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06/03/2017

Coisa linda para se ter em plena Praça do Comércio


09/06/2016

Festa da Cerveja (antiga Festa de Santo António) vai começar: Praça do Comércio














E a DGPC aprovou este placo e toda esta publicidade descarada num Monumento Nacional? A avaliar pelos exemplos do passado, raramente estas estruturas foram aprovadas pela tutela da Cultura. Mas vamos perguntar.

22/09/2015

A LIMPEZA DOS PAVIMENTOS DA BAIXA?

Praça do Comércio
Praça do Comércio
Praça do Comércio
Praça do Comércio
Rua dos Douradores
Rua de S. Nicolau

25/05/2013

PUBLI-Cidade: «Peixe em Lisboa»

Os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme disposto no Artigo 13º da Deliberação n.º  146/AM/95. Mas foi assim no evento Peixe em Lisboa, em imóvel classificado Monumento Nacional. E para o ano muito provavelmente vão repetir. Custava assim tanto fazer umas telas verticais entre os dois vãos? Ou até colocar esta mesma tela acima dos vãos? Mas em Portugal é assim que se faz.

22/04/2013

Ainda sobre árvores



Um Oásis, Rua da Alfandega, 22 de Abril:


Um Deserto, Praça do Comércio, 22 de Abril:



Uma Barbárie, Ribeira das Naus, 22 de Abril:


O que é preciso fazer para a CML mudar de rumo? Que alternativas teremos em Outubro?

28/03/2013

Ainda sobre o Terreiro do Paço



As árvores são importantes em qualquer praça de qualquer cidade e assim acontece em muitas cidades do interior do nosso País. Também na Praça do Comércio, em Lisboa, fazem falta.

Não tenham medo os urbanistas porque a presença de árvores nos passeios laterais não irão retirar a Monumentalidade à praça. Ela é suficientemente grande para que tal não aconteça.

Prova disso é que ainda no século passado, na Praça do Comércio, existiram árvores que certamente tornavam o ambiente bem mais acolhedor e agradável.

Os urbanistas de então não sabiam mais nem menos do que os de hoje.

A plantação de árvores circundando a Praça irá evitar o espetáculo de certo modo grotesco das pequenas árvores em vasos com que os concessionários das esplanadas procuram substituir as verdadeiras árvores fornecedoras de oxigénio, sombra e fresquidão.

Esperemos que este apelo, mais uma vez aqui expresso, possa agora ser escutado por quem de direito.


Pinto Soares

26/03/2013

Uma vergonha chamar a isto "calçada"!


A fazer assim calçada, mal feita (ver o espaço excessivo entre as pedras) é fácil defender o fim deste tipo de pavimento. As imagens mostram uma calçada nova executada na Rua da Alfândega, incluída na empreitada de remodelação da Praça do Comércio. Obviamente que quem executou esta "calçada" pouco ou nada sabe dessa técnica. 

25/02/2013

Imagem de Marca - Lisboa/Portugal

Acabado de assistir ao programa "Imagens de Marca - Travel Brands", produzido e emitido pela SIC Notícias tenho de confessar o amargo de boca que me deixou o programa mas que, na realidade, não é um sentimento novidade para mim. Acontece sempre que passo uns dias por fora e regresso a Lisboa, cheio de saudades, porventura. Quando chego, depressa sou relembrado do que têm sido as últimas décadas de urbanismo e conservação do património, ainda que nunca me esqueça, verdadeiramente.
O amargo de boca não veio, garanto-vos, por algo que estivesse a "trincar" enquanto via o programa. Vejam o programa (aqui) e perceberão o que quero dizer. Mas caso não, deixo aqui algumas considerações com ilustrações.
Quando estamos a preparar-nos para mais umas eleições autárquicas e vamos, garantidamente, ouvir falar sobre o urbanismo e as suas óbvias soluções, o trânsito e as suas óbvias soluções, a preservação do património e as suas óbvias soluções, o tratamentos dos resíduos sólidos e a limpeza e as suas óbvias soluções, assalta-me a pergunta: porque é que os efeitos dessas soluções não são óbviamente sentidas? Não poderá ser uma questão de partidos porque nos últimos trinta anos todos os partidos, da direita à esquerda, tiveram responsabilidades governativas na edilidade da capital.
Ficam, então, alguns exemplos daquilo que têm sido as opções dos responsáveis políticos, técnicos ou somente dos cidadãos que acham, numa grande maioria, totalmente aceitável o estado das coisas - ou nem sequer vêem o que aqui, neste espaço, tanto se denuncia.

