inverno, o espaço foi impermeabilizado e procedeu-se a uma drenagem provisória. “Tal como está não haverá problemas para os lojistas”, garantiu Nunes da Silva, vereador do pelouro das Obras.
As marcas das infiltrações e dos prejuízos causados nas lojas – duas delas propriedade da Câmara e outras quatro da Direcção-geral do Tesouro – continuam bem visíveis, mesmo a partir da rua. Na Joalharia do Carmo, por exemplo, a montra ostenta dois grandes buracos causados pelas águas. Nunes da Silva assegura que a autarquia assumirá os prejuízos nas lojas de que é proprietária, mas quando avançar a construção dos terraços do Carmo.»
...
E já agora, convinha que se fizesse do espaço libertado uma coisa com gosto, bom gosto, ao ar livre, e que desse resposta a um desígnio muito antigo do Museu do Carmo: uma cafetaria e um espaço onde pudessem organizar palestras. A ver vamos.
Telma Roque
«O projecto prévio dos futuros terraços do Carmo, na zona do Chiado, em Lisboa, deverá estar pronto após o Verão, integrando já um sistema de drenagem de águas que evite as infiltrações que afectaram vários lojistas da Rua do Carmo no período das chuvas.
Não é um projecto fácil, mas Siza Vieira já projectou a recuperação do Chiado após o grande incêndio de 1988, e o que tem agora pela frente é apenas um pequeno quarteirão, justamente o pedaço que faltava para apagar de vez com as marcas da devastação.
Siza Vieira confessou ao JN que recebeu esta semana por parte da Câmara a informação de que a ligação entre o Largo e a Rua do Carmo está em condições de avançar para concurso.
O projecto, há muito que está pronto e aprovado. Teve apenas que sofrer “acertos” para integrar vestígios arqueológicos que surgiram em resultado de escavações. A segunda etapa da empreitada, que contempla a construção dos terraços do Carmo, ou jardim suspenso, está ainda a ser projectada, mas o primeiro esboço deverá ser apresentado à Câmara logo após o Verão.
Carlos Castanheira, que faz parte da equipa de arquitectos que está a trabalhar no projecto, sublinha que nada será feito sem ter em conta a dinâmica do escoamento das águas. Porém, reconhece que é um trabalho penoso. “Não há registos. Estamos a falar de coisas muito antigas e temos que procurar saber como é que as águas pluviais funcionam”, explica, acrescentando que os arquitectos estão a trabalhar numa zona de escarpa que integra uma muralha que tem 11 metros de profundidade e que foi “furada” ao longo dos anos no subsolo.
Na área onde vão nascer os terraços do Carmo, a Câmara efectuou apenas demolições e fez sondagens arqueológicas. Após as infiltrações que causaram danos em seis lojas da Rua do Carmo durante o Inverno, o espaço foi impermeabilizado e procedeu-se a uma drenagem provisória. “Tal como está não haverá problemas para os lojistas”, garantiu Nunes da Silva, vereador do pelouro das Obras.
As marcas das infiltrações e dos prejuízos causados nas lojas – duas delas propriedade da Câmara e outras quatro da Direcção-geral do Tesouro – continuam bem visíveis, mesmo a partir da rua. Na Joalharia do Carmo, por exemplo, a montra ostenta dois grandes buracos causados pelas águas. Nunes da Silva assegura que a autarquia assumirá os prejuízos nas lojas de que é proprietária, mas quando avançar a construção dos terraços do Carmo.»
...
E já agora, convinha que se fizesse do espaço libertado uma coisa com gosto, bom gosto, ao ar livre, e que desse resposta a um desígnio muito antigo do Museu do Carmo: uma cafetaria e um espaço onde pudessem organizar palestras. A ver vamos.
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12/07/2010
«Bellavista» afirmam eles...!
Parece que as queixas já são muitas as queixas e que a própria Junta de Freguesia já requereu por várias vezes à Polícia Municipal que agisse em conformidade, mas nada. Este pizzaria devia ser de vão-de-escada e nunca devia ter tido permissão para estar onde está, muito menos conspurcar as paredes do Carmo com publicidade e o patamar da entrada do Elevador de Santa Justa, de forma ostensiva, obstruindo o miradouro com plantas e cadeiras, e tendo o descaramento, ainda, de ter cantor com colunas de som durante todo o dia. Trata-se de um "remate" pimba no passadiço do elevador, corredor por excelência do turismo que demanda a nossa cidade. Uma vergonha!
