Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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29/11/2013

LISBOA, Capital Europeia da Demolição: Rua Capitão Renato Baptista 73

 ANTES
DEPOIS
Esta foi mais uma triste vítima de uma doença urbanística ainda sem cura em Lisboa. Em vez de se reabilitar (e até ampliar com sensibilidade) o edifício dos finais do séc. XIX, com revestimento de Azulejo de época (reparar na barra de Azulejo Arte Nova na platibanda), o promotor, com a aprovação da CML, demoliu-o na íntegra para dar lugar a uma Construção Nova - o pastiche de péssima qualidade (também há bons e maus pastiches) com valor patrimonial nulo que se vê na imagem. Absolutamente nada foi aproveitado/reciclado do edifício original: nem uma guarda de varanda em ferro forjado, nem um azulejo, nem uma peça de cantaria. Foi tudo parar a um vazadouro com todo o desprezo que se dá ao lixo. O novo prédio exibe varandas e molduras de vãos em betão! E os novos interiores são fáceis de adivinhar na sua banal mediocridade assustadora. E, claro, lá está a gigante e desqualificada porta de garagem, importantíssima mais valia dos "apartamentos" novos como nos tentam vender. Muito provavelmente também o logradouro/quintal nas traseiras foi suprimido e impermeabilizado para lá nascer o sacro-santo alojamento dos carros. E a tudo isto chamou o promotor «Condomínio Paço da Rainha» (!). Porque ainda se permitem estes equivocos em Lisboa?

8 comentários:

Anónimo disse...

não conheço a zona, mas acho que está melhor do que estava. também não gosto da porta da garagem, mas se não houver possibilidade de estacionar perto em parque de estacionamento (certamente pago) uma garagem é uma necessidade. apenas aqueles que não têm família fora de Lisboa, ou que não trabalham fora de Lisboa, ou que não têm filhos para levar aos treinos de futebol (ou outro desporto) na outra ponta da cidade, podem achar que não precisam de automóvel na cidade.

bom senso 1 - utópicos da cidadanialx 0

JJ disse...

Antes de dizerem mal deste prédio, tinham de fazer um post por cada caixote de marquise que existe na capital.

Anónimo disse...

meu caro blogger este nem é um mau exemplo, acho muito pior o que se passa na av. da Répulica, e que vimos nestas páginas á pouco tempo

Anónimo disse...

isso não são necessidades, são escolhas: ir morar para a freguesia da Pena mesmo no centro de Lisboa, meter os meninos no futebol na outra ponta da cidade, ir de popó visitar a família, ir de popó para o trabalho..

necessidades são: transportes públicos pontuais, faixas bus desimpedidas, preservar a Baixa (sem portões de garagem), ...

Frederico disse...

É precisamente pelo bom senso de pessoas como o anónimo das 11:17 que esse país está como está, a cauda da Europa em todas as vertentes; e ainda se orgulham...

A mim é que já não me apanham!

O último a sair que feche a porta, sffv.


Cidadania lx:

Uma boa continuação na divulgação de casos como este.

Na medida do possível, obviamente.


Frederico de Carvalho

República Checa
Praha

Anónimo disse...

Sr. Frederico só uma questão, vai afirmar que na República Checa tem mais cuidado com este tipo de questões ou que os países que não estão na cauda da Europa tem mais cuidado?

Anónimo disse...

a república checa está to na cauda da europa como portugal (talvez agora um pouco melhor), mas nas zonas turísticas de praga e assim eles não brincam em serviço, porque sabem que os turistas rapidamente escolhem outras paragens..

João disse...

Até eu percebi o contexto do comentário do sr de Praga, não só eu como também a UNESCU