 A Praça do Comércio é a mais importante praça de Portugal, pela sua grandeza, qualidade arquitetónica e significado histórico. Depois da mais recente intervenção que sofreu, tão criticada por pessoas com total autoridade na área do património e história da arte, esta iconográfica praça é hoje uma amálgama de história, preservação e de inovação pouco criteriosa e muito, muito autista.

As colunas de iluminação clássicas (e lindíssimas) foram retiradas e substituidas por estas "coisas", no batido e nefasto movimento de misturar elementos modernos em envolventes antigas. Já outros lá fora não fazem isto, aqui andamos cheios de orgulho a mostrar o "design made in portugal". Aqueles"toldos" nas arcadas são do pior gosto possível, num estilo centro comercial assumido.
 
As esplanadas desta praça estão longe de ser elegantes, parecem antes uma tentiva de parecerem elegantes mas sem deixar de agradar ao gosto dos "balcãs" que a generalidade da população portuguesa demonstra ter. O "gelado" é a cereja em cima... do gelado!
Mas se pensam que o "modelito" aqui aplicado foi um devaneio solitário de quem não tem capacidade demonstrada para intervir em locais históricos mas que, com o título de arquiteto pensa que está habilitado para o fazer - como diz a minha avó, a ignorância é muito atrevida - desengane-se:

No Largo do Intendente repete-se o autismo de quem desenhou esta praça sem planos de alguma vez lá pôr os pés. Muita pedra, bancos que não convidam ao uso - mas são design - e candeeiros periscópio. Porventura esta não será uma praça com um nome de um homem que viveu no século XVIII, e com edificado que vai desde a idade média ao século XIX? Procurem saber o que se tem feito das praças românticas por esse país. O panorâma é assustador.
O que podia ter-se feito? Respondam vocês depois de ver algumas imagens que guardei para vós.

Praça de São Marcos, em Veneza. As colunas são clássicas, o pavimento é clássico. Não é de estranhar porquê: a praça é clássica!

Mesas e cadeiras simples mas ordenadas.

Os toldos das arcadas imprimem e sublinham um toque de elegância, embora discretos.


Place Vendome, em Paris
 
A Praça Vendome durante o Natal.
 Continua...

26/04/2012

ABATIDAS na Praça do Comércio pela CML


Imagem de coluna de iluminação do séc. XIX, modelo francês. Fotografia de J. Benoliel (espólio na Torre do Tombo). A lanterna já não é a original sendo uma alteração da década de 20 do séc. XX. Em imagens de arquivo do início do séc. XX ainda se podem ver as lanternas originais que eram idênticas ás ainda existentes na Avenida da Liberdade.

O exemplar retratado, que esteve na Praça do Comércio quase 2 séculos, já não existe. Foram todos abatidos. Porquê? «Porque sim», diz a CML.

Em matéria de mobiliário urbano, Lisboa está a ficar mais pobre de ano para ano fruto da falta de um critério de conservação deste tipo de património.

De cada vez que a CML intervem num espaço público da cidade, estas peças frequentemente desaparecem, desvalorizadas a favor de novo "design".
Em Londres e Nova Iorque as praças históricas preservam, com orgulho e saber, candeeiros de época, alguns deles a gás - em Lisboa isso seria considerado obsoleto, uma vergonha.