26/02/2010
Câmara de Lisboa mostrou "abertura" para resolver infiltrações em lojas da Rua do Carmo

In Público (26/2/2010)
Por Ana Rita Faria
«Comerciantes do Chiado aguardam por peritagem da autarquia para apurar responsabilidades
As cinco lojas da Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, que estão a ser afectadas por infiltrações e fissuras terão de aguardar pelo próximo mês para saber quem vai pagar os estragos. De acordo com a Associação de Valorização do Chiado, a peritagem que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a realizar vai determinar a responsabilidade sobre os custos das obras nos estabelecimentos.
As infiltrações e fissuras nas lojas parecem ter sido provocadas pela construção de um jardim suspenso junto ao Convento do Carmo, um projecto que integra o plano de reabilitação do Chiado e cujas obras estão, portanto, a cargo da CML.
"A peritagem vai mostrar de onde vêm as infiltrações, se é mesmo das obras dos Terraços do Carmo", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação de Valorização do Chiado, Vítor Pereira da Silva, depois de se ter reunido, ontem à tarde, com o presidente da CML, António Costa. O mesmo representante acrescenta, contudo, que "está fora de questão a câmara ou outra entidade não assumir as responsabilidades", sublinhando que a autarquia evidenciou "abertura" e "boa vontade" no sentido da resolução do problema.
O vereador das infra-estruturas e obras municipais, Nunes da Silva, tinha já informado que o relatório que autarquia está a preparar sobre as infiltrações das lojas estará pronto no final da próxima semana.
Duas das lojas afectadas são propriedade da Câmara de Lisboa, enquanto as restantes pertencem à Direcção-Geral do Tesouro. Além de uma livraria e de uma sapataria, foram também atingidas por infiltrações uma loja de tecidos, uma joalharia e uma loja da estilista Ana Salazar. Alguns lojistas já ameaçaram avançar para tribunal com um pedido de embargo das obras do jardim suspenso, se a CML não resolver o problema»
...
Boas notícias, o título.
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20/02/2010
Câmara responsabiliza lojistas por infiltrações na Rua do Carmo
In Público (20/2/2010)
«As obras em curso, diz o vereador Nunes da Silva, "puseram a nu" problemas decorrentes de alterações introduzidas na canalização das águas pluviais
As maiores infiltrações nas lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, devem-se a obras que os lojistas foram fazendo nos últimos anos e que danificaram o sistema de drenagem dos edifícios, revelou o vereador Fernando Nunes da Silva.
O vereador das Infra-Estruturas e Obras Municipais afirmou que as conclusões do relatório que a Câmara de Lisboa está a ultimar apontam para essa situação, sublinhando que as obras de demolição nos terraços do Carmo "puseram a nu" problemas que já existiam. "Quando se fizeram as montras e as lojas, alteraram-se e nalguns casos danificaram-se de forma irremediável os tubos de queda de canalização das águas pluviais, o que fez com que a água que se avolumava nos terraços do Carmo passe agora para as montras das lojas", explicou Nunes da Silva, citado pela agência Lusa.
O autarca lembrou ainda que, nalguns casos, as lojas atingiram tal profundidade que ultrapassaram o limite da muralha e "estão por baixo das ruínas do Convento". "Na zona entre o que era o edifício antigo e os novos prolongamentos o material é diferente, a carga nas abóbadas é diferente e, nessa zona de junção, há fissuras que resultam da diferença do material, de pequenos tremores de terra e eventualmente de pequenas cedências dos terrenos", disse. "Não é por acaso que um dos lojistas menos afectados foi o que fez uma segunda abóbada e entre as duas deixou uma caleira e uma condução de água", explicou o autarca.
"É preciso sublinhar que a maior parte das infiltrações não tem nada a ver com as obras que a Câmara de Lisboa está a fazer", afirmou o vereador, acrescentando que a autarquia vai ter que suportar custos acrescidos em todo o projecto quando "reconstruir o sistema de drenagem dos terraços do Carmo".
As infiltrações e fissuras afectam sobretudo seis lojas da Rua do Carmo e, segundo o vereador, nesta artéria a autarquia apenas é proprietária de um estabelecimento, sendo os restantes da Direcção-Geral do Tesouro.»
