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08/09/2017

Boa, CML, JF Sta. Maria Maior e Museu do Estuque!


Há que elogiar aqui o bom trabalho da CML e da JF Santa Maria Maior no que toca a muitas das intervenções no espaço público (por exemplo, no piso/calçada de várias das ruas de Alfama e Mouraria) mas no capítulo do arvoredo o bom tem sido esmagado pelo péssimo, deprimente e chocante (podas dos jacarandás no Carmo, paradas in extremis; poda da bela-sombra no Limoeiro, etc.). Mas fico particularmente satisfeito com a recuperação do lago e de todo o miradouro de Santa Luzia, e ver que, FINALMENTE, os azulejos do miradouro estão a ser recuperados! (foto do Museu do Estuque). Mto.obrigado.

21/07/2017

Ora digam lá se isto não foi uma poda bem achada?


Ficaram assim as árvores do Largo da Achada, na Mouraria, depois da poda da JF, porque, atenção, havia pessoas que batiam com a cabecinha nos ramos das árvores e se queixavam a quem de direito. Maravilhoso!

21/04/2017

Miradouro de Santa Luzia em obras


Bom, começaram as obras da CML no miradouro de Santa Luzia, dizem que é para repor tudo e em condições, oxalá. Espero que reponham tudo como deve ser, ou seja,a calçada portuguesa, os canteiros, flores, buxo... e já agora não estropiem ainda mais as pobres das buganvílias...credo era assim tão difícil manter isto em condições?

Fotos (actuais) de Pedro Machado e antiga (anos 70) da Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

04/04/2017

Salvaguardar o Bairro de Alfama


Miguel de Sepúlveda Velloso, in Público (4.4.2017)

«Há cidades que já passaram pela onda de demolições que assola Lisboa e que se empenham agora em contê-la.


Esther Mucznik, num recente artigo no jornal Público, considera que o projecto arquitectónico do Museu Judaico de Lisboa deva ser concretizado, bem no centro de Alfama, num dos seus mais belos largos, o de S. Miguel.

Para fundamentar a sua tese apresenta argumentos discutíveis. Envolvidos numa roupagem moderna, algo paternalista, pretendem legitimar e relativizar o impacto de uma irreversível violação no tecido urbano de Alfama.

1 - A autora afirma que a população teria sido envolvida, mas não houve uma verdadeira consulta pública. Uma tela com imagens do futuro museu nas fachadas dos prédios a demolir não pode ser considerado como o envolvimento da população. Quantas telas desse género se habituaram a ver, os lisboetas? Com desenhos e fotografias dos muito conhecidos autores, amarelecidas pelo tempo, de tão vistas, já ninguém se lembrava das obras prometidas e nunca feitas. Uma tela pendurada, não pressupõe uma população informada.

2 – Lembra ainda que o projecto foi aprovado por unanimidade em reunião de Câmara Municipal de Lisboa (CML) e aplaudido na Direcção Geral do Património Cultural (DGPC). Ora, como é sabido, estas duas entidades, por desígnios que os restantes lisboetas desconhecem, tendem a aprovar projectos que desfiguram para sempre largos, ruas, monumentos da cidade. A lista, de tão longa, chega a ser enfadonha, para além de escandalosa. Referirei, contudo, os casos mais recentes: o Palácio da Anunciada, a casa na Praça das Flores, a devastadora ampliação do Bairro Alto Hotel, a que se acrescentam demolições de palacetes, casas populares, edifícios de 1900. Prédios pombalinos são esventrados por toda a Baixa. E desaparece tudo, azulejos, átrios, jardins, mansardas, frescos.

Sempre com o selo da CML e da DGPC. Com a ajuda da sempre facilitadora Comissão de Acompanhamento que aprova tudo o que a ela chega sem acautelar o pleno respeito de dezenas de normas, estabelecidas, pese a ironia, pelas mesmíssimas DGPC e CML, verdadeiros cata-ventos em matéria de património.

Para muitos, este esmagar do património lisboeta até à sua ínfima expressão, não traz qualquer problema desde que a substituição tenha um toque de contemporaneidade, porque as cidades não são estáticas, mas dinâmicas. São-no, de facto, se atropelos deste tipo não condenarem o dinamismo já existente num conjunto urbano secular, vivo e, com toda a evidência, único.

3 - Esther Mucznik acha, ainda, que o diálogo entre contemporâneo e antigo é de saudar e defender. Nada a objectar.

Menciona, entre outros, o CCB, a Torre Eiffel, o Centro Georges Pompidou em Paris, como exemplos imbatíveis da lógica que faz da rejeição passada uma aprovação no presente. A isto chama-se a política do dado adquirido, a qual obrigaria os eventuais opositores a sair de mansinho e sem barulho.

Só que a autora omite os contextos em que essas obras foram surgindo, a Revolução Industrial, ou circunstâncias políticas em que governos pretenderam deixar a sua marca na cidade.

Falando em Paris, lembremos a polémica à volta da demolição, nos anos ’70, dos magníficos pavilhões da arquitectura do ferro, de Baltard, conhecidos como “Les Halles de Paris”, o mercado abastecedor da capital francesa. Fotografados por Robert Doisneau, foram sempre muito caros aos parisienses. No local construíram-se interfaces de transportes e um centro comercial. Em 2002 Delanoe, então presidente da Câmara, referia-se ao complexo como uma selva de betão sem alma. Em 2017, Paris ainda não “digeriu” esse vasto plano visionário que é hoje uma ferida no seu centro.

Há cidades que já passaram pela onda de demolições que assola Lisboa e que se empenham agora em contê-la. Um cuidado que parece alheio às chefias e a tantos que olham para Lisboa como um cenário em branco para a expressão de uma veia autoral que, demasiadas vezes, confunde o acessório com o fundamental.