28/09/2011

O exemplo de Munique: Gartnerplatz‏

Descubra as diferenças entre esta praça em Munique e uma equivalente em Lisboa, como por exemplo a Praça da Estrela ou o Campo das Cebolas. Enfim, não é por acaso que Munique é considerada uma das cidades do mundo com maior qualidade de vida. E Lisboa? Vivemos ainda obcecados com o estacionamento das nossas viaturas de transporte particular.

27/09/2011

O exemplo de Munique: Praça Wittelsbacher

Descubra as diferenças entre esta praça em Munique e uma equivalente em Lisboa, como por exemplo a Praça da Figueira ou a Praça do Comércio.

16/02/2011

Postais da Praça do Comércio no mês do Centenário da República Portuguesa

No final de Outubro de 2010 - mês do Centenário da República - estava assim a Praça do Comércio e a Ribeira das Naus. Prometeram aos cidadãos que a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré estaria pronta a tempo das celebrações dos 100 anos do 5 de Outubro de 1910. Mas apesar de estarmos já em Fevereiro de 2011 este cenário ccontinua actual como infelizmente sabemos - e tudo indica que em Outubro deste ano não teremos ainda esta zona nobre da nossa cidade devidamente recuperada e qualificada. Má gestão, incompetência, mentiras?

02/08/2010

A Praia do Comércio...


Lisboa já tem praia própria!
Central, com bons acessos, transportes públicos, tipicamente portuguesa na saída de esgoto próxima.

Bem haja o Metropolitano de Lisboa que nos propicia estes prazeres de Verão...

08/05/2010

08/04/2010

Entrevista ao Arquitecto Manuel Salgado

Não foram suficientes as restrições ao trânsito na Baixa: é preciso reduzir ainda mais o volume de tráfego. Manuel Salgado, vice-presidente e vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, quer ver surgir depressa um pólo de Serralves na Praça do Município e sublinha a urgência de ocupar as arcadas do Terreiro do Paço com estabelecimentos comerciais e esplanadas, agora que o novo pavimento está quase pronto. Salgado afirma que em meados do ano que vem vai ser possível chegar de elevador ao Castelo de São Jorge.

O orçamento da câmara para 2010 (que foi chumbado) prevê venda de património municipal, como palácios. Para quê?
Para reinvestir.

Em quê?
Por exemplo, para reabilitação do Bairro Padre Cruz e da Mouraria, que têm candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional mas só para metade do investimento. Ou seja, vendem-se palácios para recuperar bairros degradados. E não só. Espaço público, equipamentos, escolas.

É legal o município passar a exigir aos promotores imobiliários que uma percentagem dos fogos que coloquem no mercado seja a custos controlados?
A Lei dos Solos prevê-o expressamente. E já a temos contemplada no projecto do novo Plano Director Municipal, que está pronto. Se a situação actual se mantiver, o mercado imobiliário desaparece em Lisboa. As pessoas não têm capacidade de pagar as rendas nem os valores de venda. E é garantido que, a prazo, as taxas de juro dos empréstimos vão subir. Estamos a tentar encontrar o ponto de equilíbrio que permita, sem pôr em crise o sector, criar uma oferta de habitação acessível a um leque mais vasto de pessoas. Lisboa vive uma situação absolutamente dramática em termos de falta de população. E também distorcida: temos um pouco menos de meio milhão de habitantes e 26 mil fogos municipais. Mais de metade destas 500 mil pessoas não pertencem à população activa. Só para se ter uma noção da gravidade da situação, Barcelona tem 1,7 milhões de habitantes e nove mil fogos municipais de habitação social.

É uma cidade de velhos...
...de velhos e de pobres, à qual afluem diariamente mais pessoas do que aquelas que cá vivem. As receitas municipais têm vindo a diminuir nos últimos dez anos por via da saída de empresas e de gente. É indispensável um consenso entre todas as forças políticas para pormos em prática medidas que invertam esta tendência.

