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26/11/2014

Assembleia Municipal de Lisboa pede à câmara que regule os tuk-tuk


In O Observador (25.11.2014)
Por João Pedro Pincha


«O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, bem no centro de Lisboa, afirma que a frequência com que a autarquia tem recebido queixas é excessiva e, por isso, quer medidas concretas.

A Assembleia Municipal de Lisboa votou favoravelmente esta terça-feira uma recomendação em que pede à câmara que regule “com urgência” a atividade dos tuk-tuk, os veículos turísticos que nos últimos meses começaram a proliferar pela cidade e que têm sido o alvo de muitas queixas dos taxistas e moradores das zonas históricas da capital.

“A atividade diária e constante dos Tuk-Tuk provoca muito ruído e poluição pelos sítios onde passam e tem vindo a causar um crescendo mal-estar nos residentes dos bairros históricos, pondo em causa o seu direito à privacidade e à tranquilidade”, lê-se no texto elaborado pelo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), que tem a seu cargo precisamente as áreas da cidade onde a passagem deste tipo de veículos é mais frequente.

Na apresentação da proposta, esta terça-feira à tarde na reunião do órgão deliberativo da autarquia, Miguel Coelho referiu que “com demasiada frequência os cidadãos se têm dirigido à freguesia” com queixas relativas aos tuk-tuk, especialmente nos bairros de Alfama e Mouraria. Estes veículos, disse, “maçam muito as pessoas que [ali] moram”.

E, por isso, o grupo socialista na assembleia pediu à câmara que “elabore com urgência um regulamento, no âmbito das suas competências, que discipline a atividade dos tuk-tuk, em particular os circuitos, as paragens e uso da via pública, assim como o horário para o exercício desta atividade”. Mais, o PS quer que as juntas de freguesia sejam tidas em conta na criação dessas normas. “Ainda não fui auscultado enquanto presidente da junta”, comentou Miguel Coelho, para quem os tuk-tuk são “uma atividade interessante para o turismo”, apesar de tudo.

Desde que apareceram, os tuk-tuk têm sido alvo de muita contestação, sobretudo da parte dos taxistas, que acusam os novos veículos de concorrência desleal, uma vez que algumas empresas que operam tuk-tuk dão aos turistas a possibilidade de fazerem percursos livres e não previamente estabelecidos, como acontece com outros serviços turísticos.

No passado dia 10 de novembro realizou-se uma reunião entre deputados municipais de Lisboa e representantes do setor táxi, onde terá sido garantido que a regulamentação dos tuk-tuk já está a ser preparada. “Penso que resolverão o problema, nem outra coisa seria de esperar”, comenta Florêncio de Almeida, presidente da ANTRAL, ao Observador.

A recomendação levada esta terça a assembleia municipal teve os votos favoráveis de todos os grupos parlamentares, à exceção do PSD e do Partido Ecologista “Os Verdes”, que se abstiveram.»

...

Ainda no Domingo assisti a uma corrida entre 5 tuk-tuk amarelos pela Rua da Prata...

24/05/2012

Avenida da Liberdade - alargament​o dos passeios e alterações de circulação

Chegado por e-mail:

«Exmos. Senhores,

Verifico com preocupação que estão em vias de fazer alterações na Avenida da Liberdade no sentido de reduzir os índices de poluição na zona.

Desta vez a proposta é alargamento dos passeios e alterações de circulação.

De facto, trabalhei muito perto da Avenida da Liberdade durante muitos anos e passo lá muito frequentemente e acho que a dimensão dos passeios é mais que razoável.

Acresce que todas as alterações de passeios na baixa de Lisboa, têm resultado em substituição da calçada portuguesa por feias placas de mármore rapidamente encardido (veja-se Terreiro do Paço e Rossio). Se há característica bonita da nossa cidade é a calçada portuguesa!!!

O pouco que viajei na Europa deu para verificar que a bicicleta é um meio muito utilizado. Aqui, desde que dessem condições de circulação seguras, não duvido que também seria, tanto mais que os passes estão caríssimos.