...
Independentemente das obras que ao longo dos anos os proprietários das lojas agora afectadas foram fazendo, ilegalmente ou não, a verdade é que tal terá sido permitido (ignorado, no mínimo) pelos sucessivos executivos camarários; a verdade é que só agora, com as obras que decorrem nos chamados "terraços do Carmo", é que a coisa ficou a nú e aquelas lojas-símbolo daquela rua estão em perigo. Ou seja, a menos que uma grande coincidência e as bruxas existam, a CML tem que intervir... aliás, se já tivesse implementado a proposta CPL de acção-piloto de incentivos (financeiros, formativos, etc.), aprovada no mandato anterior talvez agora fosse mais fácil intervir...
«As obras em curso, diz o vereador Nunes da Silva, "puseram a nu" problemas decorrentes de alterações introduzidas na canalização das águas pluviais
As maiores infiltrações nas lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, devem-se a obras que os lojistas foram fazendo nos últimos anos e que danificaram o sistema de drenagem dos edifícios, revelou o vereador Fernando Nunes da Silva.
O vereador das Infra-Estruturas e Obras Municipais afirmou que as conclusões do relatório que a Câmara de Lisboa está a ultimar apontam para essa situação, sublinhando que as obras de demolição nos terraços do Carmo "puseram a nu" problemas que já existiam. "Quando se fizeram as montras e as lojas, alteraram-se e nalguns casos danificaram-se de forma irremediável os tubos de queda de canalização das águas pluviais, o que fez com que a água que se avolumava nos terraços do Carmo passe agora para as montras das lojas", explicou Nunes da Silva, citado pela agência Lusa.
O autarca lembrou ainda que, nalguns casos, as lojas atingiram tal profundidade que ultrapassaram o limite da muralha e "estão por baixo das ruínas do Convento". "Na zona entre o que era o edifício antigo e os novos prolongamentos o material é diferente, a carga nas abóbadas é diferente e, nessa zona de junção, há fissuras que resultam da diferença do material, de pequenos tremores de terra e eventualmente de pequenas cedências dos terrenos", disse. "Não é por acaso que um dos lojistas menos afectados foi o que fez uma segunda abóbada e entre as duas deixou uma caleira e uma condução de água", explicou o autarca.
"É preciso sublinhar que a maior parte das infiltrações não tem nada a ver com as obras que a Câmara de Lisboa está a fazer", afirmou o vereador, acrescentando que a autarquia vai ter que suportar custos acrescidos em todo o projecto quando "reconstruir o sistema de drenagem dos terraços do Carmo".
As infiltrações e fissuras afectam sobretudo seis lojas da Rua do Carmo e, segundo o vereador, nesta artéria a autarquia apenas é proprietária de um estabelecimento, sendo os restantes da Direcção-Geral do Tesouro.»
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Independentemente das obras que ao longo dos anos os proprietários das lojas agora afectadas foram fazendo, ilegalmente ou não, a verdade é que tal terá sido permitido (ignorado, no mínimo) pelos sucessivos executivos camarários; a verdade é que só agora, com as obras que decorrem nos chamados "terraços do Carmo", é que a coisa ficou a nú e aquelas lojas-símbolo daquela rua estão em perigo. Ou seja, a menos que uma grande coincidência e as bruxas existam, a CML tem que intervir... aliás, se já tivesse implementado a proposta CPL de acção-piloto de incentivos (financeiros, formativos, etc.), aprovada no mandato anterior talvez agora fosse mais fácil intervir...
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19/02/2010
Há cogumelos na Rua do Carmo
In Diário de Notícias (19/2/2010)
por ISALTINA PADRÃO
«Obras em futura esplanada 'metem água' em lojas. Material está a danificar-se e nascem cogumelos
"Apareçam para a semana. Talvez já tenhamos bifinhos com champignons." É assim que, ironicamente, o DN é convidado a visitar a Sapataria Aerosoles, uma das seis lojas da Rua do Carmo, em Lisboa que está a ser afectada pelas infiltrações resultantes das obras de construção do jardim suspenso junto ao Convento do Carmo.