E que percentagem dos fogos será a custos controlados?
Falou-se em 25 por cento e pode ser um ónus temporário, no caso dos arrendamentos. A partir de determinada altura o imóvel poderia ser posto no mercado livre.

Quando entrará a medida em vigor?
Espero que o novo PDM seja aprovado no início do ano que vem.

E seria só para urbanizações novas?
Não, funcionaria também para a reabilitação urbana.

Como está a revitalização da Baixa?
Apostámos forte na Baixa. Prevê-se que no final deste mês vá à reunião de câmara o respectivo plano de salvaguarda. Uma vez aprovado, os licenciamentos de obras já não têm de passar pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).

Isso é bom?
É, porque o Igespar fez parte da equipa que elaborou o plano e definiu as regras de transformação do edificado, o que nos vai permitir licenciar obras mais depressa. Depois de o plano aprovado, só os edifícios que são monumentos nacionais é que têm de ter parecer do Igespar, que é o caso do Terreiro do Paço e do Teatro D. Maria. Também foi definido qual o comércio de tradição que tem de ser mantido.

Muita da arquitectura de interiores das lojas da Baixa foi destruída. O plano ainda vem a tempo de salvar o que quer que seja?
Vem. Mais do que planos que funcionem como instrumentos de polícia, necessitamos de outra cultura de abordar a cidade. Por exemplo, a loja Casa Portuguesa afirma-se pela valorização dos móveis antigos, das estantes antigas, de um determinado carácter que distingue a loja, para além dos produtos que vende. A Confeitaria Nacional está impecável. Isto parte muito da cultura dos próprios comerciantes. Mas se essa cultura não existe... Também é difícil impô-la.

No passado, falou na possibilidade de o plano de salvaguarda da Baixa permitir demolições. Referia-me aos pisos a mais. Ou a edifícios inteiros sem valor?
Sim. Já não me lembro se o plano contempla situações dessas, mas, teoricamente, deve contemplar. Até porque há edifícios que nunca foram construídos de acordo com o plano pombalino. Ficaram mais baixos. Que me recorde, neste momento, não há nenhuma demolição prevista.

Houve uma redução de trânsito na Baixa por causa do novo plano de tráfego? Exactamente. E agora vai ter de ser aperfeiçoado para reduzir mais o ruído. Vamos alargar os passeios das ruas do Ouro e da Prata. Ainda temos de reduzir 25 por cento do actual volume de tráfego.

Quando é que vamos poder chegar ao castelo de elevador?
Uma vez que a obra está em curso, em meados do ano que vem.

E tomar um copo nos Terraços do Carmo, com a Baixa aos pés?
Espero que, o mais tardar, em 2012. Outro projecto que espero que avance em breve é a criação de um pólo do Museu de Serralves na Praça do Município. O BPI é sponsor de Serralves e tem uma antiga dependência neste local.

Há mais novidades na Baixa? A Loja do Cidadão dos Restauradores vai ser transferida para um prédio no cruzamento da Rua dos Fanqueiros com a Rua do Comércio. Por outro lado, queremos criar um espaço para expor o que de melhor se faz nas novas tecnologias em Portugal. Estamos à procura de um edifício na Baixa para instalar uma "megastore da inovação", que será uma parceria da câmara com outras instituições.

O novo pavimento do Terreiro do Paço está quase pronto. O que fica a faltar na praça? A limpeza das fachadas, o restauro do Arco da Rua Augusta e a utilização dos pisos térreos.

E os estabelecimentos comerciais previstos para as arcadas do Terreiro do Paço? Houve um primeiro estudo que deixava muito a desejar. Neste momento está a ser feita outra abordagem. Mas o que a câmara entende é que é urgente que seja definido o perfil dos estabelecimentos que ali vão ser instalados. Estando o espaço público concluído, é urgente que aqueles grandes passeios sejam usados com esplanadas, com sítios para as pessoas estarem. A praça vai ficar lindíssima. E é possível instalar algumas esplanadas sem que isso implique obras. Podem ali ser colocados uns belos quiosques, como o que está no Camões.