Muitas vezes, enquanto esperava pelo autocarro na Avenida, à noite, via passar ciclistas no passeio, porque a circulação na Avenida não era segura.

Proponho portanto que, sem nenhuma alteração nos passeios actuais:

-Se criem ciclovias na Av. da Liberdade, devidamente delimitadas de forma a não ser possível a sua utilização por nenhum carro.

-Se mantenham os sentidos do trânsito na Avenida.

-Se criem condições mais seguras para a circulação de cegos nessa zona (muito perto da Avenida existe uma associação de cegos).

-Se criem zonas seguras de estacionamento das bicicletas, com as barras próprias para as poder segurar.

Com os melhores cumprimentos

Elsa Maria de Almeida Figueiredo»

21/01/2011

A partir do Verão, os carros mais poluentes não entram na Baixa

In Público (21/1/2011)
Por Ana Henriques

«Medida inédita para Lisboa já vigora em diversas cidades da Europa. Emergências e residentes são excepções

Tapar buracos é um segredo bem guardado

Os veículos mais poluentes vão ser proibidos de entrar na Baixa a partir do Verão, anunciou ontem Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa e especialista em transportes. As únicas excepções à regra são os carros dos residentes e os veículos de emergência.

O objectivo é que a zona mais castigada pela poluição, a Avenida da Liberdade, passe a cumprir as normas europeias de poluição atmosférica. Assim, as viaturas que não tenham motores pelo menos da categoria Euro I no que respeita à emissão de partículas só poderão circular na Baixa ao fim-de-semana. Estes carros não têm catalisador, peça que faz o tratamento das emissões poluentes. O seu fabrico data de há cerca de duas décadas. "Nem sequer sabia que ainda havia carros destes a circularem", reage o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, que apoia a medida. "Serão sobretudo táxis e carrinhas de distribuição muito velhinhas a serem afectadas".

Segundo o vereador Nunes da Silva, metade da poluição que existe no eixo Avenida da Liberdade-Baixa é produzida por este tipo de veículos. Daí a necessidade de criação de uma zona de baixa emissão de poluentes, à semelhança do que já existe noutras cidades europeias. "Eu e o presidente da câmara tropeçámos numa notícia que dizia que todas as cidades alemãs iam introduzir este conceito", contou Nunes da Silva.


Autocarro velho não entra

O controlo das entradas na Baixa deverá ser feito através de operações stop, embora mais tarde possa ser criado um sistema de "selos verdes" para os carros. Se a inspecção de veículos funcionasse em condições, o problema das emissões de partículas poluentes em excesso nem sequer se punha, referiu ainda o vereador. A Carris também não vai poder continuar a ter as viaturas mais antigas na Baixa, admitiu, acrescentando que a frota da empresa tem muitas viaturas cumpridoras das novas exigências. [..]»

...

Uma boa notícia, algo lírica, é certo, porque não estou a ver como vai ser feito o controlo, mas uma boa notícia. Convinha que a Carris deixasse de fazer o que faz na Baixa, também. Vamos ver se há coragem é para fechar as laterais da Avenida da Liberdade, "pedonalizar" mais ruas no miolo da Baixa e apertar o "garrote" à circulação automóvel de atravessamento da Baixa.

27/09/2009

Camiões com filtros reduzem poluição do ar

Já foram divulgados os resultados dos testes com filtros de partículas, mencionados neste blogue. E tenho a dizer que foram mesmo muito bons.

"Lisboa e Porto estão mais perto de iniciar a redução da emissão de partículas poluentes dos veículos pesados. Os testes aos filtros de partículas que decorreram nos últimos meses demonstraram a sua eficácia.

É impossível quantificar aquilo que vai ser reduzido em termos de partículas poluentes do ar, dizem os especialistas. Porém, a notícia de que, com filtros especiais, a sua emissão é reduzida quase a cem por cento, sem grande impacto na potência dos motores e nos custos de combustível, deixou os representantes das transportadoras satisfeitos.