Com a brincadeira, a funcionária remete-nos para um assunto bem sério. É que a água que desde Setembro de 2009 (início das obras) se vem infiltrando nos estabelecimentos já levou ao aparecimento de pequenos cogumelos no tecto da sapataria onde os buracos nas paredes e na cobertura até deixam entrar ratos e baratas. "Há pouco tempo dei um cocktail aqui e apareceu um rato debaixo de um prato", contou a filha dos proprietários, Maria João Miranda, lamentando os vários pares de sapatos que ficaram danificados.
Do mesmo se queixam Paulo Mateus e Mário Santos, os responsáveis pela sapataria Anabella C., onde "o material em camurça está a ficar com humidade e há muitas biqueiras a descolar". Aqui todos os dias são retirados cerca de 20 litros de água do armazém onde se encontram à volta de mil pares de sapatos. A primeira coisa que um dos responsáveis de loja faz quando chega é apanhar pedaços de tecto que caem durante a noite e inspeccionar os sapatos, um a um.
"Esta situação está a fazer-nos perder clientes. Antes demorávamos dois minutos a procurar um par de sapatos em armazém agora levamos muito mais porque há que coordenar a gambiarra com a procura do sapato", queixa-se.
De perda de clientes a loja de Ana Salazar não sofre, mas que o estabelecimento está com "um ar decadente", descreve a encarregada de loja. Teresa Duarte aponta para os enormes buracos no tecto e as vitrinas que não se podem abrir "porque a madeira inchou". Mostra a água a escorrer pelas paredes e as montras com pedaços de revestimento levantados.
Na vitrina da loja, tudo que é pele vai ficando manchado, os metais oxidam e os tecidos absorvem a humidade que todas as manhãs embacia os vidros.
O mesmo se passa na Joalharia do Carmo onde todos os dias são limpas as pratas e onde o que mais dói à colaboradora Maria Leonor Alvim é a degradação dos móveis de madeira do estilo Arte Nova. Na Luvaria Ulisses, a clientela não pára de entrar apesar da fachada e de uma montra estarem a degradar-se. A boutique Carmus foi a menos afectada mas o sócio gerente Mário Gouveia diz que o caso foi entregue ao advogado.
Os lojistas queixaram-se à autarquia logo no início, mas lamentam que até agora nada tenha sido feito, a não ser "visitas de técnicos para observar a situação". Vão reunir-se na próxima quinta-feira com assessores da CML. O DN tentou contactar a câmara, mas não foi possível.»
por ISALTINA PADRÃO
«Obras em futura esplanada 'metem água' em lojas. Material está a danificar-se e nascem cogumelos
"Apareçam para a semana. Talvez já tenhamos bifinhos com champignons." É assim que, ironicamente, o DN é convidado a visitar a Sapataria Aerosoles, uma das seis lojas da Rua do Carmo, em Lisboa que está a ser afectada pelas infiltrações resultantes das obras de construção do jardim suspenso junto ao Convento do Carmo.
Com a brincadeira, a funcionária remete-nos para um assunto bem sério. É que a água que desde Setembro de 2009 (início das obras) se vem infiltrando nos estabelecimentos já levou ao aparecimento de pequenos cogumelos no tecto da sapataria onde os buracos nas paredes e na cobertura até deixam entrar ratos e baratas. "Há pouco tempo dei um cocktail aqui e apareceu um rato debaixo de um prato", contou a filha dos proprietários, Maria João Miranda, lamentando os vários pares de sapatos que ficaram danificados.
Do mesmo se queixam Paulo Mateus e Mário Santos, os responsáveis pela sapataria Anabella C., onde "o material em camurça está a ficar com humidade e há muitas biqueiras a descolar". Aqui todos os dias são retirados cerca de 20 litros de água do armazém onde se encontram à volta de mil pares de sapatos. A primeira coisa que um dos responsáveis de loja faz quando chega é apanhar pedaços de tecto que caem durante a noite e inspeccionar os sapatos, um a um.
"Esta situação está a fazer-nos perder clientes. Antes demorávamos dois minutos a procurar um par de sapatos em armazém agora levamos muito mais porque há que coordenar a gambiarra com a procura do sapato", queixa-se.
De perda de clientes a loja de Ana Salazar não sofre, mas que o estabelecimento está com "um ar decadente", descreve a encarregada de loja. Teresa Duarte aponta para os enormes buracos no tecto e as vitrinas que não se podem abrir "porque a madeira inchou". Mostra a água a escorrer pelas paredes e as montras com pedaços de revestimento levantados.