Que mais? A Sociedade Frente Tejo terá de apresentar à câmara um projecto de urbanismo comercial, para aprovarmos. Sei que estão a tentar apostar mais na restauração e em determinado tipo de lojas-âncora. Mas o maior problema era o modelo de gestão a adoptar. É sobre isso que estão a ser exploradas hipóteses. Haverá áreas destinadas a usos culturais, restauração, livrarias, lojas de produtos nacionais... (in Público, 8-4-2010, entrevista de Ana Henriques)

Foto: Rua da Conceição

25/12/2009

«Por uma cidade que se respeite»

Uma cidade que se respeite não permite que um proprietário tenha o seu prédio degradado, a cair, abandonado, com falta de pintura, destelhado, entaipado, em risco de incêndio ou derrocada. Não permite. Ponto.

Uma câmara municipal digna desse nome multa, castiga, reprime o desleixo e negligência de quem for dono de um prédio nessas condições. Se não tiver instrumentos legais robustos para o fazer, exige-os ao Governo da República. Se não o conseguir, tem que se fazer porta-voz da indignação dos munícipes.

O Governo do país tem a obrigação de impedir que os centros das nossas cidades estejam sujos, ocos e cariados. Tem o dever de tornar muitíssimo dispendioso este mau hábito de quem não cuida da sua propriedade urbana. Tem o interesse - num país antigo, peculiar e turístico como o nosso - de garantir que os nossos centros históricos estejam impecáveis.

Não existe o direito de ter um prédio a cair. Tal como não existe o direito de guiar um carro sem travões ou poluente. Não interessa se o compraram ou herdaram. O carro tem de passar na inspecção periódica. O mesmo deveria valer para o prédio: tem de estar em boas condições, ou o proprietário terá de pagar pelo dano e risco que provoca a outrem.

Um prédio decadente faz reverberar o desleixo. Baixa o valor da sua rua ou do seu bairro, incluindo o daqueles prédios cujos proprietários, mais conscienciosos, trataram de cuidar e manter em boas condições. Um prédio a cair representa um risco de segurança para quem ali passa, para o solitário inquilino que às vezes lá resta, para os vizinhos.

A propriedade de um prédio não é coisa que venha sem obrigações. Esse é um equívoco que engendra outros equívocos de todas as partes envolvidas, sem excepção: a ideia de que os exemplos de prédios integralmente ocupados com rendas baixas (cada vez menos) podem servir de desculpa para situações de incúria em prédios praticamente vazios; a ideia de que o Estado pode ser o primeiro proprietário negligente; a ideia de que às autoridades públicas cabe, sempre, pagar toda a factura do rearranjo dos prédios. O Rossio de Lisboa foi recuperado com dinheiros públicos há uma década. Hoje tem prédios com telhados cobertos de folha de alumínio. Lamento, mas isto não é cidade que se respeite.

O presente de Natal para toda a gente que gosta da cidade, da cultura e de música aí está: ardeu o prédio onde ficava o Hot Clube de Lisboa, um dos mais antigos clubes de jazz da Europa. Perguntava um leitor do PÚBLICO ao saber da notícia: será que vale a pena fazer TGV e novos aeroportos para mostrar uma cidade vazia? Sob o impacto do momento, o exagero é desculpável, porque toca na ferida. As pessoas não vão apanhar o TGV para Madrid para ficar a olhar para a estação ferroviária. Vão para ver o Museu do Prado.

Aquilo que Portugal e Lisboa esquecem - com o novo-riquismo desculpável de quem se encontra em algumas rotas da moda - é isto: ninguém volta ao hotel de charme para olhar de novo para o mesmo prédio esburacado em frente.