Neste caso concreto, o fundamental é, claramente, salvaguardar na íntegra o Bairro de Alfama e o acessório é o programa arquitectónico que aí se pretende injectar. Esta é a realidade.»

19/03/2017

O que fizeram no Largo do Carmo é inadmissível!


Os técnicos da JF responsáveis pela autorização e fiscalização da poda devem ser exonerados. À empresa que fez a poda deve ser passada coima severa, ser banida das adjudicações na cidade e "descertificada" (se é que o é). Só assim a cidade poderá ser ressarcida por este crime!
Foto: Miguel Jorge

27/11/2016

O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem

O Turismo pode trazer problemas, mas Lisboa e Porto não o reconhecem
 
in Público, 26 de Novembro de 2016
 
Autarcas criticados por pouco ou nada fazerem para impedir a descaracterização das cidades num debate sobre património organizado pelo Icomos, no Porto. (...)
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O arquitecto Pedro Bismark, outro dos convidados para esta sessão, elencou na sua intervenção “treze tristes teses sobre o turismo”, sendo uma delas a de que o turismo, na sua voracidade, destrói aquilo de que se alimenta, seja ela a autencidade social, arquitectónica ou outra, de um lugar. Num artigo de opinião no PÚBLICO, A coordenadora deste encontro, Maria Ramalho, já tinha alertado que, depois de ter destruído frentes de mar por esse país fora, o ímpeto turístico - que não dissocia do imobiliário - está a atingir o coração das cidades, principalmente das mais antigas e acessiveis por meios de deslocação low-cost, a uma velocidade “estonteante”. Ao contrário de Veneza ou Barcelona, onde os problemas se foram agudizando ao longo de anos e anos, estamos numa fase em que tudo acontece mais rapidamente, insistiu.
 
O sociólogo João Queiroz aludiu às dificuldades que se colocam a quem, como ele, pretenda investigar os impactos do turismo num dado território. Dificuldades que se prendem com o défice de financiamento do sistema científico mas também, vincou, com a inexistência de dados estatísticos acualizados, que permitam uma leitura atempada de alguns indicadores. O Censos 2011 já lá vai há cinco anos, mas, avisou, 2021 pode ser tarde demais para reverter alguns efeitos, como o afastamento de populações de menores recursos económicos dos centros históricos, situação já reportada em Setembro em Alfama, Lisboa, pelo presidente da Junta de Santa Maria Maior. (...)
 
“O problema é que, como o PIB cresce por causa do turismo, não se pode criticar isto, sem se ser olhado de lado”, atirou Maria Ramalho, insistindo que no país, e principalmente nas duas cidades mais sujeitas a esta pressão, a crítica deve transformar-se num movimento, sob pena de ser inconsequente. Na plateia, entre as mais de duas dezenas de pessoas que assistiram ao debate, somaram-se os apelos à actuação reguladora do poder político. 
 
Um dos presentes, o arquitecto Pedro Figueiredo, argumentou que o problema se resolve com políticas urbanas que passam por deixar de usar fundos públicos e comunitários para apoiar novos hóteis que surgem a partir de “uma reabilitação de fachada, que deixa carapaças e faz demolição do interior de quarteirões inteiros”, desviando esse dinheiro para habitação a custos controlados. Por outro lado, acrescentou, é possível dialogar com as plataformas de alojamento e, tal como está a ser testado em Nova Iorque, exigir que só seja possível alocar para o airbnb um apartamento por pessoa. E, do ponto de vista do licenciamento, introduzir aspectos de natureza social nos regulamanentos, para controlar o movimento de transformação de casas que serviriam para famílias em T0 que apenas têm em vista o arrendamento a turistas.
 
O artigo completo aqui:

https://www.publico.pt/2016/11/26/local/noticia/para-travar-a-turistificacao-lisboa-e-porto-tem-de-reconhecer-o-problema-1752685

















Fotos: Fila para a bilheteira do Castelo de S. Jorge em Lisboa (6 Novembro 2016); cenários destes, que apenas aconteciam no verão ou em fins de semana especificos, são agora cada vez mais frequentes e durante todo o ano.

26/10/2016

ECOPORCOS de Lisboa: Largo do Contador Mor


Que sentido faz a instalação de um ecoponto no meio de um largo histórico como este, por onde passa mais de 1 milhão de turistas anualmente, quando esta zona da cidade (colina do Castelo) foi das primeiras a receber a recolha selectiva de resíduos? Porquê andar para trás em matéria de gestão dos resíduos sólidos?!

10/10/2016

SEMPRE IMUNDA: Praça da Figueira

























É mais fácil organizar feiras sistemáticas ao fim de semana nesta praça do que organizar a limpeza eficaz desta praça...

14/07/2016

Urinol histórico na Rua do Chão da Feira (ao Castelo) em risco de colapso


Exmo. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior,
Dr. Miguel Coelho


Voltamos a alertar V. Exa. para esta peça de mobiliário urbano de Lisboa que infelizmente continua sem a atenção que merece, pela sua raridade.

Este exemplar de mobiliário urbano do séc. XIX está neste momento em risco de colapso iminente como demonstram as imagens que anexamos.

Com os seus apoios estruturais ao chão reduzidos a um só elemento, toda a estrutura se está a destacar das paredes e poderá ruir a qualquer momento.

Lembramos que há vários anos que solicitamos à CML para fazer o restauro cuidado desta peça mas até ao momento nada se fez para além de meras pinturas superficiais.

Resta agora esperar que no âmbito das novas competências da Junta de Freguesia haja finalmente vontade para cuidar desta relíquia da capital.

Com os melhores cumprimentos


Fernando Jorge, Paulo Ferrero e Bernardo Ferreira de Carvalho

Cc. Media