Na vitrina da loja, tudo que é pele vai ficando manchado, os metais oxidam e os tecidos absorvem a humidade que todas as manhãs embacia os vidros.
O mesmo se passa na Joalharia do Carmo onde todos os dias são limpas as pratas e onde o que mais dói à colaboradora Maria Leonor Alvim é a degradação dos móveis de madeira do estilo Arte Nova. Na Luvaria Ulisses, a clientela não pára de entrar apesar da fachada e de uma montra estarem a degradar-se. A boutique Carmus foi a menos afectada mas o sócio gerente Mário Gouveia diz que o caso foi entregue ao advogado.
Os lojistas queixaram-se à autarquia logo no início, mas lamentam que até agora nada tenha sido feito, a não ser "visitas de técnicos para observar a situação". Vão reunir-se na próxima quinta-feira com assessores da CML. O DN tentou contactar a câmara, mas não foi possível.»
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Câmara de Lisboa vai reunir-se com lojistas da Rua do Carmo
In Público (19/2/2010)
Por Vanessa Jorge
«Obra de Siza Vieira nos terraços do Chiado não dá descanso aos comerciantes da Baixa
Ao entrar-se numa das lojas mais antigas do Chiado, não se dá atenção às peças que tem para venda, mas sim à água a cair para garrafas de sumo que servem de improviso para não destruir a montra. A Luvaria Ulisses é uma das afectadas pelas obras dos Terraços do Carmo. Para além de fissuras e infiltrações que causam curtos-circuitos, há "o barulho constante", que "é incomodativo", diz o sócio-gerente da loja, Carlos Carvalho.
A culpa, diz, é das obras em curso, mas para os lojistas não é a construção de um jardim suspenso junto ao convento do Carmo e a ligação do percurso pedonal do Pátio B ao Largo do Carmo e aos terraços do quartel da GNR que irá trazer mais clientes. As esperanças dos comerciantes residem numa reunião com a câmara, agendada para a próxima semana. "Não estamos contra a obra, mas sim contra quem não a sabe fazer", assegura uma das comerciantes.
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, considera que as infiltrações, consequência da obra imaginada por Siza Vieira, traduzem uma situação "grave". Os arquitectos camarários já foram ver as lojas. "Não sabem de onde vem tanta água", diz uma colaboradora da Joalharia Carmo. O pronto-a-vestir Carmus é o único que se pode sentir mais descansado, pois teve "90 por cento de melhorias" com a colocação de um tubo de escoamento, diz o sócio-gerente da loja.»
...
Até que enfim. Foi preciso o Presidente de CML intervir.
Por Vanessa Jorge
«Obra de Siza Vieira nos terraços do Chiado não dá descanso aos comerciantes da Baixa
Ao entrar-se numa das lojas mais antigas do Chiado, não se dá atenção às peças que tem para venda, mas sim à água a cair para garrafas de sumo que servem de improviso para não destruir a montra. A Luvaria Ulisses é uma das afectadas pelas obras dos Terraços do Carmo. Para além de fissuras e infiltrações que causam curtos-circuitos, há "o barulho constante", que "é incomodativo", diz o sócio-gerente da loja, Carlos Carvalho.
A culpa, diz, é das obras em curso, mas para os lojistas não é a construção de um jardim suspenso junto ao convento do Carmo e a ligação do percurso pedonal do Pátio B ao Largo do Carmo e aos terraços do quartel da GNR que irá trazer mais clientes. As esperanças dos comerciantes residem numa reunião com a câmara, agendada para a próxima semana. "Não estamos contra a obra, mas sim contra quem não a sabe fazer", assegura uma das comerciantes.
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, considera que as infiltrações, consequência da obra imaginada por Siza Vieira, traduzem uma situação "grave". Os arquitectos camarários já foram ver as lojas. "Não sabem de onde vem tanta água", diz uma colaboradora da Joalharia Carmo. O pronto-a-vestir Carmus é o único que se pode sentir mais descansado, pois teve "90 por cento de melhorias" com a colocação de um tubo de escoamento, diz o sócio-gerente da loja.»
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Até que enfim. Foi preciso o Presidente de CML intervir.