Andámos anos a discutir um ridículo projecto para o Parque Mayer e deixámos o Hot Clube ao abandono. O salão do Conservatório está em ruína. O Pavilhão Carlos Lopes também. Não temos um lugar no centro da cidade para receber exposições internacionais que atraiam centenas de milhares de visitantes. Achamos natural que o candidato evidente para essa função - a Praça do Comércio - sirva para a burocracia do Estado. Ou então, que se faça lá um hotel de charme. Temos, não o nego, muito charme no abandono.

Rui Tavares

in «Público, 23-12-2009

FOTO: Calçada de São Vicente 48

01/10/2009

Voluntariado de Apoio aos Sem-Abrigo: 2 de Outubro

VOLUNTARIADO DE APOIO AOS SEM-ABRIGO

INFONATURE.ORG - NÚCLEO DE SOLIDARIEDADE
Projectos de apoio aos sem-abrigo e pessoas carenciadas

DIA 2 DE OUTUBRO

Ponto de encontro: 20.30h no Jardim Constantino (Metro Saldanha ou Arroios)

Contactos: Marta Leandro 96 424 68 98 (é necessário confirmar presença)

O que pode levar: alimentos como frutas / bolachas / sandes / chá / etc (p.f. não cozinhe carnes de propósito para levar, somos uma organização que promove o vegetarianismo. Saiba porque em http://www.avp.org.pt/ ), roupas, calçado, livros, cobertores, entre outros objectos que achar útil para distribuir pelos sem-abrigo.

Saiba mais do que pode levar, do que se vai fazer e do projecto em si através do link http://infonature.org/site-pt/node/19

Foto: Sem-abrigo nas arcadas da Praça do Comércio (2006)

25/09/2009

Praça do Comércio: o que se prometeu em Novembro de 2007


A propósito da trapalhada do projecto da Frente Tejo & Governo para a Praça do Comércio, vale a pena reler este artigo que saiu no Público/P2 no dia 6 de Novembro de 2007 e ver o que foi prometido e discutido já naquela altura:

Fechado ao trânsito e com animação, o Terreiro do Paço "é das pessoas" ao domingo, diz a Câmara de Lisboa. As actividades são todas temporárias - este domingo vai haver um megamagusto de São Martinho com "o maior assador de castanhas do mundo" -, e a ideia é lançar o debate sobre o futuro da praça. Com carros, sem carros, com árvores, sem árvores, com barraquinhas, sem barraquinhas? O P2 ouviu arquitectos e a vereadora da Cultura

A florista acha que vendia mais no Cais do Sodré. Os vendedores de artesanato urbano estão dispostos a esperar para ver. Os curiosos passeiam-se por ali, espreitam os espectáculos. Há quem se queixe da falta de cafés. Há quem comente "isto com árvores é que era fixe".

A discussão sobre o que fazer no Terreiro do Paço está instalada - pelo menos entre os que por ali passam aos domingos desde que a Câmara Municipal de Lisboa decidiu que nesses dias a praça é fechada ao trânsito e "devolvida às pessoas".

Para já, e durante um ano, há animação - grupos a tocar, jogos tradicionais, feira do livro, uma carruagem com cavalo para dar a volta à praça, espectáculos e exposições no claustro do Ministério das Finanças, filmes (no redescoberto Páteo da Galé, por baixo das arcadas) para ver como era dantes aquela que muitos consideram a mais bela praça de Portugal e até da Europa.

A esplanada - a única que existe - com café e um euro e vinte está cheia. Não há carros a passar, mas há várias carrinhas de apoio estacionadas no meio da praça, que durante anos foi um parque de estacionamento, depois um estaleiro de obras e que, mesmo depois de se ter libertado de tudo isso, parece ter continuado esquecida pelos lisboetas. Discuta-se, então, o futuro.