Na apresentação dos resultados dos testes aos filtros de partículas em veículos pesados que circulam nas regiões de Lisboa e do Porto, que decorreu ontem nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Pedro Gomes, da Universidade Nova destacou a "diminuição significativa" dos valores da opacidade após as medições com os filtros instalados nos veículos".

Através da medição da opacidade (nível de poeiras poluentes) ficou claro, segundo o especialista, que houve reduções de 90%, 95% e até 100% das emissões.

Valores importantes tendo em conta que as partículas inaláveis são poderosos poluentes atmosféricos com efeitos provados na saúde humana (asma, bronquites, cancro, etc).

No showcase apresentaram-se três fabricantes - Pirelli, Camprovis (portuguesa) e Dinex. Estes fabricantes demonstraram o tipo de filtros indicados para cada tipo de veículo pesado.

Apesar de terem sido registadas perdas de potência em algumas viaturas (por exemplo, em operações de grua numa das viaturas de limpeza urbana da CML), esse facto não se confirmou em todas.

Também se registaram situações de aumento do consumo de combustível. Porém, disse Pedro Gomes, "outros factores parecem ter sido decisivos para esse desfecho: diferentes condutores, diferentes percursos, diferentes níveis de carga ou serviço", o que tornou difícil fazer comparações.

Os custos de instalação envolvidos na aquisição dos filtros para todos os casos testados é de cerca de 5 mil euros por filtro, podendo haver mais custos envolvidos no caso de ser necessário um aditivo (casos dos filtros Pirelli e Camprovis).

Segundo foi defendido ontem, o Estado deverá constituir-se parceiro não só estabelecendo regras de funcionamento do sistema de filtros, como apoiando a sua instalação nos veículos pesados.

Uma das propostas foi a criação de benefícios fiscais. Outra, a introdução das zonas de emissões reduzidas (ZER) e de regimes de portagens em função do desempenho ambiental das viaturas.

Os filtros serão obrigatórios por directiva europeia, no âmbito de um plano que inclui medidas destinadas a reduzir as emissões de partículas em suspensão"


Fonte: Jornal de Notícias

07/05/2009

Uso de filtros de partículas em veículos pesados pode contribuir para melhorar

«Lisboa, 06 Mai (Lusa) - Melhorar a qualidade do ar nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto através do uso de filtros de partículas nos veículos pesados é o objectivo do protocolo assinado hoje na capital.

Esta é uma das medidas do protocolo assinado entre a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), bem como da zona Norte (CCDRN), e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres com a Pirelli - Eco Technology.

O protocolo visa a aplicação experimental de um filtro que a Pirelli produziu, considerado como "altamente eficiente" pelo presidente da CCDR-LVT, em declarações à Lusa.

De acordo com António Fonseca Ferreira, a actual movimentação de veículos nas grandes cidades, como Lisboa e Porto, poderá trazer "repercussões negativas para a saúde" dos seus habitantes, sendo assim "urgente a necessidade de sensibilizar os agentes poluidores para esta questão".

A necessidade de "restringir a entrada de automóveis nas cidades" é um dos objectivos que a CCDR tem vindo a defender e a aprovação deste protocolo torna-se "fundamental" para tentar melhorar a qualidade do ar em zonas onde os níveis de poluição "são superiores ao valor-limite".

Uma das medidas que constam no protocolo, homologado pelos secretários de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e dos Transportes, Ana Paula Vitorino, para tentar "contribuir para uma melhor qualidade do ar" é a oferta de alguns filtros a vários operadores de transportes de veículos pesados pela empresa Pirelli.

Humberto Rosa disse à Lusa que a fase de experimentação pretende mostrar aos responsáveis se os filtros têm "potencial" para a "diminuição de partículas poluidoras" nas grandes cidades e informá-los acerca de financiamentos do produto.

Na cerimónia houve uma demonstração pública do uso destes filtros num veículo para haver uma "melhor percepção da importância e da contribuição" desta medida na sociedade.

Fonte: Agência LUSA»