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18/02/2010
Problema dos lojistas da Rua do Carmo "é grave", diz António Costa
In Público (18/2/2010)
Por Ana Henriques
«A situação das lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, afectadas com fissuras e infiltrações por causa da construção de um jardim suspenso por cima delas, numa zona exterior do quartel do Carmo até aqui ocupada pela GNR, "é grave", admitiu ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
"Tudo indica que em resultado da empreitada se criaram fissuras que permitiram as infiltrações para os andares inferiores", referiu oontem o autarca, que aguarda que a direcção municipal de projectos e obras chegue a uma conclusão sobre a origem do problema, uma vez que se trata de uma obra camarária destinada a revitalizar a Baixa. Uma das seis lojas afectadas é a da designer de moda Ana Salazar, que pondera a hipótese de recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos, caso o problema não seja resolvido de outra forma. A emblemática e quase centenária Luvaria Ulisses é outro dos estabelecimentos que foram atingidos pelas infiltrações. As madeiras que revestiam a pequena loja abriram fendas devido à água.»
...
Reforçando até o oportuníssimo post anterior, eu diria que é gravíssimo, não só pelo património em risco como pelo nível de ligeireza (para não dizer incompetência) com que este projecto está a ser acompanhado a nível técnico. É incompreensível que este projecto, dado o local da obra, esteja a dar problemas desta natureza. Não se entende.
Por Ana Henriques
«A situação das lojas da Rua do Carmo, em Lisboa, afectadas com fissuras e infiltrações por causa da construção de um jardim suspenso por cima delas, numa zona exterior do quartel do Carmo até aqui ocupada pela GNR, "é grave", admitiu ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
"Tudo indica que em resultado da empreitada se criaram fissuras que permitiram as infiltrações para os andares inferiores", referiu oontem o autarca, que aguarda que a direcção municipal de projectos e obras chegue a uma conclusão sobre a origem do problema, uma vez que se trata de uma obra camarária destinada a revitalizar a Baixa. Uma das seis lojas afectadas é a da designer de moda Ana Salazar, que pondera a hipótese de recorrer à justiça para ser ressarcida dos prejuízos, caso o problema não seja resolvido de outra forma. A emblemática e quase centenária Luvaria Ulisses é outro dos estabelecimentos que foram atingidos pelas infiltrações. As madeiras que revestiam a pequena loja abriram fendas devido à água.»
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Reforçando até o oportuníssimo post anterior, eu diria que é gravíssimo, não só pelo património em risco como pelo nível de ligeireza (para não dizer incompetência) com que este projecto está a ser acompanhado a nível técnico. É incompreensível que este projecto, dado o local da obra, esteja a dar problemas desta natureza. Não se entende.
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C.M.L. ameaça interiores históricos do comércio tradicional




Caros Amigos (as)
Algo de extremamente grave se está a passar na intervenção para a construção do famoso terraço-jardim na Rua do Carmo.
Depois de até agora este Executivo da C.M.L. ter demonstrado total indiferença pela Protecção, Preservação e Estímulo dos Estabelecimentos de Comércio Tradicional com Valor Patrimonial (Interiores) e Tradição Histórica (e com o importantissimo Valor Turístico inerente) ... não tendo desenvolvido qualquer estratégia através do seu instrumento de Urbanismo Comercial, tornou-se agora na principal e directa ameaça para o troço da Rua do Carmo, onde se encontram estabelecimentos com a importância da Luvaria Ulisses, da Ourivesaria do Carmo, do estabelecimento da Ana Salazar (cujo interior original já tinha sido destruído por projecto arquitectónico insensível) mas que ainda mantém a sua magnifica fachada.
O facto destes estabelecimentos se encontrarem no Inventário Municipal do Património, não chega e pelos vistos não serve de nada.
Eu próprio, verifiquei isto, quando há uns anos, através da C.M.L. e do Núcleo de Estudos do Património, tentei uma classificação mais "forte" dos interiores da Ourivesaria Aliança (fotos abaixo), e recebi como resposta do então IPPAR que cabia a esta instituição a sua classificação (!?!)
Leiam o meu texto "As Lojas tradicionais da Baixa, desafios presentes e futuros" aqui.
Saudações Lisboetas e Preocupadas, António Sérgio Rosa de Carvalho



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17/02/2010
Os terraços sob o Carmo:
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