As árvores, por exemplo. Pode-se começar por aí. Walter Rossa, investigador da história da arquitectura, urbanismo e património e autor de, entre outros livros sobre o tema, Além da Baixa, Indícios de Planeamento Urbano na Lisboa Setecentista (edição do Ippar) sublinha que ainda não passou pelo Terreiro do Paço aos domingos desde que a iniciativa começou, mas não tem dúvidas quanto a essa questão: "Não passaria pela cabeça de ninguém plantar um bosque em torno das Pirâmides. Se as pessoas querem andar à sombra podem andar por baixo das arcadas [em redor da praça].

"Já houve, no passado, árvores em redor da praça e, explica a vereadora da Câmara Municipal para a Educação, Juventude e Cultura, Rosália Vargas, a intenção da Câmara é fazer essa experiência novamente - por isso, em Março, no início da Primavera, serão colocadas árvores, mas em vasos, apenas para estudar o efeito. Porque a praça é, neste momento, "um grande campo experimental de ideias".

Trânsito "opressivo"
Duas coisas parecem unânimes entre os arquitectos ouvidos pelo P2. A primeira é que o grande problema do Terreiro do Paço é o trânsito (o acidente com duas vítimas mortais e um ferido grave, há uns dias, veio mostrar que este é um problema com consequências muito mais graves do que a de afastar as pessoas do local). É a "cintura de trânsito, muito intenso, opressivo" que torna a praça muito pouco convidativa para passear ou estar numa esplanada, diz Pedro Reis, responsável pela recente reabilitação do Museu de Elvas e morador na Baixa, a curta distância do Terreiro do Paço. O actual problema dos domingos - em que o coro de buzinas dos carros que ficam presos em engarrafamentos rivaliza com a música que se toca na praça - tem a ver, segundo Pedro Reis, com problemas de organização. "Quando há cortes de trânsito é preciso informar as pessoas a tempo de elas poderem alterar o percurso.

"Pode haver algum trânsito local, mas pensar naquela zona como uma via rápida é a morte", defende o também arquitecto Pedro Ressano Garcia, que há muito tempo tem vindo a pensar a zona ribeirinha de Lisboa. Reduzir substancialmente o trânsito é, aliás, para Ressano Garcia, a única intervenção de fundo que necessita o Terreiro do Paço, o único ponto da zona ribeirinha que não sofreu nos séculos anteriores as alterações profundas que acabaram por afastar Lisboa do rio. "Tínhamos uma cidade toda aberta para o rio. O Terreiro do Paço foi o único que sobrou e é por isso que adquiriu um estatuto icónico."

Também Walter Rossa lamenta "a manutenção da Rua do Ouro e da Prata como vias rápidas, em que nem um táxi pode parar", o que, diz, lhes impede de "terem uma vivência que podia contribuir para a dinamização da Baixa"."

Atentos às buzinadelas"
Ao cortar o trânsito aos domingos, a câmara está, de certa forma, a testar possibilidades. "Estamos muito atentos às buzinadelas que ouvimos", garante a vereadora, "e que querem dizer que o trânsito não está a fluir como gostaríamos". Mas todas as semanas são feitas reuniões de avaliação e a questão do trânsito tem estado no centro das discussões.

Outro ponto consensual é que nada deve acontecer de forma permanente na placa central da praça, um espaço que Walter Rossa descreve como "essencialmente de contemplação e de afirmação do poder". "Não há em todo o mundo nenhuma praça com aquela natureza, de ostentação do poder, aberta para o rio", explica. O crítico de arquitectura Diogo Lopes, que está temporariamente ausente de Portugal e por isso ainda não viu o Terreiro do Paço aos domingos sem trânsito, defende também que "aquele espaço passa pela vivência daquele vazio" e que "criar pequenos acontecimentos vai contra a sua natureza".

Diogo Lopes confessa mesmo que lhe agrada "saber que ainda ali estão ministérios", porque acha importante que se salvaguarde "a continuidade funcional e temporal daquela estrutura para que ela continue hoje a fazer sentido". Mas se esse lado de representação do poder é importante, ele deve ser "compatibilizado ou interceptado com outros tipos de usos".

