20/02/2009

LISBOA É...

...um sinal vertical cravado no meio do passeio a dificultar a mobilidade aos seus munícipes. Este problema, muito comum em Lisboa como sabemos, é uma consequência das sapatas de betão dos sinais verticais não serem adequadas aos passeios estreitos dos bairros de génese mais antiga. Transferiram-se directamente os modelos pensados para as novas zona urbanas para a cidade histórica. E o resultado é o que se vê no exemplo desta fotografia, na Rua Herois de Quionga, 67 (Penha de França).

Esta munícipe vinha a descer a rua, pelo passeio, mas teve de, com muita dificuldade, contornar o sinal que se encontra cravado a meio do passeio (com a agravante de estar inclinado). Todo o bairro da Penha de França apresenta uma população muito envelhecida que sofre diariamente de problemas de mobilidade num espaço público excessivamente pensado na perspectiva da mobilidade rodoviária.

Será que a CML já está a estudar uma nova solução para instalar sinais verticais nos passeios sem recurso à convencional sapata de betão? Quantos mais anos e munícipes terão de passar por este martírio para que as coisas mudem? É urgente pensar num modo de intalar sinalização vertical menos intrusiva para os peões e para a cidade. Já existem soluções, noutras cidades da UE, que podem ser copiadas para a nossa realidade.

11 comentários:

Anónimo disse...

Não sei se, em caso de passeios estreitos, não me chocaria menos que a sinaléctica fosse cravada nas fachadas.

Marta Sousa Freitas

efcm disse...

a sapata de betão não precisa de estar centrada com o sinal...

basta aumentar o tamanho peso da sapata para que isso possa acontecer sem problemas.

Anónimo disse...

Se acabassem com a emel esse sinal podia ser retirado!

Pedro Homem de Gouveia disse...

A sapata podia ter outra forma.

Podia haver mais de um tipo de sapata, a seleccionar no local.

Podia o sinal ser fixo na fachada. Isso poderia levantar um problema legal que em Portugal ainda não está resolvido (ouvi dizer), mas que podia facilmente ser contornado com a autorização dos proprietários (e ninguém gosta de um sinal daqueles à porta, não é?).

Já agora, podia assegurar-se o cumprimento da lei (DL 163/2006) e do Regulamento Municipal de Acessibilidade e Mobilidade Pedonal, que vinculam todos os serviços municipais por igual.

http://acessibilidade.cm-lisboa.pt

Anónimo disse...

esta última é mesmo típica de chico esperto! sem, emel, sem regras, sem polícia, sem civismo, ou seja, é cada um por si, é a lei do mais forte, é o comodismo e o oportunismo. enfim, à tuga!

João Oliveira Leonardo disse...

No Restelo a sinalização vertical não tem sapata, está simplesmente enterrada 20 cm no chão e lá se vai aguentando

Anónimo disse...

Por acaso não concordo nada que a resposta de Pedro Homem de Gouveia seja de chico esperto. Até me pareceu bastante coerente, invocando até um Decreto-Lei.

Anónimo disse...

Lisboa despreza os seus peões

Anónimo disse...

Neste momento a CML despreza todos aqueles que vivem e visitam Lisboa. E as ideias dos candidatos para o futuro na minha opinião cada um pior que o outro! Em minha opinião Lisboa só teve melhor com o João Soares, viu-se desenvolvimento e bom senso. A partir daí só vejo esfarrapar dinheiro em proveito de poucos! Neste momento está tudo congelado!

Anónimo disse...

Esta imagem retrata 'o pão nosso de cada dia'

HOMOSAPIENS disse...

Aquela senhora tem a cabeça muito dura!!!
Porra, quase que ia deitar o sinal abaixo:-))))))).