Deixar o centro livre foi o que propuseram José Adrião e Pedro Pacheco quando, em 1992, venceram um concurso para a reabilitação do Terreiro do Paço (projecto ainda por concretizar e substituído por outro provisório, dos mesmos arquitectos, e que é o que ainda hoje se mantém): "O Terreiro do Paço é um espaço de silêncio e contemplação para a leitura do rio, que é o quarto alçado daquela praça. O espaço central deve ser sempre de silêncio", diz Adrião. A ideia dos dois arquitectos era que no terreiro fossem instaladas caixas elevatórias que podiam subir e descer, com ligações para cabos eléctricos, para eventos lúdicos pontuais.

Contra o "horror ao vazio"
Diogo Lopes - sublinhando sempre que não viu ainda a animação dos domingos - é de opinião de que deve haver "momentos pontuais de apropriação", mas não se deve "instaurar um programa permanente de animação". Há em Portugal um certo "horror ao vazio", mas "há tantos sítios em que não se passa nada, e aquele é um sítio para não se passar nada na maior parte do tempo".

Concordando que "na placa central não deve acontecer nada", Pedro Reis compreende, no entanto, que "numa fase de arranque" seja necessário criar alguma animação na praça (embora pense que é importante a Câmara dar mais indicações sobre os planos que tem para o futuro do Terreiro do Paço). "Ter uma praça disponível na cidade é uma coisa nova. E as pessoas não estão habituadas a usar aquele espaço, que durante muito tempo foi um parque de estacionamento e depois esteve em obras", diz Pedro Reis. O que lhe parece mais interessante, contudo, é explorar o "potencial enorme" que existe em redor da praça, debaixo das arcadas, nos pátios dos ministérios, durante décadas escondidos dos lisboetas e agora (pelo menos alguns) reabertos.

Alguns desses locais, como o Pátio da Galé, são o que a vereadora Rosália Vargas chama as "âncoras" do projecto de animação. Mas nada do que se passa no Terreiro do Paço - e que está previsto até Setembro de 2008, com reforço de programação em domingos que coincidam com datas mais significativas, como o São Martinho - é definitivo, sublinha.

O que quer a câmara? E o que é que a câmara gostaria de ver naquele espaço? "Restauração de qualidade, bons cafés, bares, um hotel, um museu, lojas de qualidade." Quanto à placa central, "deve ser preenchida de quando em quando, ninguém aguentaria uma programação permanente de grande dimensão para aquele espaço".

Durante os próximos meses, a câmara está aberta a propostas de grupos, organizações, artistas, todos os que tenham ideias para animar a praça aos domingos (foram, por exemplo, enviadas cartas a todas as escolas de música da cidade convidando-as a apresentarem-se ali). Todos concordam que o Terreiro do Paço não pode transformar-se naquilo que Walter Rossa descreve como "uma espécie de Luna Park da cidade". Mas que deve ser pensado, planeado e objecto de um plano integrado de toda a Baixa. "Não vejo mal nenhum em que se façam experiências e se corram riscos", conclui José Adrião - que no seu projecto de 1992 com Pedro Pacheco já previa galerias e cafés nos pisos térreos e a transformação dos claustros em espaços públicos - "mas essas experiências devem ser utilizadas com um fim muito explícito", diz Adrião. "Há 15 anos que se anda a falar disto. Porque é que demora tanto tempo é um mistério."

Foto: aspectos da bem intencionada, mas infeliz, iniciativa municipal «Aos Domingos o Terreiro do Paço é das Pessoas»

17/06/2009

Presidente do ACP desvenda o seu sonho para a Av. Ribeira das Naus

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, desvendou ontem o seu sonho para a Avenida da Ribeira das Naus, Avenida Vinte e Quatro de Julho e Avenida Infante D. Henrique (ver visualização em cima): um total de 20 faixas de rodagem, sobre um mega-estacionamento subterrâneo com capacidade para 55 mil lugares.